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Calvin Harris transforma a Cidade do Rock na maior pista de dança do mundo

  • há 18 horas
  • 8 min de leitura

O terceiro dia de Rock in Rio se transformou em uma gigantesca festa e nem a chuva foi capaz de ofuscar o brilho e a vontade de celebrar do público que passou pela Cidade do Rock. Prontos para aproveitar cada momento de uma programação intensa e de tirar o fôlego do início ao fim do dia, os fãs chegaram preparados para a chuva e transformaram a Cidade do Rock em um verdadeiro desfile de capas e acessórios cheios de estilo. Com ingressos esgotados, o domingo (6) foi marcado por música para dançar, grandes shows e uma multidão que cantou e dançou do início ao fim.



No Palco Mundo, Calvin Harris fez história como o primeiro DJ a ocupar a posição de headliner do espaço e encerrou a noite diante de uma plateia completamente entregue às batidas – o espetáculo aconteceu, inclusive, no ano em que se celebra os 25 anos da música eletrônica no Rock in Rio. A festa se espalhou por toda a Cidade do Rock. No New Dance Order, a pista permaneceu em movimento durante toda a noite, enquanto o Palco Mundo recebeu o retorno triunfal do Black Eyed Peas e a estreia do rapper Nelly no festival.


No Palco Sunset, NE-YO encerrou a programação com uma apresentação repleta de hits e momentos de conexão com o público, entre eles, quando desceu para cumprimentar os fãs que estavam nas grades. Antes, Jota Quest trouxe um repertório que homenageou Tim Maia, trazendo grandes sucessos do artista. Com diferentes ritmos, gerações e estilos, o terceiro dia mostrou a vocação do Rock in Rio para transformar a Cidade do Rock em uma grande pista de dança e celebrar a música em todas as suas formas.



Para quem viveu a experiência de perto, a noite foi difícil de resumir em palavras. "Foi incrível a energia! A vocalista do Black Eyed Peas cantou bem e foi muito simpática do início ao fim”, afirmou Eduardo Ferreira Campos, 36 anos, morador de Magé, no estado do Rio de Janeiro, que aproveitou para elogiar também os efeitos visuais no Palco Mundo. “De qualquer lugar dá para você curtir o show com esse telão. Tem gente que vem com os pais, que são mais idosos; tem gente que vem com os filhos, que são crianças, e que não querem ficar muito na frente. Dá para todo mundo curtir. E essas projeções, especialmente do show, ficaram muito boas”, elogiou.


Já Lucca Fortuna, 29 anos, DJ do Rio de Janeiro, esteve no Rock in Rio para ver Calvin Harris e aprovou a escolha do DJ como headliner. “Achei sensacional! Colocar um DJ é uma escolha inusitada para um festival que vem do rock, que tem toda uma história desde 1985 e com tantas bandas brasileiras, mas acredito que a música é uma linguagem realmente diversa e simultânea”, disse.


Calvin Harris transforma o Palco Mundo em uma pista de dança a céu aberto



Calvin Harris encerrou a programação do Palco Mundo em uma apresentação que uniu alguns dos maiores sucessos da música eletrônica e do pop contemporâneo a uma grandiosa produção visual. Com cerca de 80 milhões de ouvintes no Spotify e mais de 35 bilhões de streams acumulados na carreira, o artista levou ao palco uma experiência audiovisual marcada por imagens no telão e uma iluminação a laser que ampliou a atmosfera de festa na Cidade do Rock. Harris chegou ao festival com um repertório repleto de hits, como “One Kiss”, “We Found Love”, “This Is What You Came For” e “Summer”, e fez história como o primeiro DJ a ocupar a posição de headliner do Palco Mundo.



