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Belém recebe o espetáculo AO VIVO [dentro da cabeça de alguém], com Renata Sorrah e elenco, no Theatro da Paz

Ministério da Cultura e Petrobras apresentam ‘AO VIVO [dentro da cabeça de

alguém]’, criação e montagem da companhia brasileira de teatro ao lado de Renata

Sorrah, como parte do Projeto História. Em Belém, nos dias 5, 6 e 7 de setembro, para

uma curta temporada (sexta e sábado, às 20h | domingo às 18h), no Theatro da Paz.


Com texto original e direção geral de Marcio Abreu, que parte da pesquisa e

questionamentos atuais da companhia relativos à memória, sonho e tempo, o espetáculo

traz aos palcos os artistas Renata Sorrah, Rodrigo Bolzan, Rafael Bacelar, Bárbara Arakaki e

Bixarte. A obra é, também, uma ficção sobre uma suposta biografia de alguém, de uma

artista. A peça convida o público a entrar dentro da cabeça dessa pessoa e conhecer suas

memórias, sonhos e imaginário, projeções de futuros, percorrendo imagens recentes da

história do Brasil e do mundo com um olhar para as histórias singulares e coletivas da

sociedade brasileira.

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AO VIVO [dentro da cabeça de alguém] estreou em agosto de 2024, no Teatro do Sesi-SP,

na Avenida Paulista, e passou por Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro e uma

pequena circulação pelas unidades do Sesc SP por cidades do interior paulista. A peça,

criada pela companhia brasileira de teatro num gesto coletivo com as artistas Renata

Sorrah, Rodrigo Bolzan, Rafael Bacelar, Bárbara Arakaki e Bixarte, chega agora a Belém,

nos dias 5, 6 e 7 de setembro, para uma curta temporada (sexta e sábado, às 20h | domingo

às 18h), no Theatro da Paz. O texto e direção geral são de Marcio Abreu e a pesquisa e

criação é assinada por ele ao lado de seus parceiros e núcleo criativo da companhia, os

artistas Nadja Naira, Cássia Damasceno e José Maria.

AO VIVO [dentro da cabeça de alguém] dialoga com a obra de Anton Tchekhov,

especialmente com seu texto seminal A Gaivota e dá sequência a uma das linhas de


pesquisa da companhia brasileira de teatro, que reflete os tempos atuais a partir de

diálogos inventivos com os clássicos. Durante o processo de criação, a partir da obra do

autor russo, algumas indagações foram feitas para a constituição da dramaturgia, como:

quais questões levantadas por Tchekhov atravessam o tempo e chegam até nós, hoje? E de

que modo? Como expandir essas questões? E que formas são possíveis, hoje? Há formas

novas, futuros possíveis?

Também foram tema de debate o valor da arte, para quem se produz e com quem, os tipos

de espaços para se ocupar e construir, a forma como os jovens artistas encontram a própria

voz na atualidade, e como se perceber artista na coletividade, com e para o público, em

uma experiência viva, focada no agora.

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O espetáculo

A narrativa de AO VIVO [dentro da cabeça de alguém] é formada por diferentes elementos

de diversos campos de memória dos artistas que o compõem. “O público é convidado a

percorrer uma lógica de sonho ou de memória, não exatamente no sentido onírico, mas

como a gente formula o pensamento, como a memória não tem só a ver com o passado,

mas como é um campo ativo de produção de sentidos e também de projeção para possíveis

futuros”, explica Marcio Abreu.

A cena que abre o espetáculo, por exemplo, foi inspirada em uma experiência da atriz

Renata Sorrah, na década de 1970, quando estava indo para o ensaio da célebre montagem

de A Gaivota, que participou no Rio de Janeiro. Em outro estado de consciência, ela revê

personagens de sua vida e de sua arte, atravessando o tempo e ressignificando suas

existências, ao vivo, hoje.

