CAIXA Cultural Belém apresenta Marco Nanini no espetáculo Fim de Partida
A CAIXA Cultural Belém recebe, entre os dias 6 e 15 de novembro, o espetáculo Fim de Partida. Escrito nos anos 1950, sob o impacto da Segunda Grande Guerra, retrata um cenário pós-apocalíptico na ótica dos personagens Hamm e Clov, símbolos de um mundo em ruínas físicas e emocionais. Quase sete décadas depois, a peça ainda dialoga com o atual contexto global.
Na trama, Hamm, vivido por Marco Nanini, e Clov, por Guilherme Weber, possuem uma trágica dependência física e emocional, em um vínculo atravessado pela violência e pela crueldade cotidiana, em uma tragicomédia ácida, assim como melancólica.

Presos em um espaço claustrofóbico, enfrentam uma realidade desprovida de sentido, marcada por repetições, jogos de poder e uma espera que nunca se resolve. “O fim está no começo e mesmo assim continua-se”, conclui Hamm.
“Costumo dizer que Beckett fica orbitando a cabeça dos atores contemporâneos, pois oferece um imenso desafio com os múltiplos caminhos que a sua obra permite”, analisa Nanini, que já pensava em encenar algum texto do autor irlandês e aceitou de pronto a provocação de Guilherme Weber para compartilharem a cena neste texto.
Juntos, Nanini e Weber já estiveram em montagens célebres de Os Solitários (2002) e A Morte do Caixeiro Viajante (2004). Logo chamaram Helena Ignez, icônico nome do cinema brasileiro, com quem Nanini contracenou no início da carreira, e Ary França, com quem dividiu o palco no premiado O Burguês Ridículo (1996). Rodrigo Portella, convidado para assumir a direção, chega em um grande momento profissional com a consagração dos espetáculos Tom na Fazenda, Ficções, Um Ensaio sobre a Cegueira (Grupo Galpão) e Ray.
Portella divide o texto em três fluxos: “o primeiro seria a relação simbiótica entre Hamm e Clov. Numa segunda camada, a peça pode ser lida como uma alegoria política, onde Hamm surge como um déspota, um tirano arbitrário, figura que alude à lógica da guerra e do militarismo, cuja autoridade se funda no poder bélico e opressivo. Clov é o corpo submisso, o soldado em vigília permanente, sempre de pé, incapaz de repouso, a serviço de uma engrenagem que não faz nenhum sentido. A cena torna-se, assim, um campo de poder em ruínas”, conta o diretor, que chama a atenção ainda para uma terceira camada de leitura: a do metateatro.
Serviço:
[Teatro] Fim de Partida
Local: CAIXA Cultural Belém – Av. Marechal Hermes, s/n – Armazém 6A, Reduto (Porto Futuro II)Datas: de 6 a 15 de novembro de 2026Horários: sexta e sábado (06 e 07/11) às 19h, domingo (08/11) às 17h, quarta-feira a sábado (11 a 14/11) às 19h, e domingo (15/11) às 17hIngressos: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia-entrada) e R$ 15 (clientes CAIXA)
Vendas: a partir de meio-dia de 30 de outubro na bilheteria física da CAIXA Cultural Belém ou pelo site da CAIXA Cultural
Bilheteria: terça-feira a domingo, das 13h às 19h
Classificação indicativa: 16 anos
Duração: 90 minutosInformações: (91) 3397-9820, site da CAIXA Cultural e Instagram @caixaculturalbelemPatrocínio: CAIXA e Governo Federal
Sessões com acessibilidade


















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