Espetáculo “Caeteuara” marca a reabertura do Teatro do SESI ao público

O espetáculo “Caeteuara”, escrito e dirigido por Cláudio Barros, vai marcar a reabertura do Teatro do SESI ao público, na próxima quinta-feira (01), às 20h, após seis meses de portas fechadas devido à pandemia. A apresentação, resultado de entrevistas e pesquisas feitas no acervo pessoal do poeta paraense Eimar Tavares, será gratuita e seguirá em cartaz até o dia 03 de julho. O projeto tem o apoio da Lei Aldir Blanc.


Eimar Tavares foi um poeta, cronista e crítico literário. Homem preto do município de Bragança, na Região de Integração do Rio Caeté, no nordeste paraense. Nasceu em 1909 e viveu até 1987. Formado em Tipografia pelo Instituto Lauro Sodré, escreveu livros à mão e, dentre os principais temas, falou sobre o racismo sentido por ele no meio cultural.


O escritor também organizou antologias, publicando alguns textos no antigo jornal A Província do Pará, e em folhetos datilografados.



O espetáculo – Além de escrever e dirigir a peça, Claudio Barros ocupa um lugar muito especial no espetáculo, pois é neto de Eimar Tavares e, junto com as primas Kátia Esteves e Fernanda Paula, reuniu todo o material de apoio para o desenvolvimento do projeto.


A dramaturgia contou com a parceria da contadora de histórias e dramaturga paraense Ester Sá, enquanto que a produção é de responsabilidade da gestora cultural Andréa Cavalero.


Embora seja de conhecimento da Academia Paraense de Letras, o trabalho de Eimar Tavares ainda é pouco conhecido pela população paraense, e pouco reconhecido pelo seu legado cultural deixado ao Estado.


Desta forma, tendo Claudio Barros também no elenco, atuando lado a lado com o ator e diretor Claudio Melo, o espetáculo reflete a obra poética e conta a história de vida de Eimar Tavares, trazendo à tona toda a sua dor sofrida e a sua insatisfação pelos problemas sociais sentidos desde o ventre da mãe.


Atuação – A história de Eimar é marcada por personagens femininos. Dentre eles, a irmã, a mãe e a esposa, todas as três interpretadas por Cláudio Melo. De maneira presente, são elas que interferem no destino do escritor. A força destas três pessoas, entre a ciranda de mulheres que circunda a vida de Eimar, vão traçando os rumos de boa parte da história contada durante a apresentação.


Protocolos – Para abrir as portas ao público, o Teatro do SESI seguirá rigorosos protocolos de segurança. Dentre eles, medição de temperatura, disponibilização de álcool em gel 70% e o cumprimento do distanciamento social, com a ocupação de apenas 25% da plateia. Sendo assim, serão disponibilizados apenas 120 lugares às pessoas que chegarem primeiro ao local.


O espaço também vai disponibilizar funcionários para fazerem a orientação deste público e indicarem as poltronas permitidas para uso.


Lei Aldir Blanc Pará – A Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural surgiu com o objetivo de auxiliar profissionais da cultura, bem como espaços culturais, durante o período de isolamento social provocado pela pandemia do Covid-19. A Lei foi publicada pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult). Mais informações: www.leialdirblanc.pa.gov.br.

Serviço:

Espetáculo “Caeteuara”

Dias: 01, 02 e 03 de julho

Horário: às 20h

Local: Teatro do SESI – Av. Almirante Barroso, 2540. Marco, Belém.

Entrada franca


Elenco

Claudio Barros

Claudio Melo


Equipe

Pesquisa – Constantino Tavares, Katia Esteves, Fernanda Paula Tavares, Claudio Barros

Dramaturgia – Claudio Barros e Ester Sá

Produção – Andrea Cavalero

Contraregragem – Amanda Rabelo

Cenografia – Felipe Pojo

Cenotécnica – Ribamar Monteiro

Designer Gráfico – Marcela Conduru

Figurino – Maurity

Costureiras – Dona Dedé e Deonila Soares

Sonoplastia – Léo Bitar

Operação de som – Jeff Cecim

Iluminação – Sonia Lopes

Assessoria de Comunicação – Bárbara Brilhante

Coreografia – Ana Unger

Fotografia – JMConduru


Direção

Claudio Barros


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