Alunos de escola pública usam a arte para refletir sobre mudanças climáticas e COP 30,em Belém
- 12 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Nos dias 12 e 13 de maio, o Coletivo Pororoka vai realizar uma série de atividades
socioeducativas em parceria com professores da escola estadual Amilcar Alves Tupiassú, em Belém. A programação será dividida em dois momentos:
No dia 12, serão realizadas rodas de conversa para falar de temas como mudanças climáticas e COP 30. Os alunos também poderão compartilhar como enxergam esta temática no dia a dia, além de problemas que eles observam no bairro da Cremação, como o descarte de lixo irregular e as inundações em período de chuva.

Em seguida, serão realizadas oficinas para confecção de obras de arte a partir de materiais recicláveis que podem ser facilmente encontrados em casa, como garrafas, embalagens de plástico e tampinhas.
Já no dia 13, pela manhã, os alunos participarão de oficinas de muralismo. Como conclusão
das atividades, a comunidade escolar fará a pintura do muro da escola com base nos assuntos debatidos. Imagens e sonoras da atividade serão disponibilizados para profissionais interessados na cobertura.
Toda a programação é comandada pela artivista Lenu, artista visual e integrante do Coletivo Pororoka, em parceria com as professoras Rosilene Ferreira e Elizabeth Ribeiro, da escola Amílcar Alves.
“A arte é um canal de comunicação muito potente e, por vezes, subestimado. Por meio dela, você aprende a ler o mundo e a desenvolver senso crítico, além de estimular a resolução de problemas usando a criatividade. No caso da arte coletiva, fortalece o senso de comunidade.
Estas habilidades adquiridas transbordam para outras áreas da vida - quando levamos uma atividade para um grupo de jovens, por exemplo, onde conversamos sobre mudanças
climáticas a partir da vivência deles, e depois lançamos um desafio para criarem uma obra coletiva sobre o tema, isto os mostra na prática que eles são capazes de vencer desafios trabalhando em equipe e buscando soluções criativas. Como a arte é uma catalisadora de conexões, o objetivo é que esse aprendizado seja internalizado. Ao final temos uma obra de arte engajada, afetuosa, disseminadora de conhecimento e mobilizadora de emoções. Esse é o papel revolucionário da arte e da educação”, destaca Lenu.
Sobre o projeto
A iniciativa faz parte do “Circuito de Vivências Artivistas pelo Clima”, projeto desenvolvido
pelo Coletivo Pororoka que busca sensibilizar e mobilizar a população sobre a crise climática e seus efeitos no dia a dia das periferias de grandes centros urbanos e de comunidades impactadas por grandes projetos. Depois das oficinas e rodas de conversa, os participantes constroem memoriais visuais comunitários, que funcionam como instalações artísticas permanentes, servindo como uma memória do encontro e intervenção na vida cotidiana.
O Circuito de Vivências já passou pelo Colégio Antônio Lemos, no município de Santa
Izabel (PA). Lá, os alunos pintaram um mural de 67 metros com as próprias mãos, retratando suas vivências no município, sua relação com o campo e o desejo por um futuro de oportunidades.















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