3º Festival Floresta Sonora anuncia datas para shows e oficinas gratuitas

Durante todo o mês de agosto e início de setembro, o público poderá acompanhar as atividades ligadas ao 3º Festival Floresta Sonora, realizado pelo estúdio de música e produtora cultural que carrega o mesmo nome. Continuação dos outros dois eventos realizados em 2018 e 2019, presencialmente, o Floresta Sonora chega digital e ainda mais irreverente, apresentando uma programação artística que dialoga com o fluxo das redes sociais. As oficinas e bate-papos se transformaram em séries de conteúdo disponibilizados gratuitamente entre os dias 9 e 27 de setembro no Instagram do estúdio. Já o festival ganhou linguagem cinematográfica e será exibido no Youtube da produtora no dia 15 de setembro. O 3º Festival Floresta Sonora é um projeto patrocinado pela Lei Aldir Blanc Pará.



Sem a necessidade de retirada de ingressos ou de fazer inscrições, a terceira edição do evento será mais acessível. Tanto o festival, conhecido por incluir artes integradas em sua programação, quanto o lado profissionalizante do evento, foram remodelados para serem acessados de forma fácil e agradável pelo público. “Travessias” foi o nome dado para as diversas séries de conteúdo formativo do Floresta Sonora publicadas em agosto no Instagram. O público vai poder aprender sobre produção musical, criação artística, música amazônida, produção cultural, dentre outros temas que foram transformados em séries de vídeos disponibilizados no IGTV do estúdio. Serão cinco séries de quatro episódios cada, abrindo a possibilidade para comentários e perguntas que serão respondidas pelos ministrantes no final. A primeira delas será lançada no próximo dia 09 de agosto e a última finaliza no dia 27 do mesmo mês.

“O que é legal do ‘Travessias’ é que a gente não fica só ligado à música, que é a grande história que eu sempre busco no Floresta. São temas necessários pra nossa cidade e que a gente se questiona, como a percussão, porque a nossa rítmica é importantíssima, como finalização de áudio, um assunto super relevante pros músicos que estão começando. É um espaço pra falar e pensar sobre como a cidade funciona, sobre como é viver de música na Amazônia e sobre como a arte pode perdurar… todos esses questionamentos são coisas que eu vivo mesmo. Também tô muito feliz porque a gente conseguiu juntar pessoas muito boas”, comemora o músico Leo Chermont.

PROGRAMAÇÃO FORMATIVA

Toda semana, novos temas entram em debate com convidados que fazem parte do cenário artístico do Pará. O técnico de mixagem e masterização, Diego Fadul, fala sobre “Finalização de Conteúdo Sonoro”. O produtor cultural e criador do Festival Psica, Gerson Dias, apresenta a série “Palco da Cidade: Trajetória de um Festival Independentente”. Falando sobre “A Mulher na Arte Urbana”, Drika Chagas compartilha o passo a passo da criação com grafite. Percussionista e pesquisador de sonoridades amazônidas, JP Cavalcante fala do processo d”A Música Criada na Amazônia”. E encerrando a programação, a fotógrafa Nay Jinkins conversa sobre “O Ser Criativo na Amazônia Contemporânea”, discutindo como o ambiente influencia no processo artístico de cada um.

“Eu acho que esse formato aproxima as pessoas, que também têm muita preguiça de encontrar algumas coisas através da leitura. Eu sou uma pessoa que não tinha uma fama boa de ler. então muitas das coisas que eu aprendi dentro dos feminismos que me atravessam, e toda essa discussão política que atravessa meu trabalho, foi através da escuta, conversando com outras mulheres, ouvindo outras vivências porque isso não tá na academia. Então eu acho que é muito importante a gente compartilhar, indiferente de como é esse método, se é através de uma oficina virtual, ou se é uma aula presencial, uma roda de escuta, de vivências, sei lá, qualquer coisa, a gente só não pode deixar de fazer isso”, aprova a fotógrafa paraense Nay Jinkins.

