Exposição de Rafael Prado transforma defensores da floresta em árvores, rios e sementes
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O Centro Cultural Banco da Amazônia recebe, de 9 de julho a 9 de outubro
de 2026, a exposição Povos Amazônicos não morrem, viram semente, do artista visual
rondonense Rafael Prado e produção executiva assinada por Natalia Azevedo, da Abstrata
Produções. Com abertura marcada para o dia 9 de julho, às 19h, a mostra apresenta uma
série de pinturas que resgatam histórias de lideranças indígenas, ativistas socioambientais,
camponeses, catadores de castanha, seringueiros e outros personagens amazônicos que
perderam suas vidas na defesa da floresta e de seus modos de existir. Selecionada no I
Edital de Ocupação do Centro Cultural Banco da Amazônia – 2026/2027, a exposição tem
entrada gratuita e segue em cartaz até outubro.

“É com grande alegria que recebemos essa exposição, a qual tem sua abertura no dia em
que o Banco da Amazônia celebra 84 anos de existência. Essa mostra é um presente para
toda sociedade. As obras de Rafael Prado chegam para encantar a todos e, também,
provocar reflexões no público visitante, ao unir beleza e muitos simbolismos”, disse Ruth
Helena Lima, gerente de Marketing, Comunicação e Promoção do Banco da Amazônia.
Desenvolvida a partir de pesquisas e vivências na Amazônia desde 2022, a série que dá
nome à exposição propõe uma reflexão sobre memória, resistência e continuidade da vida.
Nas obras de Rafael Prado, os retratados não aparecem apenas como personagens
históricos, mas como presenças que se integram à própria floresta. Seus corpos se
transformam em árvores, raízes, cipós, rios e animais, criando imagens que unem retrato e
paisagem em uma mesma narrativa visual.

A origem da pesquisa está ligada a uma memória de infância do artista ao visitar a antiga
Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Rondônia. Anos depois, ao retornar à região, Prado
se deparou com a ausência das grandes árvores que povoavam suas lembranças. A partir
dessa experiência, passou a investigar as histórias de pessoas assassinadas por defender
a floresta, transformando suas trajetórias em pinturas que recusam o apagamento e
reafirmam seus legados.
Nascido em 1989, na região do Alto Rio Madeira, em Rondônia, Rafael Prado desenvolve
uma produção artística profundamente atravessada pelas relações entre a humanidade e anatureza. Sua obra dialoga com memórias culturais, lendas amazônicas e questões sociais
e políticas da região, construindo narrativas onde pessoas, animais, árvores e rios
compartilham laços de parentesco e pertencimento.
Além de integrar a 1ª Bienal das Amazônias, em 2023, Prado participou da residência
artística da 9ª edição da Bolsa Pampulha, em 2024, e realizou residência no Atelier GaleriaFFAC, na cidade do Porto, em Portugal. Seus trabalhos integram acervos de instituições como o Museu de Arte do Rio.

A exposição tem curadoria de Shannon Botelho, pesquisador, crítico de arte e professor do
Departamento de Artes Visuais do Colégio Pedro II. Para o curador, a mostra propõe uma
reflexão sobre a permanência dos povos amazônicos para além da violência que marca
suas histórias.
“A exposição parte de uma ideia muito feliz: na floresta, nada desaparece completamente.
O trabalho do Rafael nos lembra que aqueles que defenderam a Amazônia seguem
presentes em suas histórias, em seus territórios e na memória coletiva. Suas pinturas
transformam essas presenças em imagens de força, continuidade e esperança”.
Segundo Shannon Botelho, as pinturas de Rafael Prado devolvem vitalidade aos
personagens retratados, destacando suas lutas, culturas, afetos e vínculos com a floresta,
em vez de reduzi-los às circunstâncias de suas mortes.

A realização da exposição reforça o compromisso do Centro Cultural Banco da Amazônia
com a valorização da produção artística contemporânea da região e com o fortalecimento
das narrativas amazônicas.
Acessibilidade e visitas mediadas
Comprometida com a ampliação do acesso à arte e à cultura, a exposição contará com
recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição das obras e mediação em Libras
durante a abertura, que contará com a presença do artista Rafael Prado e do curador
Shannon Botelho.
Escolas, universidades, grupos culturais e instituições interessadas poderão agendar visitas
mediadas gratuitas pelo e-mail contato@abstrataproducoes.com.br, copiando a mensagem
para centrocultural@basa.com.br.

Serviço
Exposição: Povos Amazônicos não morrem, viram semente
Artista: Rafael Prado
Curadoria: Shannon Botelho
Abertura: 9 de julho de 2026 (quinta-feira), às 19h
Período de visitação: 10 de julho a 9 de outubro de 2026
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia
Av. Presidente Vargas, 800 – Campina – Belém (PA)
Horários de visitação:
Terça a sexta-feira: 10h às 16h
Sábados, domingos e feriados: 10h às 14h
Entrada gratuita
Agendamento de visitas mediadas: contato@abstrataproducoes.com.br com cópia para
Realização: Centro Cultural Banco da Amazônia
Produção Executiva: Natalia Azevedo | Abstrata Produções
Patrocínio: Exposição selecionada no I Edital de Ocupação do Centro Cultural Banco da
Amazônia – 2026/2027.















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