CAIXA Cultural Belém recebe exposição multiplataforma inédita de seis artistas do Norte e Nordeste
- 23 de mar.
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A CAIXA Cultural Belém recebe, de 24 de março a 28 de junho, das 10h às 21h, a exposição Amostradas, projeto inédito realizado em parceria com o canal Arte1. Com caráter multiplataforma, a mostra integra artes visuais, audiovisual e televisão, além de se desdobrar em uma série de documentários e em vinhetas audiovisuais desenvolvidas especialmente para a programação, ampliando o alcance do conteúdo cultural. A entrada é gratuita.
A exposição reúne obras de seis artistas das regiões Norte e Nordeste: Dacordobarro, Gê Viana, Labô Young, Moara Tupinambá, Roberta Carvalho e Silvana Mendes. Juntos, eles formam um grupo diverso e potente que tem protagonizado reflexões sobre memórias e construção de identidades no Brasil e atuado na elaboração de novas possibilidades de histórias e na recuperação de narrativas apagadas. Os artistas exploram diferentes linguagens e suportes como pintura, desenho, vídeo, fotografia, colagem e lambe-lambe. A curadoria é de Gisele Kato e Ulisses Carrilho.

“O projeto ‘Amostradas’ abraça a revisão dos registros oficiais da nossa história”, diz Gisele Kato, uma das curadoras da iniciativa, e também editora-chefe do Arte1. “No centro da produção dos seis artistas convidados estão a investigação e a revelação de outras possíveis versões e protagonistas do nosso passado”, complementa Gisele.
Após a temporada em Belém, a exposição segue para a CAIXA Cultural Recife, de 17 de julho a 6 de setembro e para a CAIXA Cultural São Paulo, de 22 de setembro a 6 de dezembro, ampliando o acesso do público ao projeto.
Sobre os artistas
Dacordobarro
Nascida em Manaus (AM), em 1995, Dacordobarro mora atualmente em São Luís (MA). A artista transforma suas vivências, viagens, experiências no terreiro e na encantaria, e a maternidade em colagens, lambe-lambes, desenhos e pinturas. No centro de sua produção está o olhar para o corpo negro na sociedade brasileira. Música, moda e a tradição oral são referências para a construção de um imaginário de liberdade, fé e autoestima.
Labô Young
Nascido em Icoaraci (PA), em 1995, Labô Young mora hoje em Belém (PA). Suas obras abraçam a potência da cultura amazônica e dos saberes ancestrais. Folhas de palmeiras, palhas e sementes são matéria-prima para peças esculturais cheias de tramas e tranças. Reconhecido também no mundo da moda, o artista dialoga com o universo da performance para criar obras que funcionam como escudos ou armaduras em nome da cura.
Roberta Carvalho
Nascida em 1980 em Belém (PA), onde segue até hoje, Roberta Carvalho assina
trabalhos que envolvem várias linguagens visuais e tecnológicas, combinando suportes como vídeo, intervenção urbana, projeção, instalação e projetos interativos. A artista e diretora artística é criadora do Festival Amazônia Mapping, uma iniciativa pioneira que desde 2013 promove a união de arte e tecnologia no Brasil. Em 2022, apresentou no Rock in Rio uma instalação imersiva com mais de 50 artistas amazônidas.
Gê Viana
Nascida em Santa Luzia (MA), em 1986, Gê Viana mora hoje em São Luís (MA). A artista trabalha com imagens históricas de arquivo e as memórias orais de sua família para explorar o contexto afrodiaspórico maranhense e questionar os discursos dominantes. Em pinturas, lambe-lambes, colagens e instalações, ela
articula as linguagens do teatro, da performance e da fotografia, e oferece alternativas às narrativas estabelecidas sobre gênero, raça e orientação sexual na arte e na história brasileiras. Apresentou a instalação “A Colheita de Dan” na 36ª Bienal de São Paulo, em 2025.
Moara Tupinambá
Natural de Belém (PA), de 1983, Moara Tupinambá está atualmente radicada em
Campinas (SP). Em desenhos, pinturas, colagens e instalações, a artista e ativista indígena defende um olhar voltado para a ancestralidade, a resistência dos povos originários e o pensamento anticolonial. O protagonismo feminino também permeia sua produção. Moara integra o M.AR, coletivo de mulheres artistas do Pará.
Silvana Mendes
Nascida em 1991, em São Luís (MA), onde continua morando, Silvana Mendes
usa fotografia, pintura, lambe-lambe e principalmente a colagem para desconstruir as imagens negativas e os estereótipos impostos aos corpos negros
ao longo da nossa história. Suas composições resgatam a subjetividade dos
povos negros e dissipam sua postura artística descolonizadora.
Serviço:
[Artes visuais] Exposição AmostradasLocal: CAIXA Cultural Belém - Av. Marechal Hermes, s/n – Armazém 6, Porto Futuro II – Belém (PA)Data: 24 de março a 28 de junhoVisitação: de terça a domingo, das 10h às 21hEntrada gratuita
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Informações: site da CAIXA Cultural e Instagram @caixaculturalbelem
Acesso para pessoas com deficiência















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