Banda Paralelo Onze lança o álbum "Flor da Madrugada"

A banda autoral Paralelo Onze lança o novo álbum “Flor da Madrugada” no próximo dia 27 de setembro, em todas as plataformas digitais, com fomento da Lei Aldir Blanc. “Flor Madrugada” chega 10 anos após o álbum de estreia da banda paraense com oito faixas embaladas por letras poéticas e guitarras distorcidas.

O lançamento será celebrado com um show virtual gravado ao vivo em Primavera, cidade de origem da banda, que será transmitido no próximo dia 30, pelo canal da Paralelo Onze no Youtube, a partir das 20 horas.

A Paralelo Onze é uma banda de rock alternativo, um grupo de amigos, um nicho de resistência artística, de valorização das origens e de fomento do gênero no Nordeste Paraense.

Formada por Wagner Santos (vocal), Felipe Mozart (guitarra, violão e backing vocal), Danilo Rosa (guitarra, violão e backing vocal), George Monteiro (contrabaixo) e Cássio Tavares (bateria), a banda fundada há 13 anos é a responsável pela realização do tradicional Festival Eco Rock, há 10 anos.

“A gente resolveu fazer o festival para ter onde tocar, para incentivar outras bandas em Primavera e convidar as bandas dos municípios próximos. Hoje somos um dos principais festivais da região”, conta Felipe Mozart.



Faixas

O álbum “Flor da Madrugada” vem reafirmar a fidelidade da Paralelo Onze às origens, numa franca referência à Primavera, conhecida como Cidade das Flores. A prova disso é a faixa-título, composição de André Dantas e Eduardo Monteiro (ex-guitarrista e atual produtor da banda), que fala sobre encontrar alguém especial, um amor de verão, uma paixão que não pode ser levada adiante, feito a flor que só se mostra na madrugada. Essa é a terceira faixa do projeto.

A maioria das canções é inédita, exceto “Devagarinho”, de George Monteiro, e “Ela”, de Felipe Mozart e Eduardo Monteiro, que são tocadas nos shows há algum tempo, mas ainda não tinham sido gravadas pela banda. “Devagarinho” abre o álbum com novo arranjo de rock influenciado pelo brega e letra sobre a liberdade de não ter relacionamento sério. Em seguida, vem “Ela”, uma balada com arranjos de solo de guitarra e vocais empolgantes que fala sobre a crise de um relacionamento à distância e convida a reacender o amor.

A balada de rock com blues e folk enriquecido por backing vocal, “Veredito”, de Abílio Dantas e André Dantas, vem na sequência falando sobre experiência de pós-morte entre referências ao poema “A Hora Íntima”, de Vinicius de Moraes.

Outra romântica é “Canção de Viver”, de George Monteiro e Eduardo Monteiro, que inicia com violão solitário e evolui ao peso da guitarra para voltar à forma delicada no início. A paixão extrema surge em “Dos Últimos Tempos”, de Danilo Rosa, com arranjos de violão coroados por backing vocal e as guitarras dedilhadas.

“Se Engana”, de George Monteiro e Yuri Malcher, foi “um sambinha que ganhou uma pegada de brega anos 70 com uma guitarra mais densa, mais pesada”, explica Eduardo. Enquanto samba-rock de guitarras distorcidas e bateria forte “Samba Desgrenhado”, de George Monteiro e Daniel de Oliveira, conquista pelo “suingue envolvente”, conforme descreve George.

História

Paralelo Onze surgiu do encontro de alguns estudantes para tocar violão na praça da cidade de Primavera. A música serviu de aliança para os cinco integrantes: os irmãos Eduardo e George Monteiro, Wagner Santos, Felipe Mozart e Cássio Tavares. E quando o guitarrista Eduardo quis sair, não saiu, virou produtor e continuou compondo para a banda. Danilo Rosa, que é natural do município vizinho, Quatipuru, conheceu o grupo em um intercâmbio escolar e foi convidado a entrar para o time. Até hoje, os músicos produzem os arranjos de todas as faixas juntos.



O nome da banda tem o signo do protesto, pois é inspirado no massacre de 3.500 indígenas da etnia Cinta-Larga por garimpeiros, ocorrido nos Anos 60, na Reserva Roosevelt, em Rondônia. Quem deu esse nome para o grupo foi o pai de Felipe Mozart, Antônio Carvalho, o principal incentivador que buscou patrocínio para a compra dos primeiros instrumentos.

Paralelo Onze cresceu sob as influências de bandas como Los Hermanos (Rio), Gram (São Paulo) e Móveis Coloniais de Acaju (Brasília). Felipe Mozart revela: “Me inspiro muito no Pink Floyd. "A gente tem um monte de estilos na banda: brega, balada, samba-rock, mistura turo e põe rock no meio”, acrescenta Wagner Santos. “Pega um monte de influências, põe no liquidificador e bate”, confirma George Monteiro.

A banda já tocou em vários lugares, mas mantém endereço na cidade natal. Os músicos da Paralelo Onze não saem de Primavera e a primavera não sai deles. Os shows na praça foram retribuídos pela população com doações em dinheiro para a gravação do primeiro disco. “Temos um vínculo muito forte com a cidade. É difícil produzir um disco fora da capital. Sonhamos em conseguir mostrar a nossa arte em outros lugares sem abandonar a nossa casa”, destaca Eduardo.

FOTO: Vinny Monteiro


FICHA TÉCNICA

Produção Musical: Paralelo Onze

Direção Artística: Eduardo Monteiro

Mixagem e Masterização: Jailson Siqueira

Gravado em home studio na cidade de Primavera e no Jail Home Studio em Capanema- Pará, entre fevereiro e setembro de 2021

Técnico de Gravação: Jailson Siqueira

Produtora Fonográfica: Joelma Kláudia

Projeto Gráfico: Magno Ilustração e Design

Fotografia: Vinny Monteiro

Capa: ilustração Paulo Vítor

Live Session: Ocean Produções

Site: Eduardo Monteiro

REALIZAÇÃO: Projeto selecionado pelo edital de música – Lei Aldir Blanc Pará

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