Antes do headliner, o Black Eyed Peas fez um retorno espetacular ao Rock in Rio. Em uma apresentação repleta de efeitos visuais e hits, Will.i.am, apl.de.ap e Taboo comandaram o palco ao lado de J. Rey Soul, que entregou presença, atitude e potência vocal. Com seis Grammys e uma trajetória marcada pela mistura de hip-hop, pop e música eletrônica, o grupo transformou a Cidade do Rock em uma enorme pista de dança ao som de sucessos como “I Gotta Feeling”, “Pump It”, “Rock That Body” e “Don't Lie”. A apresentação também ganhou sotaque carioca com a inclusão de clássicos do funk, como “Rap do Silva”, que contou com a participação de Papatinho. O público ainda pôde conferir em primeira mão a parceria inédita entre os artistas na apresentação da música "We live up in here". Em outro momento, o filho do baterista Keith Harris subiu ao palco e sentiu na pele a energia do público no maior festival de música e entretenimento do mundo.


Segundo artista da noite no espaço foi Nelly, que se apresentou com uma camisa do Brasil e um setlist recheado de hits. Em sua estreia no festival, o rapper de St. Louis revisitou sucessos que ajudaram a definir o hip-hop dos anos 2000, como “Ride With Me”. Antes de “Dilemma”, o cantor pediu e ganhou dos fãs uma plateia iluminada pelas lanternas dos celulares. Com três Grammys e uma carreira que soma seis álbuns no top 10 da Billboard 200, Nelly fechou o show com “Just a Dream”, mostrando que seu repertório continua atravessando gerações.



A abertura do palco ficou por conta de um encontro histórico. O Barão Vermelho Encontro Formação Original reuniu Roberto Frejat, Guto Goffi, Mauricio Barros e Dé Palmeira, com participação especial de Fernando Magalhães, em uma apresentação que resgatou a ligação da banda com o Rock in Rio e homenageou Cazuza. Presente na primeira edição do festival, em 1985, o grupo abriu o terceiro dia ao som de clássicos como “Meus bons amigos”, “Pense e dance” e “Bete balanço”, conectando e empolgando diferentes gerações do rock brasileiro.



No Sunset, sucessos, brasilidade e música para cantar junto



A abertura do Palco Sunset neste domingo ficou por conta do duo Calema. Sucesso em Portugal, onde já passaram pelo Rock in Rio Lisboa em junho, os irmãos de São Tomé e Principe fizeram sua estreia na Cidade do Rock com uma apresentação repleta de referências culturais. A apresentação contou com canções como “A Nossa Vez” e Vai” e teve Dilsinho como convidado especial. Com o pagodeiro, a dupla cantou “Leva Tudo”.



Na sequência, foi a vez do BaianaSystem incendiar a plateia em um show repleto de participações especiais. Entre elas, a atriz e cantora Alice Carvalho, que assina a direção do espetáculo e vem se apresentando com a banda; Antônio Carlos e Jocafi; o projeto Afrossinfonicas; e o jamaicano Ranking Joe. A apresentação também foi marcada por referências ao folclore brasileiro e revisitou diferentes momentos da trajetória do premiado grupo, com sucessos como “Água” e “Sulamericano”, além de “Balacobaco”, parceria com Anitta.




O terceiro show do Palco Sunset trouxe uma das mais populares bandas de pop rock do Brasil, Jota Quest, em uma homenagem ao “síndico” Tim Maia. O repertório, composto exclusivamente por canções do artista, contou com sucessos como “Dance enquanto é tempo”, que abriu o show, e “Acenda o farol”. Um dos momentos mais emocionantes foi a participação do cantor e ator Tony Tornado. Aos 97 anos, um dos precursores da black music no Brasil e grande amigo de Tim Maia, ele emprestou sua voz marcante ao clássico “Sossego”. Na reta final, Rogério Flausino desceu do palco para interagir com o público e foi iluminado por um mar de lanternas ao som de “Você”. Na sequência, emendou “As dores do mundo” antes de receber Negra Li para cantar “Descobridor”. A apresentação terminou em clima de celebração, com “Não quero dinheiro”.


Encerrando a programação, NE-YO revisitou os grandes sucessos de uma carreira que ajudou a moldar o R&B e o pop das últimas duas décadas. Dono de músicas como “So Sick”, “Miss Independent” e “Closer”, o cantor conduziu o público por uma sequência de hits.