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A própria peça de Tchekhov também está presente de várias maneiras, seja de forma

conceitual e reflexiva sobre as temáticas abordadas nela, seja com os próprios trechos

reescritos. Nesta conjunção de memórias, o espetáculo se passa dentro da cabeça de uma

artista. Da Renata, da Nina, da Bianca, da Bárbara, do Bolzan, do Rafael, de todos que

criaram esse trabalho. Como se pudessem perceber outras consciências, outras

subjetividades, coisas que são, e de repente já não são mais. Coisas que se revelam e

desaparecem, algo que se vê e, de repente, já não está mais ou já não o é.

“Quando entramos na cabeça de alguém, no campo dinâmico de produção de memória,

percebemos que a vida de um único sujeito não é formada apenas por uma individualidade,

mas por uma multidão de possibilidades de ser”, afirma o diretor. “É uma peça sobre estar

vivo agora. É uma espécie de ensaio sobre vivências no tempo, sobre como colocar tempos

múltiplos em relação, no presente. Os tempos - histórico, subjetivo, futuro e da memória -

estão todos em convivência.”

Com uma equipe diversa de multiartistas e parceiros colaboradores da companhia em

outros trabalhos, AO VIVO [dentro da cabeça de alguém] conta com instalação cenográfica

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e vídeos criados pelo premiado cineasta, artista visual e diretor Batman Zavereze; figurinos

do estilista e criador Luís Cláudio Silva e seu Apartamento 03; música original do

multiinstrumentista e diretor musical Felipe Storino; direção de movimento e colaboração

criativa da diretora, coreógrafa e bailarina Cristina Moura; fotografias e documentação

sensível do projeto da artista Nana Moraes; e a assistência de direção e colaboração criativa

do ator, bailarino e pesquisador Fábio Osório Monteiro.

AO VIVO [Dentro da Cabeça de alguém] traz duas alegrias: a companhia brasileira de teatro

junto à atriz Renata Sorrah. A primeira destacamos pela trajetória de repertório brilhante e

sua importância na pesquisa e construção da cena contemporânea brasileira atual. Com um

histórico de espetáculos impecáveis, tanto na estética como na contundência dos temas

tratados. Na segunda, saudamos, com honra, a presença de Renata neste elenco – o sexto

trabalho da atriz com a companhia e sétimo com o diretor Marcio Abreu –, uma artista

emblemática desde o seu reconhecimento na teledramaturgia, como na sua potência em

cena, algo que precisa ser visto e admirado. Neste encontro de potência e excelência, o

espetáculo se encontra com o texto de Anton Tchekhov para a criar uma realidade ficcional,

sensível, que convida a uma imersão ao universo interno do ser e ao espaço coletivo social.

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Atividade paralela

Workshop Dramaturgias, Performances e Processos Criativos, com Nadja Naira e Marcio

Abreu

Com caráter expositivo, os encontros abordarão, de maneira analítica, contextual e

relacional, um repertório dramatúrgico e de processos criativos associados às experiências

de pesquisa e criação da companhia brasileira de teatro, do Grupo Galpão e de outros

artistas e coletivos. Além da obra de Marcio Abreu, passaremos por autores como Julio

Cortázar, Philippe Minyana, Jean-Luc Lagarce, Paulo Leminski, Ivan Viripaev, Noëlle

Renaude, Joël Pommerat, Hanoch Levin, Grace Passô, Alexandra Badea, entre outros.

Conheceremos aspectos dos processos de criação e escrita de peças como "PROJETO

BRASIL", "Preto", "Sem palavras", "AO VIVO [dentro da cabeça de alguém]", “Nós” e

"Outros". Também buscaremos articular pensamentos e propostas lançadas para o futuro.  

Público-alvo e pré-requisitos 

20 vagas para Artistas profissionais: performers, atrizes, atores, escritores, encenadores. 

Inscrições e participação gratuitas.

