Artistas e festivais do Pará foram selecionados pelo projeto Natura Musical

Dezenove artistas e 14 coletivos serão patrocinados pela plataforma Natura Musical em 2022. Entre as iniciativas fomentadas, há um panorama plural da cena contemporânea, composto por uma grande diversidade de gêneros musicais e linguagens artísticas. O samba e o pagode, em vertentes que vão da música autoral indígena ao pagodão baiano; o rap e a cultura hip-hop são representados por artistas da nova geração e a música de tambor é celebrada por nomes consagrados. Jovens promissores mostram a inovação da MPB produzida na região Amazônica e também nos centros urbanos em documentários musicais e álbuns visuais.

O resultado do Edital é reflexo das revisões que o programa vem promovendo ao longo dos últimos dois anos com objetivo de ampliar seu impacto de atuação e a distribuição de recursos. “Os projetos selecionados pelo programa têm como premissa, além de excelentes representantes da cena contemporânea de criação artística, a promoção de debates que propõem novas consciências sociais e projetam um mundo melhor para todos nós. Nós acreditamos que a música é capaz de promover uma cura individual e coletiva ao ecoar um futuro mais sustentável, inclusivo e plural”, afirma Fernanda Paiva, Head of Global Cultural Branding.

Mais uma vez, a plataforma renovou seu compromisso com critérios e diretrizes de impacto social, cultural e econômico positivo que permeiam o Edital. “Vemos que esses compromissos começam a render frutos, com maior números de inscrições de projetos da Amazônia, mais representatividade na liderança dos projetos e equipes, ações concretas de inclusão e acesso, além do desenvolvimento artístico de grupos historicamente sub-representados”, explica Fernanda Paiva. “Nessa seleção, 20% da verba do Edital Nacional é destinada para iniciativas da região, mas o investimento vai superar o percentual previamente estipulado”, afirma. Além dos projetos do Edital Pará, historicamente contemplados, Natura Musical fomenta outros quatro projetos amazônicos.

O programa oferece R$ 5,5 milhões de reais em fomento aos artistas e coletivos selecionados, sendo R$ 1,5 milhão para projetos de todos o Brasil e região Amazônica; R$ 1 milhão para Minas Gerais; R$ 1 milhão para a Bahia; R$ 1 milhão para o Pará; R$ 1 milhão para o Rio Grande do Sul. Natura Musical tem o apoio das leis de incentivo à cultura da Bahia, de Minas Gerais, do Pará e do Rio Grande do Sul.

O que vem por aí

Em 2022, a musicalidade de povos originários, naturalmente engajados em pautas como a sustentabilidade e na linha de frente da emergência climática, são os grandes destaques do Edital. Kaê Guajajara, artista indígena não-binária, realiza turnê do disco Kwarahy Tazyr e grava um documentário que registra os bastidores das viagens; o grupo musical Marujos Pataxó, formado por artistas da Terra Indígena Barra Velha, na Bahia, lança um registro com canções de samba autoral; e no álbum virtual KUPARÁ, o artista mineiro Djalma Ramalho mescla cantos tradicionais do povo Aranã à ritmos eletrônicos.

A Mostra Pankararu de Música, iniciativa referencial de fomento à produção artística indígena, organizada pelo povo Pankararu, realiza capacitação profissional, shows e imersão artística na Aldeia Bem Querer de Cima, em Pernambuco; o projeto Goj Tej e Goj Ror, do povo Kaingang, no Rio Grande do Sul, narra o encontro das águas e terras do território indígena de mesmo nome no álbum As Águas São Nossas Irmãs; o Festival de Música Kariwa Bacana, que acontece em Manaus, promove encontros entre a produção musical indígena contemporânea e o trabalho de artistas nascidos em centros urbanos.

Ainda na região Norte, a música autoral amazônida é a tônica do trabalho da cantora e compositora Elisa Maia; a fotógrafa, cantora e compositora Marcela Bonfim canta sua busca pela musicalidade, memórias e legado dos povos afro-brasileiros de Rondônia no disco Amazônia Negra; por meio de residências artísticas, o LABVERDE propõe intercâmbios e colaborações entre artistas e profissionais da Região Amazônica, apoiando discussões que refletem o contexto ambiental, social e político do território.

