Arrastão do Círio 2026 vai às ruas no dia 10 de outubro com homenagem à Senhora da Amazônia e um mergulho na cultura ancestral da floresta
O Arraial do Pavulagem também faz parte dos caminhos de Belém no Círio. Tradicionalmente realizado no sábado antes da grande procissão, o Arrastão do Círio ocupa as ruas do centro histórico com música, dança, brincadeiras e saberes que conectam diferentes matrizes da cultura amazônica, tradição e ancestralidade no dia 10 de outubro.
A concentração começa às 9h, na esquina da Boulevard Castilhos França com a Avenida Presidente Vargas, sentido Ver-o-Peso. A saída ocorre após o Círio Fluvial, por volta das 11h, seguindo até a Praça Dom Pedro II.

A gente está muito feliz de chegar a mais um Arrastão do Círio, esse grande encontro com Belém. Assim que Nossa Senhora chegar do Círio Fluvial, fazemos nossa homenagem e seguimos com o cortejo pelas ruas. Esperamos todo mundo lá com a gente!”, convida Júnior Soares, músico e cofundador do Arraial do Pavulagem.
“O Arrastão do Círio é um cortejo inspirado na fé e na devoção do povo paraense. Pelas ruas do centro histórico, canto, ritmos, danças e brincadeiras nos conduzem por um mergulho no i
maginário amazônico e nessa homenagem a Nossa Senhora de Nazaré”, afirma Ronaldo Silva, músico e cofundador do Arraial do Pavulagem.
O Arrastão do Círio 2026 tem realização do Instituto Arraial do Pavulagem, apoio da Natura, parceria de Blois & Oliveira Assessoria Contábil, Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis (Concaves), Espaço Ideia e Soluções, MM Produções e Point do Açaí, e apoio cultural da TV Liberal, Prefeitura de Belém, Sesc (PA), Secretaria de Cultura do Pará e Governo do Estado.
RODA CANTADA E RODA ANCESTRAL CONECTAM CULTURA E ANCESTRALIDADE
Antes de ganhar as ruas, o Batalhão da Estrela se reúne para dois momentos que estruturam a sonoridade e a musicalidade do cortejo. A Roda Cantada abre a experiência com música, dança e participação do público, passando pelo lundu, chula marajoara, banguê, mazurca e rojão.
Na sequência, a Roda Ancestral traz referências afroamazônicas por meio do samba de cacete e do marabaixo, reunindo dança, música e tradição. É um passeio por essas referências, trazendo a lúdica africana para celebrar, promover encontros e batuques.
Esses momentos são resultado de um processo construído ao longo da preparação para o Arrastão, que envolveu também atividades com crianças, aproximando os pequenos de brincadeiras, práticas e saberes tradicionais, além de uma roda de conversa sobre ludicidades, brincadeiras e saberes indígenas. As atividades ampliaram o contato com diferentes referências culturais que também atravessam o cortejo.

HOMENAGEM À SENHORA DA AMAZÔNIA
Após o Círio Fluvial, o Arraial do Pavulagem e o Batalhão da Estrela aguardam a chegada da imagem de Nossa Senhora de Nazaré para a tradicional homenagem à Senhora da Amazônia, em frente à Escadinha da Estação. Na saudação que antecede a saída, o Batalhão toca músicas como “Lírio Mimoso” e sucessos do Arraial do Pavulagem. Os brincantes também balançam os chapéus de fitas para a Senhora da Amazônia, gesto que marca momentos de emoção nos Arrastões do Pavulagem. Em seguida, a Barca Rainha das Águas abre o caminho, trazendo para as ruas uma representação do Círio Fluvial e da relação dos paraenses com os rios. Ao longo do cortejo, brinquedos de miriti também integram a paisagem do Arrastão, trazendo referências do artesanato e da cultura amazônica.
A caminhada segue pela Blvd. Castilhos França, entra na Av. 16 de Novembro e chega à Praça Dom Pedro II, onde a programação conclui com show do Arraial do Pavulagem.

O IMAGINÁRIO AMAZÔNICO GANHA AS RUAS NO ARRASTÃO
No cortejo, brinquedos de miriti, formas, cores e referências à natureza, aos rios e à cultura popular ajudam a construir uma paisagem inspirada no imaginário amazônico. Entre esses elementos está o roc-roc, brinquedo sonoro feito à mão que remete aos sons da floresta e traz uma mensagem de preservação da natureza e da vida. Junto aos ritmos tocados pelo Batalhão da Estrela e aos brinquedos de miriti, os elementos ajudam a construir uma identidade diferente daquela apresentada nos cortejos de junho. Pessoas de todas as idades participam do encontro entre gerações que une saberes, novas formas de expressão e diferentes maneiras de viver a cultura amazônica.
Ao reunir música, dança, brincadeiras e saberes de diferentes gerações, o Arrastão também atua na preservação e difusão do patrimônio cultural imaterial. Em meio à dimensão religiosa e cultural do Círio de Nazaré, a manifestação valoriza a pluralidade de povos, histórias, ritmos e tradições que atravessam a formação cultural paraense.
RECONHECIMENTOS CULTURAIS
Desde 2013, o cortejo é reconhecido como Bem Cultural associado ao Círio de Nazaré, festividade reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.
O Arraial do Pavulagem também é reconhecido como Patrimônio Cultural de Belém (Lei Municipal nº 9.305/2017), Patrimônio Cultural do Estado do Pará (Lei Estadual nº 9.108/2020) e Manifestação da Cultura Nacional (Lei Federal nº 14.961/2024).
SERVIÇO - Arrastão do Círio 2026
Data: 10 de outubro de 2026 (sábado)Concentração: a partir das 9h, na esquina da Boulevard Castilhos França com a Avenida Presidente Vargas, sentido Ver-o-PesoSaída do cortejo: por volta das 11h, após o Círio FluvialTrajeto: Boulevard Castilhos França → Avenida 16 de Novembro → Praça Dom Pedro IIEncerramento: show do Arraial do Pavulagem na Praça Dom Pedro IIParticipação: aberta ao público


















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