Dias 6 e 7 de setembro. Sábado, das 14h às 22h; e Domingo, das 14h às 18h.


PROJETO HISTÓRIA


As apresentações do espetáculo na cidade de Belém/PA fazem parte da programação de um

projeto amplo da companhia, chamado HISTÓRIA, apresentado pela Petrobras por meio da

Lei Rouanet e Ministério da Cultura do Governo Federal do Brasil. Trata-se de um projeto

de manutenção da companhia brasileira de teatro que se estrutura em três eixos principais

de atividades, distribuídas ao longo do período de um ano (agosto/2025-julho/2026), com

possibilidades de extensão e desdobramentos para além desse circunscrito no projeto

inicial.

É a continuidade de um fundo mergulho nas águas brasileiras, muitas vezes turvas e

revoltas, iniciado em PROJETO bRASIL, de 2014, patrocinado pela PETROBRAS, e que

resultou ainda em outras duas montagens da companhia: PRETO (2017), também com

patrocínio da Petrobras e Sem palavras (2021), uma co-produção com Künstlerhaus

Mousonturm Frankfurt am Main/GE, Théâtre Dijon Bourgogne – Centre Dramatique

National/FR, A Gente Se Fala Produções Artísticas/BR, Passages Transfestival Metz/FR e Sesc

São Paulo. Reflete a pesquisa e as leituras que fizemos de autores, brasileiros e estrangeiros,

fundamentais a respeito da formação de um pensamento sobre o Brasil.

O primeiro eixo do Projeto é a criação de um novo espetáculo iniciado com dramaturgia

original, com o título provisório de HISTÓRIA, e que leva em conta as relações possíveis

entre história coletiva e história pessoal, como cada indivíduo, cada sujeito na sociedade

pode interferir na história coletiva e como os fatos, os acontecimentos históricos coletivos

podem determinar a história de uma pessoa. A importância da relação entre memória

coletiva e memória íntima na construção de uma trajetória histórica de um país chamado

Brasil.

O segundo eixo, que acontece nas cidades de Salvador, Manaus e Brasília, é a pesquisa para

a construção dessa dramaturgia. A pesquisa envolve a presença de pensadores de diversas

áreas de todas as regiões do país e será dividida em dois procedimentos:

1 - Seminários abertos ao público, a partir de prismas fundamentais da história do Brasil e a

contribuição subjetiva e do pensamento dos convidados em cada localidade

2 - Um dispositivo de criação, criado por nós da companhia, que se chama Voo Livre, ao

mesmo tempo pedagógico e criativo. Em cada cidade, 30 jovens artistas se reúnem num

workshop de 80 horas ministrado pela companhia e que aborda as questões temáticas e de

linguagem que envolvem a pesquisa para a criação desse trabalho. Ao final do período do

workshop, haverá 3 apresentações públicas das criações feitas com esses 30 jovens artistas

em suas cidades.

O Terceiro eixo trata-se da circulação do repertório da companhia e workshops pelas

diferentes regiões do Brasil. 

A urgência do momento e as transformações da nossa sociedade são absolutamente

coerentes com a trajetória desse coletivo que se espalha pelo Brasil, que se afirma no

deslocamento no território brasileiro e para além do Brasil, e na construção de um trabalho

em longo termo, em longo prazo, de continuidade, de verticalidade na relação com o

público e de proposição de ponta, de construção da arte com um diálogo intenso com o

público e de desenvolvimento de linguagem. 


Sobre a companhia brasileira de teatro

A companhia brasileira de teatro é um coletivo de artistas de várias regiões do país fundado

pelo dramaturgo e diretor Marcio Abreu em 2000, em Curitiba PR. Sua pesquisa é voltada

sobretudo para novas formas de escrita e para a criação contemporânea.

Entre suas principais realizações, peças com dramaturgia própria, escritas em processos

colaborativos e simultâneos à criação dos espetáculos, como PRETO (2017); PROJETO

bRASIL (2015); Vida (2010); O que eu gostaria de dizer (2008).

