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‘Chegadas e Partidas’, de Astrid Fontenelle, estreia no ‘Fantástico’ deste domingo (26)

Preparem os lencinhos que o ‘Chegadas e Partidas’ está de volta com uma nova temporada cheia de novidades. Sob o comando de Astrid Fontenelle, o programa – que já teve dez temporadas exibidas no GNT – estreia na TV aberta, como quadro no ‘Fantástico’, neste domingo, dia 26. Pela primeira vez, além dos aeroportos, a apresentadora vai em busca de histórias emocionantes vividas por quem circula também pelos terminais rodoviários. Os cinco episódios vão ao ar no ‘Fantástico’, aos domingos, e em seguida no GNT, às quintas-feiras, em uma versão mais extensa, a partir do dia 30 de novembro, às 23h.


A nova temporada foi gravada por Astrid no Aeroporto Internacional de Guarulhos, e no Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo. Entre as histórias que serão mostradas no primeiro episódio estão a de uma menina que vai para os Estados Unidos trabalhar como babá sem nunca ter viajado para o exterior; a de uma mãe que, após morar por um ano em Londres, retorna ao Brasil para fazer uma surpresa para o filho de 8 anos que não sabia que ela estava vindo para buscá-lo; e da própria Astrid que sentiu na pele a dor da despedida quando o filho Gabriel viajou para fazer um intercâmbio.

A nova temporada do ‘Chegadas e Partidas’ tem produção, captação, edição e direção da equipe do Fantástico.

Entrevista com Astrid Fontenelle:

Como surgiu a ideia do ‘Chegadas e Partidas’ ser exibido na TV aberta?

Durante a pandemia tivemos que parar com o programa. A última temporada, gravada no segundo semestre de 2019, foi ao ar em março de 2020, assim que a pandemia começou. Mas eu nunca desisti e pedia toda hora para ele voltar porque acho que as pessoas precisam desse exercício de empatia. É muito difícil não se emocionar com aquelas histórias. Então veio essa parceria com o ‘Fantástico’. Eu me sinto premiada porque durante essas 10 temporadas do ‘Chegadas e Partidas’, as pessoas falavam muito: “esse programa precisa estar na TV aberta”. Há uma demanda por afeto, por amor, porque ele é um programa sobre amor de amigos, de pais e mães, de familiares e até pela ausência do amor. Porque, às vezes, encontramos uma pessoa muito ansiosa pela volta de alguém que não vê há muito tempo, mas que ficou tanto tempo fora que, quando volta, não tem mais aquela intimidade. Nessa hora eu que fico com muita vontade de abraçar aquela pessoa.


Como foi gravar na rodoviária pela primeira vez?

Era um outro pedido do público, de fazermos o programa na rodoviária também. Foi uma experiência maravilhosa, meio maluca, meio Fellini. Você está ali esperando uma pessoa que está vindo, às vezes, de uma viagem de 33 horas de ônibus. Encontramos uma senhorinha que está com Alzheimer em fase inicial e não sabia quantos anos tinha. Mas quando perguntei o que ela estava trazendo, porque fui pegar uma sacola dela e não consegui levantar, ela respondeu: “manga, não tem manga mais gostosa do que a da minha mangueira”. Se der uma passagem de avião para ela, ela não vem não porque quer trazer a mala dela. Então, foi muito legal gravar na rodoviária também.

O que o público pode esperar dessa nova temporada?

Muita emoção e histórias incríveis de amor. A gente não está ali para explorar até a última gota. A dor da pessoa tem um limite. Às vezes o silêncio conta melhor. Eu falo que eu melhorei muito como apresentadora, porque me incomodava muito o silêncio em televisão pela prática do programa ao vivo. Mas o ‘Chegadas e Partidas’ me fez ouvir, ouvir e ouvir. Muita gente fala: “a minha história é muito longa”. E eu digo: “eu vim aqui para isso, só para te ouvir”. Acho que as pessoas têm essa carência, essa vontade de serem ouvidas. Estou muito feliz, doida para entrar logo no ar. E, principalmente, para um Brasil maior assistir e conhecer melhor essa pérola que temos no GNT.


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