New Dance Order convida o público a dançar por um mundo melhor e mantém a festa até o último beat


O movimento “Dance For a Better World” abriu o terceiro dia do New Dance Order com muita energia, celebrando o amor, a paz e a diversidade em um espetáculo de luzes, coreografias e, é claro, música eletrônica. A mensagem tocou o estudante Davi Fonseca, de 18 anos. “Um recado muito importante, principalmente hoje em dia. Achei tudo muito bonito e bem feito”, afirmou. Milena Vianna, também estudante de 18 anos, destacou o uso de LEDs no espetáculo. “Foi uma abertura linda. O uso de LEDs e luzes deixou o espetáculo bem imersivo, foi muito legal”, declarou.



A celebração da música eletrônica, que nesta edição completa 25 anos no Rock in Rio, seguiu com Sofi Tukker, que levou ao palco sua mistura característica de música eletrônica, performance e referências globais, colocando o público em movimento desde os primeiros minutos. O Casa Bonita, projeto formado por Brisotti e Viot, apresentou uma proposta que combina diferentes referências da cena eletrônica.




Na sequência, Liu preparou o terreno com sua sonoridade sofisticada, até o NDO encerrar a programação com o trio MEDUZA. Referência internacional da música eletrônica, o grupo levou à pista uma sequência de batidas envolventes e manteve a energia da Cidade do Rock em alta até o último beat.


Espaço Favela, Supernova e Global Village celebram diferentes sotaques da música



A festa também se espalhou pelos outros espaços da Cidade do Rock. No Espaço Favela, Budah abriu a programação, seguida por Rael, que levou sua poesia e seu discurso de consciência social ao público com uma apresentação inspirada nas rádios comunitárias. Para fechar a noite no espaço, Xamã revisitou sua história com show que passeou entre o rap, o trap, o funk e referências da música brasileira. Acompanhado por uma banda e por um DJ, o artista apresentou sucessos como “Malvadão” e “Leão”, parceria com Marília Mendonça. Xamã também passeou pelo projeto Poesia Acústica e mostrou no Espaço Favela toda sua evolução como artista desde sua estreia nos palcos do Rock in Rio, em 2019.



No Supernova, O Escritório deu início à programação, seguido por Bayside Kings e Matanza Ritual, até o especial “Blitzkrieg Psycho Bop — Ramones 50 Years”, com João Gordo e Asteroides Trio, celebrar cinco décadas de uma das bandas mais influentes da história do punk rock. Já no Global Village, Bento Gil convidou Flor Gil para abrir a noite em uma celebração da música brasileira e da herança musical da família Gil. Mãeana veio na sequência, com sua sonoridade autoral e contemporânea, antes de Mohamed Ramadan encerrar a programação com a força do pop árabe e colocar o público para dançar.


Rota 85 celebra casamento de fãs de NE-YO em momento especial na Cidade do Rock


Juntos há 22 anos, Daniela Andrade e Dany Edson têm uma história marcada por amor, reencontros e superação. Os dois se conheceram em 2004 e se casaram pela primeira vez em 2014. Dois anos depois, se divorciaram, mas, após um ano separados, decidiram reatar e trocar alianças novamente, em 2019. Pais de Gabriel, o casal também enfrentou momentos difíceis ao longo da trajetória, como um acidente em 2008 e o período de depressão vivido por Daniela após a perda da mãe.


A música teve um papel importante na retomada da relação e, especialmente, na vida de Daniela. Em 2023, o casal participou do The Town, experiência que os aproximou do fã-clube NE-YO Divo e fortaleceu ainda mais a conexão com o artista. A paixão pelo cantor os levou também ao Rock in Rio e, agora, no dia da apresentação, Daniela e Dany celebram mais um capítulo dessa história com uma renovação de votos na Cidade do Rock.


“O começo do nosso relacionamento foi marcado pelas músicas do NE-YO. Ele acompanha a nossa história desde o início, e hoje fazemos parte do fã-clube oficial dele no Brasil. Já tivemos a oportunidade de estar perto dele, tirar fotos e até de ela se comunicar com ele. Não poderíamos ter escolhido um dia melhor para renovar nossos votos”, afirma Dany.


A cerimônia também comoveu quem acompanhou de perto a história do casal. “Nunca me emocionei tanto durante a celebração de uma cerimônia como essa. Que história linda!”, concluiu a juíza de paz Maria Vitória Riera.

 
 
 

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