Feira de Livros Assombrosos é atração na Casa das Artes

A programação em homenagem aos 50 anos da série “Visagens e Assombrações de Belém” terá continuidade nesta quarta-feira, 11, na Casa das Artes, espaço da Fundação Cultural do Pará (FCP) com a “Feira de Livros Assombrosos”, direcionada para o universo que Walcyr Monteiro começou a registrar na década de 1970, com a publicação das histórias no jornal A Província do Pará. O evento terá, ainda, exposição sobre a vida e a obra do escritor, exibição dos filmes baseados nas lendas e assombrações registradas por ele e visita guiada para escolas públicas, entre outras atividades.

O evento será aberto às 17h, com a exposição “Walcyr Monteiro: O Homem e a Obra”, com a presença de Átila Monteiro, filho do escritor, falecido em 2019; do diretor de Arte da FCP, Alfredo Garcia, além de professores e escritores convidados. As atividades seguem até o sábado, 14, quando haverá o Painel “Os Filhos de Walcyr”, que vai abordar a continuidade do legado deixado por ele, passando pela Sexta-Feira 13, quando será apresentada a performance “O Boto”, com o ator Paulão e musical com o coletivo “Cunhatã”.



Pará Átila Monteiro, é um orgulho ver que mesmo quase três anos após a morte de seu pai, suas histórias seguem encantando todas as gerações. “Eu aprendi sobre folclore amazônico na fonte e com um dos melhores expoentes da nossa cidade. É por isso que eu fico com uma emoção muito grande e enquanto Deus me permitir eu vou levar esse legado adiante. Eu tenho quatro filhos que também são apaixonados pelos mitos, folclores e lendas da Amazônia”.

Alfredo Garcia conta como surgiu a ideia de reunir os “Filhos de Walcyr” na programação. “Quando teve o centenário de nascimento de Monteiro Lobato, foi publicado um livro chamado os filhos de Lobato, entre eles estavam a Ruth Rocha, o Ziraldo. E considero esses jovens escritores filhos porque foram literalmente beber nessa fonte da pesquisa do Walcyr. Eu fui um, porque ele sempre me incentivava a escrever sobre isso. Eu me declaro assumidamente um filho de Walcyr, especialmente na defesa do nosso folclore, das nossas raízes, das nossas ancestralidades”.



INSPIRAÇÃO

A feira de livros, que tem um formato inédito, vai reunir publicações assinadas por escritores que comprovam o legado deixado por Walcyr Monteiro, como Paulo Maués, que já tem 25 livros publicados, entre eles: Cobra Grande: terror e encantamento na Amazônia; Anhanga, Curupira e Mapinguari: protetores da natureza; Histórias de Cobra Grande; Histórias de Curupira; A Loira do Banheiro; Festa no Cemitério e Narradores do Guamá.

Paulo, que também é professor e possui um canal no Youtube dedicado à literatura, destaca a importância de eventos como este. “Esse momento é muito especial, não só pra história do Walcyr, mas pra história da cultura na Amazônia. Walcyr desenvolveu um trabalho que caso não fosse feito a partir daquele momento que ele começou a escrever as histórias de assombrações no jornal, não teríamos hoje o cenário que temos em relação às atividades desenvolvidas em torno dessa temática. Alguns dos meus alunos do Colégio Augusto Meira participarão e que outros colégios possam levar seus estudantes para esse encontro com a obra do Walcyr”.

Também estarão presentes outros escritores que resolveram seguir o exemplo de Walcyr e fazer o registro do universo encantado e sobrenatural, como Joécio Jojoca Lima, que inspirado e motivado por Walcyr escreveu “A Escola Assombrada de Belém”. Ele comemora a oportunidade de participar de uma feira como essa. “É importante termos cada vez mais espaço para dialogarmos sobre a literatura local e mais ainda quando ela faz parte do nosso imaginário, como as visagens e assombrações de nossa cidade e/ou estado. Todos ganhamos, o escritor que relata, como em meu caso, que vivi as histórias, e os outros amigos que ouviram e escreveram sobre o nosso fantástico folclore”.

Juraci Siqueira, o Boto, como é conhecido, levará suas obras sobre os mitos amazônicos, como o Boto, a Mãe D'água, a Curupira, a Boiúna e a Matinta Perera. Já Genésio Gomes, que além de policial é professor, escreve sobre as assombrações de delegacias. E claro, também estarão em exposição todas as obras de Walcyr Monteiro.

VISAGENS 50 ANOS – PROGRAMAÇÃO

Local: Casa das Artes

EXPOSIÇÃO: WALCYR MONTEIRO: O HOMEM E A OBRA

11/MAIO/2022, 17h

ABERTURA OFICIAL

(Átila Monteiro, filho e curador da obra do escritor; Alfredo Garcia, diretor de Arte da Fundação Cultural do Pará; Paulo Maués, escritor; Elizabeth Orofino (GEPASEA), professora; Juraci Siqueira, escritor.

MOSTRA DE VÍDEOS

11 a 13/ maio/2022, 9h às 17h

MERCADO LITERÁRIO (obras) Alfredo Garcia; Genésio Santos; Paulo Maués; Juraci Siqueira; Joécio Lima; Sandro Arlan; Walcyr Monteiro; Editora Dalcídio Jurandir.

RODA PALAVRA (conversa com autores)

11/ maio/2022 10h: SANDRO ARLAN

15h: Wilson Amoras

12/MAIO/2022 10h: PAULO MAUÉS

15h: JURACI SIQUEIRA

13/MAIO/2022 10h: JOÉCIO ‘JOJOCA’ LIMA

15h: GENÉSIO SANTOS

PERFORMANCE

13/MAIO/2022 18h: O BOTO, COM PAULÃO

PAINEL

14/MAIO/2022 10h: “FILHOS DE WALCYR”

11h: Coletivo Cunhantã (musical)

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