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A Última Sessão de Freud, de Mark St. Germain, ganha nova temporada em Belém no Theatro da Paz

  • há 13 horas
  • 5 min de leitura

Um dos grandes sucessos do teatro brasileiro desde 2022, a versão dirigida por Elias Andreato para A Última Sessão de Freud, do premiado autor estadunidense Mark St. Germain, já cumpriu mais de 420 apresentações e nunca parou de renovar temporadas desde sua estreia há 4 anos. O espetáculo chega a Belém com o patrocínio do Banpará, no Theatro da Paz nos dias 21, 22 e 23 de agosto de 2026, com sessões sexta e sábado às 20h00 e domingos às 18h00.



Sobre o enredo

A trama apresenta um encontro fictício entre Sigmund Freud (Odilon Wagner - o pai da

psicanálise, e o escritor, poeta e crítico literário C.S.Lewis (Marcello Airoldi), dois intelectuais que influenciaram o pensamento científico filosófico da sociedade do século 20.

Durante esse diálogo, Sigmund Freud, crítico implacável da crença religiosa, e C.S. Lewis,

renomado professor de Oxford, crítico literário, ex-ateu e influente defensor da fé baseada na razão, debatem, de forma apaixonada, o dilema entre ateísmo e crença em Deus. O texto de do no livro Deus em Questão, escrito pelo Dr. Armand M.Nicholi Jr.

- professor clínico de psiquiatria da Harvard Medical School. Freud quer entender por que um ex-ateu, um brilhante intelectual como C.S. Lewis, pode, segundo suas palavras, “abandonar a verdade por uma mentira insidiosa” - tornando-se um cristão convicto.

No gabinete de Freud, na Inglaterra, eles conversam sobre a existência de Deus, mas o embate verbal se expande por assuntos como o sentido da vida, natureza humana, sexo, morte e as relações humanas, resultando em um espetáculo que se conecta profundamente com o espectador através de ferramentas como o humor, a sagacidade e o resgate da escuta como ponto de partida para uma boa conversa. O sarcasmo e ironia rondam toda essa discussão. As ideias contundentes ali propostas nos confundem, por mais ateus ou crentes que sejamos.


“Essa peça é um elogio ao diálogo, tão necessário em nossos tempos. Saio do teatro todos os dias mais convicto que podemos e devemos conviver pacificamente com aqueles que pensam diferente de nós”, completa Odilon Wagner.



A encenação

O cenário assinado por Fábio Namatame (indicado ao Prêmio Shell melhor cenário) reproduz o consultório onde Freud desenvolvia sua psicanálise e seus estudos. Ele estava exilado na Inglaterra depois de ter fugido da perseguição nazista na Áustria, em plena segunda guerra mundial, no ano de 1939.

Em uma entrevista sobre o espetáculo, o autor comenta: “A peça mostra um embate de ideias.

Isso é uma armadilha, e eu não queria que o espetáculo se transformasse em um debate. Por

isso, pelo bem da ação dramática, situei o encontro entre Freud e Lewis no dia em que a

Inglaterra ingressou na Segunda Guerra Mundial. Então, são dois homens no limite, sabendo

que Hitler poderia bombardear Londres a qualquer minuto”.

O diretor Elias Andreato optou por uma encenação que valorize a palavra, construindo as cenas

de modo que o texto seja o protagonista e as ideias estejam à frente de qualquer linguagem.

“A idéia do autor Mark St. Germain de provocar esse encontro entre Freud e Lewis cria um jogo

teatral de ideias, crenças e visões de mundo profundamente distintas.

O diálogo entre os dois personagens é, por vezes, irônico, por vezes violento, mas

surpreendentemente sociável, e é justamente aí que reside sua força: Na prova de que é possível

conviver com as diferenças de forma inteligente, crítica e sobretudo, humana.

Odilon Wagner constrói um Freud de extrema humanidade, numa composição precisa,

milimétrica, que torna seu trabalho inesquecível. Marcello Airoldi demonstra que o humor e a

leveza podem existir mesmo quando as ideias se chocam e percorrem territórios perigosos,

densos e provocadores.