Dois nomes consagrados foram reverenciados pela curadoria e lançarão novos projetos: Sérgio Pererê, que ao longo de sua trajetória construiu um elo entre a música tradicional africana e ritmos como jazz e soul, prepara novo disco de estúdio; Os Tincoãs, grupo seminal no compêndio de matrizes musicais afro-brasileiras, promove o lançamento do álbum inédito Os Tincoãs - Canto Coral Afrobrasileiro, gravado em 1982 no Rio de Janeiro.

Entre nomes que estão projetando e consolidando suas carreiras, a multiartista Jup do Bairro lança o longa-metragem musical JUÍZO FINAL; Maíra Baldaia, multi-instrumentista mineira, lança Obí (do Yorubá, significa mulher ou fêmea), álbum com participação de Marissol Mwaba, Marina Sena e Djonga; com o EP de estreia Eu Sou Flor, o cantor e compositor Flor de Mururé narra sua vivência enquanto homem umbandista transgênero amazônida; Ventura Profana, artista-travesti, negra e nordestina, questiona os paradigmas baseados nos termos da cultura euroamericana e colonial em Procure Vir Antes do Inverno; a rapper soteropolitana Cronista do Morro trabalha no produção de seu primeiro disco, que terá rimas inspiradas na sua vivência enquanto uma uma mulher preta, periférica e lésbica.

A potência da música feminina também vem representada por Azuliteral, cantora e compositora, que trabalha em disco inspirado na história de 57 mulheres paraenses; de Pelotas, Laddy Dee lança seu primeiro álbum de estúdio, composto por músicas autorais que a artista desenvolveu ao longo de 20 anos de carreira; a rapper porto-alegrense Cristal Rocha trabalha na concepção de um álbum com dez faixas pautado na estética afrofuturista. A performer e cantora Ianaê Régia, com AFROGLOW, pretende fortalecer a rede de apoio afro-gaúcha, utilizando como alicerces a militância por via do autocuidado, decolonialidade e emancipação da cultura preta.

Representante da cultura hip-hop de São Paulo, Billy Saga lança Ambigrama, álbum inédito composto por oito canções. Considerado um prodígio na cena do rap paraense, Daniel ADR prepara disco de inéditas batizado como Black Christ, que retrata a vivência do rapper, um jovem negro, gago e bissexual. Jovens artistas, Tavinho Leoni, de Belo Horizonte, é representante da nova geração do samba mineiro e lança seu primeiro disco de estúdio; enquanto no Pará, Raidol, um dos nomes da nova cena da música pop amazônida, planeja o lançamento de Mandinga, seu primeiro disco de estúdio.

Iniciativas voltadas para a equidade e inclusão também ganharam espaço entre os contemplados. A Casa Sonora, em Belo Horizonte, promove residência artística, palestras, atividades de formação e shows para mulheres, enquanto o Elas No Comando, de Belém, conecta profissionais que atuam no mercado da economia criativa em sete dias de eventos online e presenciais. De Salvador, o Pagode Por Elas, plataforma voltada às mulheres do pagodão baiano, realiza a primeira edição do Festival Pagode Por Elas.

Com o objetivo de fomentar cenas e redes, a mostra Favela Talks reúne artistas, startups, agentes e empresários criativos de comunidades do Distrito Federal e do Brasil para quatro dias de atividades voltadas ao fortalecimento dos mercados culturais das periferias. O Festival Lambateria, em Belém, promove a cultura latino-amazônica, com uma programação de shows e palestras. O Festival Cabobu - A Festa dos Tambores, que acontece em Pelotas, reverencia o tambor de sopapo em um evento com shows, oficinas e ações formativas.

