Exposição Joias de Nazaré e outras coleções está aberta na Estação das Docas

A Imagem de Nossa Senhora de Nazaré, num manto bordado pelo estilista Delleam Cardoso, dá as boas-vindas para quem visita a Exposição "Joias de Nazaré e Outras Coleções: Design, Tradição e Fé", que faz parte da programação da Feira de Mineração da Amazônia, na Estação das Docas, até esta quinta-feira (25).

Todas as 45 joias em ouro foram criadas e produzidas por empreendedores do Espaço São José Liberto. Eles integram o Programa Polo Joalheiro, mantido pelo governo do Estado, sob a coordenação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará (Sedeme) e pelo Instituto de Gemas e Joias da Amazônia.

"O São José Liberto é de fundamental importância no desenvolvimento da economia e da mineração, é um exemplo que deu certo. A sociedade se apropriou do São José Liberto e hoje pode usufruir de uma exposição tão bonita como essa. Isso mostra que nós temos que ter cada vez mais competência para esse ambiente de negócio, pegar o minério e gerar emprego e renda com a verticalização. E o Polo Joalheiro do São José Liberto é um case de sucesso que orgulha não só os paraenses, como o brasileiro e o mundo, porque essas joias feitas pelos artesãos chegam no mundo todo", festeja o titular da Sedeme, José Fernando de Mendonça Gomes Júnior.

A Exposição "Joias de Nazaré e Outras Coleções: Design,Tradição e Fé" é uma oportunidade de conhecer o trabalho de designers, lapidárias e lapidários, ourives e cravadores, profissionais como Helena Mergulhão.



Helena está no Programa, desde que ele iniciou, há duas décadas. "Estar aqui expondo e expondo joias ‘de Nazaré’ é uma benção, depois desse período de pandemia. Participar do evento é mais uma possibilidade de mostra nosso trabalho e saber que os investimentos feitos na mineração no Estado, nos dão a possibilidade de dar a garantia de um produto certificado para os nossos clientes", afirma a designer.

O trabalho desenvolvido pelo Programa Polo Joalheiro, dentro do Espaço São José Liberto, é considerado importante para Maurício Gaiote, presidente da refinaria North Star, que está em fase final de implantação. Quando a unidade estiver em operação, deve beneficiar, inicialmente, 24 toneladas de ouro por ano, criando novas possibilidades para quem trabalha com o metal.

"A cadeia de verticalização só se completa se ela tiver a participação do joalheiro. A partir do momento que você tem uma refinaria pronta, você passa a ter esses materiais disponíveis para esses produtores locais, para que esses joalheiros tenham essas diferentes composições e possam fabricar não só nas ligas básicas, mas outros tipos de ligas com tendência internacional".

Maurício Gaiote acredita que para essa cadeia funcionar perfeitamente deve haver uma política de estímulos entre iniciativas pública e privada para entender os mecanismos que possam gerar mais negócios para o Polo Joalheiro. "Você traz fabricantes não só artesanais, que são super importantes, que agregam valor, mas a tendência hoje é muito industrial. Então vai ter joalheiro investindo em maquinário de correntaria para destacar ainda mais essas joias que trazem toda essa questão amazônica, todo o design, feito artesanalmente", afirma.

"Joias de Nazaré e Outras Coleções: Design,Tradição e Fé" foi realizada a partir de um convite da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral e mineração (ABPM). A mostra destaca a importância de no meio de um simpósio sobre o ouro e dentro de uma feira de mineração se apresentar o produto final.

"As pessoas têm uma visão diferente da mineração, principalmente dentro do Brasil onde a atividade é muito ligada à devastação, à falta de beleza e ver essas peças, esse design dos paraenses, mostra, para nós, o potencial que existe dentro do Pará, não só de produzir o minério, mas de beneficiar esse minério e fazer coisas muito belas, que encantam o mundo tanto quanto o próprio ouro", explica Luís Maurício Azevedo, presidente da ABPM.

Para Rosa Neves, diretora-executiva do Instituto de Gemas e Joias da Amazônia (Igama), é extremamente significativo participar da Feira de Mineração da Amazônia, pela referência que o Programa Polo Joalheiro tem em todo o Brasil.

"O Polo Joalheiro é uma experiência que conseguiu organizar a cadeia produtiva do ouro, numa perspectiva das características particulares desse território e dos tipos de formação das empresas como ela surgiram, micro e pequenas, empreendedores individuais, alguns artesãos da ourivesaria, extremamente qualificada, toda artesanal e autoral. Então é muito bom ter essa exposição para dar visibilidade para esse trabalho, para esses autores", afirmou a diretora Rosa Neves.

Texto de Fabiana Cabral


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