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Artista visual Keyla Sobral lança livro de poesias

O livro de poesias da artista visual paraense Keyla Sobral pode ser encontrado na Livraria Travessia, em Belém. A editora que publicou o livro é a Urutau de São Paulo e o prefácio é da escritora Márcia Huber.A Livraria Travessia é comandada pelo livreiro Pedro Gamma.

Keyla Sobral, natural de Belém (PA), é artista visual, escritora e comunicóloga. Trabalha há mais de vinte anos com artes visuais e participa de exposições no Brasil e no exterior. Sua poética faz relação entre a literatura e as artes visuais. É mestra e doutoranda em Artes pela UFPA. Nunca falei tão sério é seu livro de estreia.




SOBRE O LIVRO

Você me convidou para tocar o terror e eu aceitei escrever a orelha do seu livro. Peço atenção de quem lê aqui o primeiro livro de Keyla Sobral, pois falo baixo, pied de l’oreille: Você é escritora? perguntei. Eu corto palavras. você disse. Com uma lâmina afiada. E sem remorsos. Keyla escreve como ela mesma diz, afiada e tão próxima de nossa vida, de nossas palavras ditas e as que estão por vir, que é como se essa escrita confessional, íntima fosse uma conversa ou um molesquine cheio de ironia, fragmentos onde eu ou você que os lê certamente se encontrará.

Ao contrário do que a crítica literária diz sobre a escritora Ana Cristina César, onde escrita literária e vida eram indissociáveis (e ainda duvido um pouco dessa certeza), Keyla flerta com a autoficção território entre a autobiografia e a ficção (e ainda duvido um pouco dessa certeza, também). Já ganhei um concurso de dança em que eu só mexia os pés e levemente as mãos o júri acreditou no meu swing, eis aqui o convite à poesia de Keyla, tocar o terror e acreditar no swing das palavras que é próprio da poesia e cabe à poeta escolher a nota certa. KS soube escolher bem, ouçam com atenção e mesmo que doa a boa poesia é sempre uma revelação: Meu primeiro amor foi a Brooke Shields mas você foi o segundo.



O primeiro livro de poesias de Keyla Sobral pede passagem, abre-alas-que-eu-quero- passar, de mãos dadas com o contemporâneo, mas também com a memória, o desenho, a arte, o cinema, e porque não, com suas musas.

O convite está feito, a travessia das palavras com esse livro em mãos torna tudo em estado de poesia e como nos diz a própria poeta: Nunca falei tão sério.

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