Centro Cultural Palacete Faciola completa um mês em funcionamento

Aberto ao público há cerca de um mês, o Centro Cultural Palacete Faciola tem atraído um número significativo de visitantes, que buscam conhecer e apreciar o casario centenário que agora abriga o Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (DPHAC), o Museu da Imagem e do Som (MIS) e o auditório Eneida de Moraes. Inaugurado em 25 de junho e funcionando de terça-feira a domingo, das 9h às 17h, o equipamento da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) recebe, em média, 800 pessoas por dia. É o caso da geóloga Gisele dos Anjos, que aproveitou o mês de julho para visitar o espaço. “Gostei muito dessa oportunidade de visitar o Palacete Faciola, porque sempre passava aqui pela frente, tinha curiosidade, via o prédio tão bonito. Fiquei impressionada em saber que até 2008 o prédio ainda pertencia à família, quando foi desapropriado e reformado. Entrar aqui despertou a curiosidade de entrar em vários outros prédios antigos de Belém. Eu pretendo indicar para outras pessoas também conhecerem a história, a ambientação, os móveis. Dá a sensação de que estamos viajando no tempo!”, comentou.


O antigo casario foi reconstruído em 20 meses, um trabalho que priorizou ao máximo as características arquitetônicas das três casas. Nesse processo foram realizadas a higienização e triagem; a montagem de fragmentos; a identificação; e a embalagem, armazenamento adequado e documentação de mais de 2 mil peças. As prospecções pictóricas também foram documentadas e reveladas até quatro camadas de pinturas decorativas sobrepostas, caracterizando diversos momentos de intervenções do edifício. A entrega do Centro Cultural para a cidade de Belém teve uma importância significativa para movimentar o cenário cultural e, acima de tudo, para a valorização da história do audiovisual do Pará, afirma o secretário de Estado de Cultura, Bruno Chagas. “Tivemos a reinauguração do Museu da Imagem do Som, um espaço para exposições e área técnica com capacidade para restaurar, recuperar e digitalizar o acervo da memória do audiovisual do Estado do Pará. Foi muito importante esse ganho para a cultura paraense, com a restauração de um imóvel do final do século XIX e início do século XX, que conta a história do 'boom' econômico e arquitetônico que Belém vivenciou durante o período da borracha”, frisou Bruno Chagas.

Além dos espaços institucionais, o Centro Cultural tem um café e uma loja colaborativa, que abre espaço para a produção regional. Para Lorena Furtado, coordenadora da loja, a boutique dentro do centro cultural é um importante espaço para comercialização e visibilidade das manualidades feitas no Pará. “Aqui reunimos 15 empreendedores que, além de mostrar para os visitantes que o artesanato paraense vive num contínuo processo de modernização, sem deixar os saberes ancestrais, é um espaço que funciona como uma vitrine. A loja contribui para a cultura e para a tradição e é um espaço que está gerando renda e valor para os nossos artesãos”, conclui.

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