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Exposição ‘Trajetórias’, no Centro Cultural Banco da Amazônia, traz debate sobre arte e colecionismo, neste sábado (18)

  • há 8 horas
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Interessados em começar a prática do colecionismo de arte podem participar da roda de conversa sobre arte e colecionismo com os colecionadores Josemar Antônio (BA) e Eduardo Vasconcelos (PA), no Centro Cultural Banco da Amazônia, no próximo sábado (18), às 10h. A programação faz parte do ciclo de atividades da exposição Trajetórias - Arte Contemporânea Paraense (1959-2026), que segue aberta no centro cultural até 14 de junho, com curadoria de Vânia Leal, congregando mais de 60 anos de história das artes visuais produzidas no Pará. O início da mostra marca os seis meses do Centro Cultural Banco da Amazônia e é a primeira exposição selecionada no I Edital de Ocupação 2026-2027 do espaço cultural. 



Com obras do colecionador Eduardo Vasconcelos, sob a curadoria de Vânia Leal, a exposição Trajetórias reúne mais de 130 artistas da cena contemporânea do Pará presentes na Coleção Eduardo Vasconcelos. Segundo Eduardo, que coleciona desde 2011 — e hoje possui um acervo de mais de 900 obras, entre pinturas, esculturas, gravuras e objetos diversos — o colecionismo de arte exerce papel relevante na consolidação do mercado de arte no Brasil sob a ótica econômica, e esse é um ponto que ele irá trazer na roda de conversa. “Ao adquirir obras, colecionadores injetam recursos no sistema artístico e contribuem para a valorização de artistas, galerias e outros agentes do setor. Esse movimento estimula a produção, fortalece eventos e amplia a profissionalização do mercado, além de influenciar preços e tendências”, explica.



Do ponto de vista cultural, segundo ele, o colecionismo contribui para a preservação e difusão da produção artística brasileira. “Ao reunir e conservar obras, colecionadores ajudam a construir narrativas sobre a arte no país e evitam o apagamento de artistas e movimentos. Quando essas coleções são compartilhadas com o público, também ampliam o acesso à arte e fortalecem a formação cultural da sociedade”, esclarece.

O baiano Josemar Antônio, que começou a colecionar em 2000, também promete compartilhar muitas informações importantes com o público durante a roda de conversa, além de dicas sobre colecionismo. Ele conta que o hábito começou quando ele recebeu uma gravura de presente de um amigo, então passou a frequentar galerias, adquirindo novas gravuras e iniciando uma coleção hoje composta por mais de 1.500 obras. “Minha relação com as obras é de afeto. Quando adquiro uma obra, penso nos segmentos principais da coleção e na importância que a obra teria na coleção”, explica.

Josemar também dá dicas a quem pensa em iniciar o colecionismo: “pesquise, frequente exposições, visite ateliês e busque segmentos de seu interesse pessoal para guiar suas aquisições e composições de obras. Os Artistas são muitos, as quantidades de obras disponíveis são enormes e, ter um foco, ou focos, para guiar a composição de sua coleção, provavelmente lhe permitirá ter uma coleção importante e coesa”, ensina.



Arte e colecionismo movimenta milhões no Brasil

Eduardo Vasconcelos explica que hoje o setor de arte e colecionismo movimenta milhões no mundo. A 22ª edição da SP-Arte, que se encerrou esta semana, é um exemplo disso. Movimentou dezenas de milhões de reais pautada em grande parte no colecionismo de arte brasileiro. A organização do evento aponta um faturamento próximo de R$ 400 milhões durante seus cinco dias no Pavilhão da Bienal, um crescimento de 20% em relação ao ano anterior. 


“Diversos artistas presentes na minha coleção estiveram visitando a feira, e outros são representados por grandes galerias que estavam na SP-Arte, como Osvaldo Gaia, Emmanuel Nassar, Pablo Mufarrej, Barbara Savannah, Berna Reale, Luiz Braga, Marcone Moreira, entre tantos outros”, explica Eduardo. 

