Cantor marajoara Bruno Diego lança EP "Estradas D'Água" dia 15 de julho

Após os singles autorais “Eterno” (2020), “Mãe Trina” (2021) e o show “Sant’Ana dos Breves” gravado ao vivo em julho, e lançado em dezembro de 2021, o cantor católico marajoara Bruno Diego, natural de Breves/PA, está lançando seu primeiro álbum autoral, o EP Estradas D’Água, no qual apresenta seis faixas inéditas, abordando elementos como a cultura religiosa das comunidades ribeirinhas do Marajó, sua própria experiência física e espiritual com a natureza, e uma pitada de crítica social.

Após quase dois anos de produção em colaboração com músicos marajoaras e de outros estados do Brasil, o novo trabalho está pronto para distribuição nas plataformas digitais de streaming a partir de 15 de julho de 2022.

“As composições deste EP tratam da minha experiência enquanto artista e cidadão marajoara, navegando pelos rios e visitando as comunidades ribeirinhas. Todas as letras foram inspiradas e escritas nestes lugares”, comenta Bruno Diego.

As canções possibilitam um momento de celebração da vida, da fé e da cultura.




Música Religiosa e Popular

Transitar entre a música popular brasileira e a música religiosa não é difícil para o cantor. “Acredito que a minha missão como cantor está diretamente relacionada com a verdade de Deus em mim, na linguagem que Ele me concede comunicar seu Evangelho, dentro e fora da Igreja, com música sacra ou canções populares da Amazônia e do Brasil como um todo”, reforça Bruno, que desenvolve múltiplas vertentes musicais ao reger um coro no projeto Triumphantes, cantar o canto litúrgico em Missas e fazer shows de música popular, sempre focando em cantar mensagens que edificam.

Tendo como referências regionais Nilson Chaves, Zé Miguel, Vital Lima, dentre outros, Bruno tem buscado uma musicalidade com sonoridade cada vez mais orgânica,

valorizando instrumentos acústicos e timbres naturais, em vez de instrumentos virtuais, tendo forte influência da música popular brasileira com toque amazônico.

O produtor musical, Maninho, foi o responsável pela beleza e sofisticação dos arranjos, sendo reconhecido no meio musical católico pelo seu bom gosto musical. Os pianos de Janaine Pavani, as guitarras de Leonardo Vergara e os percussivos de Renato Belloni, com a participação dos músicos marajoaras Lucas Oliveira e Zake Sá, compõem com os instrumentos acústicos executados por Maninho, como clarinete, flugel e contrabaixo acústico, numa harmonia de simplicidade ímpar, que quebram os paradigmas da música católica brasileira.


Participações Especiais

A faixa que abre o novo trabalho de Bruno Diego se chama “Pele Marajoara”, que conta com a participação do cantor paraense Nilson Chaves. Trata-se de uma canção de tom crítico social, que aborda a exclusão social e exige o lugar de fala do marajoara, desejando tê-lo como protagonista de sua própria história, conforme define o autor:


Observando o passado e navegando em direção ao futuro, sem atalhos, conquistando seu espaço aos pouquinhos, com medo de ser calado, esquecido, abandonado, o caboclo marajoara é a única pessoa capaz de falar em seu próprio nome, sobre suas próprias dores.


A colaboração entre Bruno Diego e Nilson Chaves também levanta uma discussão sobre o que acreditam ser a música da Amazônia. Para Nilson Chaves, “(...) não deveria existir uma separação entre MPP (Música Popular Paraense) e MPB (Música Popular Brasileira), visto que a música que se faz no Pará e na Amazônia com um todo, são tão autenticamente Brasileiras quanto as que se fazem em outras regiões do Brasil”, o que traça também um parâmetro para a música católica não-litúrgica, pois para Bruno Diego,


“(...) a música católica não-litúrgica acaba sendo um tipo de música popular também, só que de tema ou conteúdo cristão, ou seja, músicas que podem ser executadas em ambientes diferentes dos rituais, das missas, cultos e grupos de oração, como em festividades, eventos culturais, no som do carro ou mesmo em casa para curtir com a família.”


