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Atitude e vontade de aprender ganham peso na contratação de estagiários, mas falta de experiência ainda desafia jovens

  • 9 de jun.
  • 2 min de leitura

O estudo encomendado pelo Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE  e realizado pelo Instituto Locomotiva mostra que 84% das empresas consideram a abertura ao aprendizado contínuo mais relevante do que a excelência técnica na hora de efetivar um estagiário.


O dado reflete uma mudança no perfil buscado pelo mercado: mais do que domínio técnico, ganham peso postura, comprometimento e capacidade de evolução. Entre os fatores decisivos para a efetivação estão responsabilidade, ética e proatividade. O levantamento também indica que mais da metade das empresas efetiva acima de 50% dos estagiários, reforçando o estágio como principal porta de entrada no mercado de trabalho.



Ainda assim, a falta de experiência segue como o principal obstáculo para quem busca o primeiro emprego, um desafio que limita o acesso de muitos jovens à própria oportunidade de desenvolver habilidades na prática.


No Pará, esse cenário se repete, com desafios adicionais. Em 2026, mais de 7 mil jovens já foram atendidos pelo CIEE no estado. Segundo o supervisor do CIEE no Pará, Luiz Oliveira, entre os principais entraves estão a pouca vivência em ambientes corporativos, o acesso limitado à qualificação, o desconhecimento sobre processos seletivos, a desigualdade de oportunidades entre capital e interior, além de lacunas em habilidades socioemocionais e comunicação profissional.


“Existe uma lógica que dificulta a entrada: as empresas buscam profissionais minimamente preparados, mas muitos jovens ainda não tiveram a chance de começar”, afirma.


Embora conhecimentos básicos em ferramentas digitais e rotinas administrativas continuem sendo exigidos, o comportamento tem ganhado protagonismo como critério de decisão.


A pesquisa também aponta o que torna uma vaga mais atrativa para os jovens: oportunidade de crescimento, possibilidade de efetivação e bolsa-auxílio compatível com o custo de vida. Além disso, 55% das empresas reconhecem a preferência dos estudantes por modelos mais flexíveis, indicando um mercado em transição.


Nesse contexto, programas de estágio e aprendizagem se consolidam como instrumentos centrais de inclusão produtiva, ao aproximar jovens do mercado, desenvolver competências e gerar renda.


“No Pará, muitos jovens têm potencial e vontade de trabalhar, mas ainda enfrentam a falta de oportunidade como principal barreira. O estágio e a aprendizagem são caminhos fundamentais para transformar essa realidade”, reforça Luiz Oliveira.


Dicas para conquistar o primeiro emprego

Especialistas apontam estratégias que podem aumentar as chances de inserção no mercado:

1. Buscar programas de estágio e aprendizagem como porta de entrada 

2. Investir em qualificação básica, especialmente em ferramentas digitais 

3. Desenvolver habilidades comportamentais, como comunicação e organização 

4. Participar de cursos gratuitos e ações de capacitação 

5. Utilizar plataformas como o CIEE Saber Virtual, com trilhas gratuitas de aprendizagem 

6. Preparar um currículo simples e objetivo, mesmo sem experiência formal 

7. Informar-se sobre processos seletivos e dinâmicas de entrevista

 
 
 

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