A exposição Trajetórias 

A exposição Trajetórias segue em cartaz no Centro Cultural Banco da Amazônia com entrada gratuita até 14 de junho de 2026. A mostra é uma realização do Governo do Brasil e do Banco da Amazônia, com patrocínio do Banco da Amazônia. “A realização desse primeiro edital vem para reafirmar o compromisso do Banco da Amazônia como um impulsionador da cultura, para reconhecer e valorizar ações artísticas e culturais regionais, bem como a diversidade cultural, étnica, social e territorial da Amazônia. Outro ponto de destaque é a democratização do acesso à cultura, tendo em vista que a programação do Centro Cultural é gratuita e, no que concerne à mostra Trajetórias, essa disponibiliza aos visitantes obras de um acervo privado”, destaca Ruth Helena Lima, gerente de Marketing, Comunicação e Promoção do Banco da Amazônia.

A exposição percorre um arco temporal que vai de 1959 até 2026, evidenciando a diversidade de linguagens, gerações e contextos que constituem a arte contemporânea na região. “Esta exposição busca aliar poéticas diversas, perfazendo uma gama ampla de artistas, o que demonstra a qualidade artística produzida durante esse período temporal. Acreditar nessa produção artística, no quanto ela representa hoje e para gerações futuras, é a força motriz que impulsionou este recorte, que tem como principal parceiro e patrocinador, o Banco da Amazônia e seu Centro Cultural”, destaca o colecionador Eduardo Vasconcelos.



A mostra não se organiza como uma linha do tempo tradicional, mas, como um campo de encontros. Pintura, fotografia, objeto, instalação e vídeo se entrecruzam em um percurso que evidencia a potência da visualidade amazônica, marcada por hibridismos culturais, questões identitárias e relações com o território.

Para a curadora Vânia Leal, que atuará como mediadora durante a roda de conversa deste sábado, e que também esteve recentemente na SP-Arte, a exposição Trajetórias representa um gesto curatorial e também político. “Trajetórias marca um ponto importante ao reunir tantos artistas com representatividade nas artes visuais do Pará, entre 1959 até o momento atual. Não se trata de uma linha do tempo, mas de um encontro de linguagens, gerações e contextos diferentes”, destaca. Ela também ressalta o caráter reparador da exposição. “O diferencial desse recorte potente é o gesto de reinscrever artistas que, por diferentes razões, foram deslocados ou silenciados, ampliando o debate crítico e sensível sobre a arte contemporânea paraense”, esclarece.



Diversas programações ao longo da exposição


A roda de conversa sobre arte e colecionismo com Josemar Antônio e Eduardo Vasconcelos se inicia às 10h no espaço da exposição (1º andar do Centro Cultural Banco da Amazônia). A programação é aberta ao público e gratuita. Além dessa, irão ocorrer diversas outras programações ao longo da exposição, incluindo ações educativas, visitas mediadas, rodas de conversa, oficinas e conteúdos digitais acessíveis, ampliando o alcance e a democratização do acesso à cultura. Ao longo do período expositivo haverá ainda o lançamento de um livro com a catalogação do acervo exposto, o qual será distribuído gratuitamente. 


No domingo (26) ocorrerá uma oficina de desenho e pintura também às 10h (em referência à obra de Maurício Igor), trazendo a questão da representação negra, voltada para crianças. A partir da obra será feita uma atividade onde será apresentada a obra para as crianças (a partir de 8 anos) e também um momento de fazer artístico. Acionadas pelo trabalho do artista, as crianças irão criar representações de pessoas negras que elas admiram no papel kraft “pardo”. Já no sábado 2 de maio, ocorrerá uma visita mediada com a presença de um grupo de colecionadores de São Paulo, às 11h.

Para conferir a programação educativa e seus respectivos horários, basta acessar os Instagrams @bancoamazoniacultural (Centro Cultural Banco da Amazônia) e @colecaoeduardovasconcelos (Coleção Eduardo Vasconcelos) ou os sites www.bancoamazonia.com.br/centrocultural e www.colecaoeduardovasconcelos.com.br.


Serviço

Exposição: Roda de conversa sobre arte e colecionismo neste sábado, na exposição Trajetórias – Arte Contemporânea Paraense

Local: Centro Cultural Banco da Amazônia - Av. Pres Vargas, 800

Entrada: gratuita

Horário: 10h

Informações sobre as programações: @bancoamazoniacultural (Instagram Centro Cultural Banco da Amazônia); @colecaoeduardovasconcelos (Instagram Coleção Eduardo Vasconcelos)

 
 
 

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