Há ainda uma série de criações a partir da obra de autores inéditos no país como uma

adaptação da obra Platonov de Anton Tchekov intitulada POR QUE NÃO VIVEMOS? (2019); a

peça Krum (2015) de Hanock Levin; Esta Criança (2012), de Joël Pommerat; Isso te

interessa? (2011), a partir do texto Bon, Saint-Cloud, de Noëlle Renaude; Oxigênio (2010),

de Ivan Viripaev, Apenas o fim do mundo (2006) de Jean Luc Lagarce; Suíte 1 (2004) de

Phillipe Myniana.

Suas criações mais recentes são Sonho Elétrico (2025), em interlocução com o

neurocientista, capoeirista e escritor Sidarta Ribeiro, e AO VIVO [dentro da cabeça de

alguém] (2024), ambas com texto e direção de Marcio Abreu.

A companhia realiza ainda frequentes intercâmbios com outros artistas no país e no

exterior, mantém um repertório ativo e circula com frequência pelo Brasil e Europa. Suas

produções frequentemente são realizadas através de leis de incentivo à cultura ou com o

suporte de instituições como SESC e SESI, e centros culturais como CAIXA e CCBB.

O núcleo criativo da companhia é composto por Marcio Abreu [direção, dramaturgia,

direção artística], Nadja Naira [atriz, iluminadora, coordenação técnica], Cássia Damasceno

[atriz, administração] e José Maria [direção de produção].


Ficha Técnica

Texto e Direção geral: Marcio Abreu

Pesquisa e Criação: Marcio Abreu, Nadja Naira, Cássia Damasceno e José Maria

Elenco: Renata Sorrah, Rodrigo Bolzan, Rafael Bacelar, Bárbara Arakaki e Bixarte

Direção de produção e administração: José Maria e Cássia Damasceno

Iluminação e assistência de direção: Nadja Naira

Direção Musical e Trilha Sonora Original: Felipe Storino

Direção de Movimento e colaboração criativa: Cristina Moura


Assistência de direção e colaboração criativa: Fábio Osório Monteiro

Figurinos: Luís Cláudio Silva | Apartamento 03

Direção videográfica: Batman Zavareze

Cenografia: Batman Zavareze, João Boni, José Maria, Nadja Naira e Marcio Abreu

Assistente de Arte: Gabriel Silveira

Edição de vídeo: João Oliveira

Captação das imagens para vídeos: Cacá Bernardes | Bruta Flor Filmes

Design de som: Chico Santarosa

Assistência de Cenografia: Kauê Mar

Técnica de vídeo, luz e programação videomapping: Michelle Bezerra, Ricardo Barbosa e

Denis Kageyama

Técnica de som: Dafne Rufino

Cenotécnica: Sasso Campanaro, Tinho Viana, Alexander Peixoto, Douglas Caldas

Maquinista: Sasso Campanaro e Alexander Peixoto

Fotos: Nana Moraes

Programação visual: Pablito Kucarz e Miriam Fontoura

Produção Original: Sesi SP

Criação e produção: companhia brasileira de teatro

Assessoria de comunicação/Belém – Holofote Virtual / Luciana Medeiros



Serviço

Local: Theatro da Paz

Informações: 91 3252-8603 ou bilheteria@theatriodapaz.com

Temporada: dias 5, 6 e 7 de setembro de 2025

Horário: sexta e sábado, às 20h | domingo, às 18h 

Capacidade: 685 lugares

Duração: 100 minutos

Classificação: 16 anos 

Ingresso: a partir de R$ 20,00

Bilheteria: Terças a sextas: 9h às 18h | Sábados e Domingos: 9h às 12h.

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Haverá Intérpretes de Libras, Audiodescrição e Monitoria para pessoas neurodivergentes e

pessoas com mobilidade reduzida ou idosos em todas as sessões.

 
 
 

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