Localizada no Pelourinho, a Casa do Hip-Hop Bahia é um polo de formação e produção que estimula carreiras artísticas com oficinas formativas, shows e mostras, assim como o Festival Rap Contra o Frio, na cidade de Rio Grande, que promove apresentações musicais de artistas locais, oficinas de produção musical e workshop de gerenciamento de carreira. Em Belo Horizonte, o grupo Trem Tan Tan, coletivo de compositores portadores de sofrimento psíquico liderado por Babilak Bah, fará a gravação de Trem Negreiro, com dez canções autorais, além de oficinas musicais e videoclipes.

Os 33 projetos foram selecionados entre 3720 inscritos por meio da curadoria de 21 profissionais do mercado da economia criativa. São artistas, jornalistas, produtores, ativistas, empreendedores culturais, representantes de festivais e outros players do mercado.

“A curadoria do Edital Natura Musical 2021 teve como premissa dar visibilidade à riqueza das propostas que recebemos e distribuir os recursos de forma transparente e responsável. São profissionais de diversas regiões do Brasil e que carregam em si uma pluralidade de vivências e linguagens. O olhar atento desse time reconhece artistas e coletivos que já tem um impacto significativo ao mesmo tempo em que projeta novos caminhos”, salienta Fernanda Paiva.

Participam do grupo de curadores: Ana Maia (RS), produtora cultural e fundadora do selo Escápula Records; Ana Paula Paulino (MG/RJ), dançarina, empresária e sócia da Ubuntu Produções; Anne Magalhães (SP), arte-educadora, artista visual e intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras); Bia Nogueira (MG) multiartista, diretora artística do Coletivo IMuNe e coordenadora do Festival Sonora; Carol Amaral (AM), advogada, DJ e co-produtora do Crias de Curupira; Gabriel Murilo (MG), mestre em Música pela UFMG e diretor do encontro internacional Música Mundo; Guilherme Guedes (DF/RJ), jornalista, apresentador dos canais Multishow e Bis e pesquisador musical; Ísis Vergílio (SP), artista interdisciplinar, repórter da revista Elle, produtora e diretora artística; Jaqueline Fernandes (DF), artista, ativista negra, Presidenta do Instituto Afrolatinas e fundadora do Festival Latinidades; Joilson Santos (BA), co-fundador e coordenador do Feira Coletivo Cultural e do Feira Noise Festival; Josyara (BA/SP), cantora, compositora e violonista; Karla Martins (AC), ativista cultural, atriz e Diretora da ABRAFIN; Keila (PA), cantora, compositora, dançarina e representantes do tecnobrega; Linn da Quebrada (SP), cantora, compositora, atriz, apresentadora e filosofa; Lucas Estrela (PA), produtor musical, compositor, guitarrista e artista multimídia; Márcia Wayna Kambeba (AM/PA), mulher indígena, mestra em Geografia pela UFAM, escritora e educadora; Paulo Floro (PE), jornalista, editor da revista O Grito! e professor universitário; Renata Tupinambá (RJ); mulher indígena, poeta, jornalista, produtora, roteirista; Tó Brandileone (SP), produtor musical, compositor e intérprete; TRANSÄLIEN (PE), multiartista, produtora cultural, DJ e idealizadora da Coletividade MARSHA!; Zudizilla (RS), rapper, compositor e produtor musical.

Veja abaixo a lista de selecionados:

NACIONAL

III Mostra Pankararu de Música (PE)

Iniciativa do povo Pankararu, realiza capacitação profissional, shows e imersão artística na Aldeia Bem Querer de Cima, em Pernambuco.

Amazônia Negra (RO)

Em Amazônia Negra, a fotógrafa, cantora e compositora Marcela Bonfim, narra seu encontro com as águas dos rios Madeira, Guaporé e Pacaás. Com oito canções, o álbum traduz aspectos que marcam a musicalidade das estórias, memórias, legados e sentidos atravessados pela artista na busca de suas origens, aos poucos encaixadas em métricas e composições da Amazônia enegrecida.

