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De Belém para o mundo: o crescimento de negócios locais por meio de comunidades digitais é uma tendência global

28 de mai. de 2025
3 min de leitura

O que Airbnb, Nubank, Meta e grandes empresas globais têm em comum? Todas apostam em uma estratégia que vem se tornando essencial para o crescimento dos negócios: o gerenciamento de comunidades.

Esta semana, o tema vai estar no podcast da Comuh, uma das principais empresas referências em comunidades no Brasil (youtube.com/@comuh). E é um paraense, o especialista em gerenciamento de comunidades Marcelo Campos, quem vai falar de "como a criação de conteúdo e a construção de comunidades andam juntas, e como marcas que entendem esse movimento conseguem gerar mais valor, mais engajamento e mais resultados.”

 


Paraene Marcelo Campos se destaca como especialista em gerenciamento de comunidades
Paraene Marcelo Campos se destaca como especialista em gerenciamento de comunidades

Marcelo Campos volta os olhos para sua terra natal, trazendo uma tendência global que já movimenta bilhões no mundo inteiro. Nascido e criado em Belém do Pará, ele construiu sua carreira liderando comunidades em empresas como Nubank — considerado o maior unicórnio da América Latina —, Axur, líder em segurança digital no Brasil, e Teachy, uma das edtechs que mais crescem no país. Ao longo dos últimos anos, atuou no desenvolvimento de comunidades no Brasil, México, Colômbia e Estados Unidos, conectando pessoas, impulsionando retenção, criando pertencimento e gerando crescimento orgânico para grandes marcas.

 

Mas, afinal, o que é o gerenciamento de comunidades?

Na prática, gerenciamento de comunidade é sobre criar e fortalecer relações entre uma empresa e as pessoas que se conectam com ela — sejam clientes, fãs ou parceiros.

 

Sabe aquele cliente que, além de comprar, indica pra todo mundo? Que defende a sua marca nas redes, que volta sempre, que se sente parte? Isso é resultado de comunidade bem feita.

 

Gerenciar uma comunidade é criar espaços — online ou até presenciais — onde as pessoas trocam, se ajudam, compartilham experiências e criam vínculos com a marca. É quando o relacionamento não fica só na venda, mas vira uma conexão mais forte, de longo prazo.

 

Marcelo reforça que “na prática, isso significa ter clientes mais fiéis, mais satisfeitos e que ajudam a divulgar o seu negócio. E pra empresa, isso se traduz em crescimento orgânico, mais boca a boca, mais retorno e menos gasto com mídia paga ou atendimento. É como aquele grupo de clientes fiéis no WhatsApp, aquele evento que você faz pros melhores clientes, ou até quando você percebe que seus próprios clientes se ajudam, trocam dicas e recomendam seu negócio sem você pedir. Isso é comunidade funcionando na prática”, conclui.

 

Dados do setor comprovam isso: segundo o relatório da CMX Hub, referência mundial em comunidades, 86% das empresas que investem em comunidade dizem que ela é essencial para o sucesso do negócio. Além disso, as comunidades ajudam a reduzir até 30% dos custos de suporte, aumentam a retenção de clientes em mais de 20% e aceleram o crescimento orgânico de marcas.

 

Essa tendência global cresce de forma acelerada no Brasil, especialmente em polos como São Paulo, onde a busca por profissionais da área disparou nos últimos cinco anos. Plataformas como LinkedIn e Glassdoor mostram um aumento consistente nas vagas com os termos Community Manager, Head of Community e Community Specialist.

 

“Durante muito tempo, construir comunidade parecia algo restrito às grandes empresas e startups. Mas, na prática, comunidade é sobre pessoas — e qualquer negócio, de qualquer porte, pode (e deve) investir nisso,” explica Marcelo.

 

Hoje, ele leva sua experiência como consultor para pequenas, médias e grandes empresas, e faz questão de reforçar que está com olhar atento e energia direcionada também para negócios locais, em especial no Pará.

 

“Voltar meu olhar para minha terra é, pra mim, uma missão. Nosso estado é cheio de negócios incríveis, com gente talentosa e histórias potentes. Acredito muito que, através do gerenciamento de comunidades, empresas locais podem ganhar mais força, aumentar retenção, atrair clientes de forma mais orgânica e criar marcas que as pessoas realmente amem,” afirma.

 

O mundo pode estar cada vez mais digital, mas, na visão de Marcelo, são as conexões humanas que fazem qualquer negócio crescer de forma sustentável.

 

 

 

 

 
 
 

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