Exposição Encruzylhada Encantada é atração na Casa Namata nesta sexta (27)

Nesta sexta-feira, dia 27, vai rolar o encerramento da exposição "Encruzylhada Enacantada", na Casa Namata. A programação começa às 18h,com apresentação do curta: “Resiliência Amazônica” do artista Akhácio Amawáka. Logo depois haverá a Roda de conversa: Encruzilhada e corpo manifesto Com Romario Alves + Akhácio Amawáka



Sobre a exposição

Existe um mistério diferente nas matas, nos rios, na cor da extensa Amazônia. Na infância de quem é do eixo Norte-Nordeste esse mistério sopra pela primeira vez em nossos ouvidos, arrepia a pele, nos cura e nos permite a religação com nossos ancestrais e então podemos imaginar, fantasiar e criar elos com essa manifestação encantada. Essa

Encantaria que une toda a Amazônia e parte do Nordeste, para além da religiosidade presente, é culturalmente enraizada em nossas vivências e nos conecta diretamente através da pajelança e a afro-religião em nosso dia a dia. Desde a infância ouvimos que a mata e o rio tem “donos”, que devemos ter respeito pelos seres encantados que estão e são a própria natureza, onde podemos receber curas espirituais e físicas através dos rituais ancestrais e coletivos. Rituais que são tocados aqui pela arte e criação, como moinho da mudança e abrigo dessa memória. A série de pinturas, experimentações em tecidos e peças de vestimentas customizadas na exposição “Encruzylhada Encantada” é um chamado para o despertar desse imaginário de encantaria que vivemos na Amazônia. Através da pintura em suas diversas formas, mescla-se elementos, referências e seres pertencentes à paisagem de uma Amazônia ancestral, sem esquecer os aspectos de uma luta socioambiental que a região enfrenta. Muitas vezes em um cenário dual, onde os opostos que narram a resiliência da história do nosso território se fortalece.


Sobre os artistas:


Romario Alves é Byxa do Mato. Seu trabalho como artista e pesquisador se funda na perspectiva anti-colonial, desenvolvendo proposições nas áreas da literatura, arte visuais, moda e historia da região amazônica. É Bacharel em artes visuais pela Universidade Federal do Pará -UFPA, curador e criador do “Muzeu da Encruzylhada”, no qual realiza exposições, oficinas, vivências e pesquisas de

acervo desde 2013 em espaços públicos.

Membro fundador do “Qualquer Quoletivo” que desde 2009 desenvolve trabalhos de artes em

diversas linguagens. Membro fundador do Coletivo “égua sarau” que organiza eventos

imersivos de discussão e experimentação artísticas.


Akhacio é um multiartista autodidata do interior do Pará, Capanema. Graduado em Arquitetura e Urbanismo, UNAMA, Belém/PA. Trabalha com diversas linguagens e referências, mas em sua pintura prioriza suas vivências, resgatando memórias afetivas na relação humana com a natureza amazônica. Suas narrativas visuais buscam o qual exprime em suas obras seu olhar ora onírico,

ora realista, como um sonho lúcido no qual os opostos se somam; ancestralidade e tecnologia,

sonho e realidade, abundancia e escassez, infância e o fim da vida. Linguagens como

fotografia e vídeo também é explorada por Akhacio, assim como a costumizaçao de peças de

roupas e intervenções artísticas feitas à mão. Em 2015 participou da segunda formação da Universidade Antropofágica do Teatro Oficina, São Paulo. Participou de feiras e ocupações no norte, nordeste e sudeste do país.


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