Billy Saga(SP)

O artista paulistano Billy Saga, que já soma uma trajetória de duas décadas de dedicação ao rap e ao ativismo social, lança Ambigrama, álbum inédito composto por oito canções.

Elisa Maia (AM)

A música autoral no Amazonas é a tônica do trabalho da cantora e compositora Elisa Maia. Em seu novo álbum a artista reúne parcerias e propõe vivência de criação com a cantora Karen Francis e o rapper Ian Lecter. Elisa também lança a documentação do processo criativo em conteúdos audiovisuais.

Favela Talks (DF)

Desdobramento do festival Favela Sounds, Favela Talks é o primeiro ambiente de mercado voltado exclusivamente à música de periferia a ser realizado no país. Reúne artistas, startups, agentes e empresários criativos de comunidades do Distrito Federal e do Brasil para quatro dias de atividades voltadas ao fortalecimento dos mercados culturais das periferias.

Festival de Música Kariwa Bacana (AM)

O festival de música, que acontece em Manaus, promove encontros entre a produção musical indígena contemporânea e o trabalho de artistas nascidos na Amazônia urbana. A programação do festival conta com shows e rodas de conversas com nomes como João Paulo Barreto, Ângela Mendes e Uýra Sodoma.

Jup do Bairro (SP)

A multiartista Jup do Bairro lança o longa-metragem musical JUÍZO FINAL. Cruzando teorias de Freud até Sidarta Ribeiro, o filme é a realização de um sonho compartilhado enquanto ferramenta para se desenhar futuros. O repertório pensado para a trilha sonora desta produção será totalmente inédito e a artista prevê participações especiais ao longo de toda a obra.

Kaê Guajajara(RJ)

Kwarahy Tazyr é o álbum que conta a trajetória de Kaê Guajajara, artista indígena não-binária. Durante a turnê de lançamento do disco, a cantora promoverá a captação de imagens para um documentário chamado Vivências Invisíveis: autoestima para além das margens.

Labverde (AM)

Por meio de residências artísticas, o LABVERDE expande os limites da música local, aliando a bioacústica, o field recording, a cultura oral e os cânticos ancestrais, para a construção de uma nova paisagem sonora para a Amazônia. O projeto se propõe a realizar intercâmbios e colaborações entre artistas e fomentar a troca entre profissionais da Região Amazônica, apoiando discussões que refletem o contexto ambiental, social e político da Amazônia hoje.

MINAS GERAIS

Casa Sonora

É uma realização do Festival Sonora, rede nascida a partir de uma iniciativa da compositora Deh Muss. É um espaço com foco no desenvolvimento e potencialização de conexões entre mulheres que atuam no mercado da música. Localizada em Belo Horizonte, onde a rede nasceu, a Casa Sonora promoverá uma residência artística, palestras, atividades de formação e shows.

Djalma Ramalho

O ator, poeta, artesão e performer mineiro, Djalma Ramalho, lançará o álbum audiovisual KUPARÁ, que tem como premissa garantir a renovação, a preservação e a difusão de saberes e práticas tradicionais do Vale do Jequitinhonha. As canções que integram a obra mesclam cantos e ritmos tradicionais do povo Aranã à letras autorais e ritmos eletrônicos futuristas.

Maíra Baldaia

Multi-instrumentista, cantora e atriz, a mineira Maíra Baldaia lança Obí (do Yorubá, significa mulher ou fêmea), álbum pautado em um recorte dual acerca da mulher contemporânea que carrega ancestralidade em sua essência. O disco conta com participações de nomes como Marissol Mwaba, Marina Sena e Djonga.

Sérgio Pererê

Ao longo de sua trajetória, Sérgio Pererê construiu um elo entre a música tradicional africana, ao misturar ritmos como o catopês, as marujadas e moçambique ao swingue do jazz, blues e do soul. O cantor e multi-instrumentista mineiro lançará um disco de canções inéditas e um mini-documentário que acompanha a criação das faixas.