FEST-FILME

Com linguagem cinematográfica, os shows e exposições artísticas do festival foram transformados em um filme, chamado “Correnteza”. Dirigido e produzido pelos integrantes do estúdio, o curta-metragem pretende apresentar um universo criativo, tendo o estúdio como ponto de conexão entre as performances. Tanto a curadoria musical do Floresta, quanto a visual, feita pela galerista Jade Jares da Galeria Azimute, mostram o frescor das artes paraenses apresentadas sempre com irreverência. O filme será exibido no Youtube do estúdio no dia 15 de setembro e, em breve, terá sua programação divulgada.

NOVA FASE

Com mais de 10 anos de funcionamento, o estúdio se renova, mais uma vez. Hoje com novo nome, deixando para trás o “casarão” e assumindo “Floresta Sonora”, é administrado pelos músicos e produtores musicais Leo Chermont e DBL, e pela produtora cultural Laíra Mineiro. Mirando na conexão com uma nova fase da cena cultural, o Floresta ampliou seu campo de atuação nas artes paraenses.

Além de registrar e produzir grandes trabalhos da música do estado, gravando Nazaré Pereira, Sammliz, Pio Lobato, Guitarrada das Manas, Bando Mastodontes, entre outros, agora eles também são uma produtora cultural, desenvolvendo eventos e projetos audiovisuais de grande impacto na capital paraense e no interior. Além do Festival Floresta Sonora, a produtora já assinou documentários, como o “Explosão da Ilha”, e vem desenvolvendo programas web como o “Estrada Rec”, gravado em diversas cidades do estado e que, em breve, será disponibilizado na internet.

FESTIVAL FLORESTA SONORA PARTE III apresenta

TRAVESSIAS - papos que conectam o mercado

Séries com provocações e discussões sobre a produção cultural e artística feita no Pará

De 09 a 27 de agosto, no Instagram @florestasonora

Conteúdo gratuito

Ministrantes: Diego Fadul (Fadul AudioLab), Gerson Dias (Psica Produções), Nay Jinkins, Drika Chagas e JP Cavalcante

Semana 1: de 9 a 14 de agosto

FINALIZAÇÃO DE CONTEÚDO SONORO

com Diego Fadul (Fadul AudioLab)

episódios novos sempre às 12h

EP1: Intro: etapas da produção musical

EP2: Mixagem

EP3: Ferramentas da Mixagem

EP4: Masterização

PALCO DA CIDADE: TRAJETÓRIA DE UM FESTIVAL INDEPENDENTE

com Gerson Dias(Psica Produções)

episódios novos sempre às 20h

EP1: O começo

EP2: Curadoria

EP3: Financiamento

EP4: O legado pra cidade

Semana 2: de 16 a 21 de agosto

A MULHER NA ARTE URBANA

com Drika Chagas

episódios novos sempre às 12h

EP1: Trajetórias e vivências

EP2: A importância da mulher na arte urbana

EP3: Os materiais

EP4: O processo

A MÚSICA CRIADA NA AMAZÔNIA

com JP Cavalcante

episódios novos sempre às 20h

EP1: Silêncio e criação

EP2: Mobilidade percussiva e conceitos sonoros

EP3: Aspectos dos arranjos percussivos

EP4: Produção musical e criação conjunta

Semana 3: de 23 a 27 de agosto

O SER CRIATIVO NA AMAZÔNIA CONTEMPORÂNEA

com Nay Jinkins

episódios novos sempre às 12h

EP1: O que delimita a Amazônia?

EP2: Alfabetização Visual e a Decoloniedade como arma de sobrevivência

EP3: Querem a arte, não o artista

EP4: ideias para adiar o fim do mundo

CORRENTEZA

fest-filme

Estreia 15 de setembro

Programação completa em breve

Posts Em Destaque
Posts Recentes