O espetáculo dialoga com o público de maneira sensível e direta. Seu sucesso nasce da

atualidade do tema e da urgência em discutir questões profundas e delicadas que atravessam o

nosso cotidiano, especialmente em um Brasil cada vez mais dividido. O teatro mostra, mais uma

vez, ser o veículo ideal para falar da violência com poesia, reflexão e escuta, abrindo caminhos

para a transformação”, conta o diretor.

Para Odilon Wagner a experiência de interpretar Freud tem um significado especial nesses

seus 56 anos de profissão:

“Tem sido uma das experiências mais fascinantes de minha carreira, é um privilégio poder

representar uma personagem tão potente como Freud, um dos grandes pensadores do século

XX. Nesses últimos quatro anos em que estivemos em cartaz, já rodamos o país três vezes e

repetiremos a turnê em 2026. A reação do público, sempre tão entusiasmada, e os encontros e

debates que tivemos nos teatros e nas universidades me enriqueceram muito e trouxeram a

confirmação da atualidade do pensamento Freudiano em nosso século. O espetáculo estimula a

nossa reflexão sobre a necessidade de praticarmos uma cultura de paz, nos provoca a exercer

nossa humanidade com mais fervor e atenção, para que não se repita a história deletéria da

segunda guerra mundial, vivenciada por Freud.”

Segundo Marcelo Airoldi:


“Teatro nunca é feito de facilidades e não há fórmulas para o sucesso de um projeto, mas

quando este acontece, saltam aos olhos detalhes que evidenciam a existência de cuidados

especiais, seja na produção, direção ou qualquer outro aspecto técnico do espetáculo. Num

mundo dominado por algoritmos da superficialidade, é maravilhoso encontrar plateias sedentas

pelo bom debate, humor de qualidade, poesia e pela história de bons personagens como estes,

que a dramaturgia juntou na mesma página.” completa o ator.

Ficha Técnica

Texto: Mark St. Germain

Tradução: Clarisse Abujamra

Direção: Elias Andreato

Assistente de Direção: Raphael Gama

Idealização: Ronaldo Diaféria

Elenco: Odilon Wagner e Marcello Airoldi

Cenário e figurino: Fábio Namatame

Assistente de cenografia: Fernando Passetti

Desenho de Luz: Gabriel Paiva e André Prado

Designer de som: André Omote

Iluminação: Nádia Hinz

Sonorização: Gabriel Fernandes

Trilha Sonora: Raphael Gama

Arte Gráfica: Rodolfo Juliani

Fotografia: João Caldas

Produtor Executivo: Adolfo Barreto

Cenotécnica/Contra-regragem: Vinicius Henrique, Kauã Nascimento

Produtores Associados: Ronaldo Diaféria e Odilon Wagner

Sinopse

No gabinete de Freud, na Inglaterra, o pai da psicanálise e o escritor C.S. Lewis conversam

sobre a existência de Deus, mas o embate verbal se expande por assuntos como o sentido da

vida, natureza humana, sexo e as relações humanas, resultando em um espetáculo que se

conecta profundamente com o espectador através de ferramentas como o humor, a sagacidade e

o resgate da escuta como ponto de partida para uma boa conversa. O sarcasmo e ironia rondam

toda essa discussão. As ideias contundentes ali propostas nos confundem, por mais ateus ou

crentes que sejamos.

Serviço

A Última Sessão de Freud, de Mark St. Germain

Temporada: 21, 22 e 23 de agosto de 2026

Horários: sexta e sábado, às 20h e domingos, às 18h

Local: Avenida da Paz, Praça da República, S/N - Campina, Belém - PA, 66017-060

Ingressos: entre R$30,00 e R$180,00.

Vendas online em: https://www.freud.art.br/ e

bsaleschannelkey=internet&sw_sc=Internet&trk_eventId=3654

Classificação: 14 anos

Duração: 90 minutos

Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

 
 
 

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