Tavinho Leoni

Com apenas 18 anos e uma longa trajetória, o belo-horizontino Tavinho Leoni é representante da nova geração do samba mineiro. O multi-instrumentista, que se inspira em nomes como Arlindo Cruz, Fundo de Quintal, Sorriso Maroto, Aline Calixto, planeja o lançamento do primeiro álbum.

Trem Tan Tan apresenta: Trem Negreiro

O grupo musical Trem Tan Tan tem mais de duas décadas de trajetória artística. É formado por um coletivo de compositores portadores de sofrimento psíquico e propõe a inserção social, o resgate da cidadania de pessoas com sofrimento psíquico e o tratamento antimanicomial. O coletivo, com a liderança de Babilak Bah, fará a gravação do álbum Trem Negreiro, com dez canções autorais, além de oficinas musicais e videoclipes.

PARÁ

Azuliteral

Cantora e compositora, Azuliteral trabalha no álbum autoral Nossas Tramas. O ponto de partida do disco é inspirado na coletânea Trama das Águas, obra que reúne o trabalho de 57 mulheres paraenses (nascidas e/ou criadas em território paraense) de diversas identidades sexuais e étnicas, materializadas em contos, poesias, ilustrações e fotografias. As histórias serão transformadas em músicas e videoclipes.

Daniel ADR

Considerado um prodígio na cena do rap paraense, Daniel ADR começou a rimar ainda na escola e, em 2014, foi considerado o melhor MC do Pará pelo Duelo Estadual de MC’s. Além da música, Daniel também é beatmaker e produtor cultural, atuando como organizador da Batalha de São Braz. O artista prepara um novo disco de inéditas, Black Christ, que retrata a vivência do rapper, um jovem negro, gago e bissexual.

Elas No Comando

Com o propósito de dar mais visibilidade e conectar as mulheres que atuam no mercado da economia criativa, Elas no Comando reúne profissionais de diferentes áreas culturais em sete dias de eventos online e presenciais. A programação inclui rodas de conversas, pocket shows, curadoria e exibição de videoclipes e oficinas formativas.

Flor de Mururé

Flor de Mururé é cantor, compositor, multi-instrumentista e umbandista transgênero amazônida. Em 2019, o artista lançou seu EP de estreia, Eu Sou Flor. Agora, trabalha na concepção do primeiro álbum de estúdio e um curta-metragem que registra o processo criativo do artista.

Festival Lambateria

Com a proposta de apresentar os diferentes gêneros musicais do norte do Brasil, o Festival Lambateria reúne em Belém a cultura latino-amazônica com uma programação repleta de cultura paraense em pleno mês de outubro. Tem danças e comidas típicas do Pará, além de oficinas de capacitação para o mercado da música. Em 2022, os shows do Festival ganham um produto audiovisual com os melhores momentos e alguns dos artistas participantes gravam uma coletânea com cinco canções inéditas.

Raidol

Cantor e compositor, o artista Raidol é considerado um dos representantes da nova cena da música pop amazônida. Com três EPs lançados, Raidol planeja o lançamento de Mandinga, seu primeiro disco de estúdio.

BAHIA

Casa do Hip-Hop Bahia

A Casa do Hip-Hop é um espaço de referência sócio-cultural e articulação estratégica da cultura hip-hop e da juventude negra do estado da Bahia. Localizada no Pelourinho, é um polo de formação e produção que trabalha com arte-educação, empreendedorismo e inovação, estimulando carreiras artísticas, pesquisa, aperfeiçoamento de técnicas e trabalho coletivo, com a perspectiva de contribuir com a superação das desigualdades socioculturais e raciais. A Casa do Hip-Hop realiza oficinas formativas, shows, mostras e podcast.

Cronista do Morro

Com versos retos e muito swing, a cantora e compositora Cronista do Morro é uma revelação do hip-hop/trap. A rapper soteropolitana trabalha no produção e lançamento de seu primeiro disco, que terá rimas inspiradas na sua vivência enquanto uma uma mulher preta, periférica, lésbica, que se confronta cotidianamente com a violência, precariedade e conflitos sociais.