E seguindo uma linha musical semelhante na música católica em âmbito nacional, artistas como Mario Cardoso (Maninho), continuam produzindo e inspirando novos talentos nessa vertente popularmente conhecida como “música católica alternativa”.

Maninho, além de assinar a produção musical do EP Estradas D’água, também que faz dueto com Bruno Diego na faixa “Estás aqui”, cujo tema principal é a onipresença de Deus, que situa o eu lírico nas estradas d’água, pelos rios da Amazônia, isolado do ruído dos centros urbanos, ouvindo apenas os sons da natureza, da vida que habita as matas, o movimento das águas e a contemplação do belo.

As vozes de Bruno e Maninho revezam-se e harmonizam nesta faixa que é considerada a música mais representativa do EP, segundo Bruno Diego.


“‘Estás aqui’ é a canção que contém o cerne do EP Estradas D’água. Eu a compus numa viagem ao Rio Tauajurí, no portinho em frente à casa do professor Edinaldo (Preto), interior de Breves, observando a natureza.”


A última faixa do EP, “Embalo”, conta com a voz infantil de Lizzie Paola (6 anos), filha do cantor, em uma emocionante canção de ninar, carregada de elementos típicos do cotidiano marajoara. Um verdadeiro antídoto para angústias, ansiedades, preocupações, medo do novo ou saudade do que está distante. Ou, simplesmente, o cansaço. Segundo o autor,


(...) às vezes o corpo (e até a alma), só precisam ouvir uma voz conhecida, firme, de ordem, que chame a atenção e, ao mesmo tempo, que conforte, que console e faça sentirmos segurança. Como um pai embalando seu filho, fazendo-o adormecer na segurança da sua presença. Esse menino pode ser eu, você, alguém cansado, alguém partindo, alguém que se foi, apenas uma pessoa vestindo a fragilidade e pureza de uma criança, em busca de paz, ouvindo essa canção de ninar.


Arte da capa


A capa do EP Estradas D’água, elaborada pelo @orne.estudio, baseada em elementos representativos da Amazônia marajoara como o casco (canoa), pinturas étnicas e a vegetação refletida nas águas dos nossos rios.

O céu (azul) representa a unidade, pois ele é o mesmo em todos os lugares, bem como o Eterno. O traço cobreado, as linhas étnicas presentes na cerâmica, nas embarcações, no talho do artesanato em madeira, representam a especificidade cultural do arquipélago do Marajó, berço do carimbó e de tantos outros tesouros artísticos.

A imagem da proa de uma canoa está representando todas as embarcações regionais como: casco, rabeta, pô-pô-pô, dentre outros.

Para além disso tudo, do rubro e o azul da bandeira do estado do Pará, a forma triangular do recorte fotográfico, remete ao manto da Mãe de Nazaré, proeminente ícone da fé católica do povo paraense, que a consagrou Rainha da Amazônia.

Para Bruno,

Quem olha para essa imagem, olha para o dia a dia de milhares de pessoas que vivem em comunidades ribeirinhas. Também se olha para o caminho de missionários, professores, médicos, agricultores, e tantas outras pessoas que fazem parte da vida marajoara, tendo nascido ou não aqui. É a imagem que não sai da memória de quem já passou por essas estradas feitas de água, e sente saudade.


Após o lançamento oficial, em 15 de julho, Bruno Diego participará do Festival Halleluya, em Fortaleza/CE, considerado o maior festival de música católica da américa latina, no dia 24 de julho de 2022. Na oportunidade, fará o show de lançamento do novo trabalho, dando início à turnê de divulgação do EP Estradas D’água.


Serviço

Para mais informações sobre Bruno Diego, acesse:

Site oficial: www.brunodiego.com

YouTube: https://www.youtube.com/c/brunodiegooficial

Twitter, Facebook, Instagram: @eubrunodiego

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