Festival Pagode Por Elas

O Pagode Por Elas (PPE) é uma plataforma que surgiu em 2019, sendo o primeiro canal de conexão, entretenimento e informação voltado às mulheres do pagodão baiano. Após dois anos de atuação, acontece a primeira edição do Festival Pagode Por Elas, com o tema A Nova Década do Pagodão, envolvendo ações de produção, formação e promoção de mulheres cis, trans e pessoas LGBTQIA+ no pagode.

Marujos Pataxó

Festival Itinerante com shows do grupo musical Marujos Pataxó, formado por artistas da Terra Indígena Barra Velha, aldeia localizada no município baiano de Porto Seguro. O projeto ainda prevê a gravação de um disco com canções de samba indigena autorais, documentário, feira cultural e oficinas musicais.

Os Tincoãs

A obra dos Tincoãs se inscreve no compêndio de matrizes musicais afro-brasileiras, sendo reconhecida dentro e fora do país como um legado cultural do Brasil. Em 2022, Mateus Aleluia promove o lançamento do álbum inédito Os Tincoãs - Canto Coral Afrobrasileiro, gravado em 1982 no Rio de Janeiro. Com arranjos e regência dos maestros Leonardo Bruno e Armando Prazeres e participação do Coral da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos,

a obra ficou guardada durante 40 anos e chega aos ouvidos dos fãs em formato digital e vinil.

Ventura Profana

Jovem artista-travesti, negra e nordestina, Ventura Profana busca questionar os paradigmas baseados nos termos da cultura euroamericana, colonial, heterocentrada e cisnormativa dominante. Em Procure Vir Antes do Inverno, primeiro álbum visual da multiartista, Ventura Profana trata da habilidade de “não perder a fé e nunca morrer”. O trabalho tem produção musical de MV Hemp e Mahal Pita, além de participação de Mateus Aleluia.

RIO GRANDE DO SUL

As Águas São Nossas Irmãs O álbum visual Goj tej e goj ror - As Águas São Nossas Irmãs é um trabalho do povo Kaingang, que narra o encontro das águas e terras do território indígena de mesmo nome, que se espalham pelo Sul e Sudeste do Brasil, das extensas Matas de Araucárias, aos rios Uruguai e Paraná.

Cristal

A porto-alegrense Cristal Rocha é considerada uma das revelações do hip-hop gaúcho. Aos 19 anos, a artista trabalha na concepção de seu novo álbum pautado na estética afrofuturista e com referências a black music. O lançamento do disco será acompanhado de um curta-metragem roteirizado pela artista.

Festival Rap Contra o Frio

Com o objetivo de fomentar e incentivar a cena do hip-hop do extremo sul do Rio Grande do Sul, o Festival Rap Contra o Frio promove apresentações musicais de artistas locais, oficinas de produção musical e workshop de gerenciamento de carreira na cidade de Rio Grande, localizada no extremo sul brasileiro.

Festival Cabobu - A Festa dos Tambores

O Festival, idealizado e executado pelo compositor, percussionista e agitador, mestre Giba Giba, reúne grupos de música e dança populares de Pelotas, no Rio Grande do Sul. O Cabobu mostra para a sociedade gaúcha que existe uma cultura negra rica e plural no estado, tendo o tambor de sopapo como o centro dessa iniciativa. A terceira edição do evento reunirá shows, oficinas e ações formativas.

Ianaê Régia

Ianaê Régia é performer, cantora de R&B e estudante de Música Popular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. No projeto AFROGLOW, a artista pretende fortalecer a rede de apoio afro-gaúcha, utilizando como alicerces a militância por via do autocuidado, a decolonialidade, a beleza, a finésse e a emancipação da cultura preta.

Laddy Dee

Aos 40 anos, Daiane Vieira Moraes, conhecida como Laddy Dee, lança seu primeiro álbum de estúdio. A obra é composta por uma coletânea de músicas autorais que a artista desenvolveu ao longo de 20 anos de carreira. No trabalho, ainda sem título, a rapper rima sobre temas como negritude, diversidade sexual e feminismo.

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