Festival ‘Na Brea com a Magrela’ valoriza a cultura da bicicleta em Belém

Econômica, ecologicamente correta, movimenta o corpo e alivia a mente. Essas são apenas algumas das vantagens da bicicleta. Buscando celebrar a cultura do pedal, o Coletivo ParáCiclo idealizou o Na Brea com a Magrela - Festival Amazônico de Cultura da Bicicleta, que utiliza diversas linguagens artísticas como fotografia, audiovisual, teatro e intervenções urbanas para mostrar a importância deste modal para a sociedade como meio de transporte, lazer, esporte, renda e sustentabilidade. O Festival, que é um projeto contemplado pela Lei Aldir Blanc Pará, terá uma intervenção urbana neste sábado, 14, a partir das 14 horas, com a instalação de placas e está com uma exposição fotográfica montada na Almirante Barroso.


“Há muito tempo sonhávamos com um espaço onde a bicicleta fosse a estrela principal. A ideia de festival sempre esteve com a gente e a Lei Aldir Blanc de emergência cultural concretizou esse sonho. O Coletivo ParáCiclo atua junto à sociedade civil em favor dos direitos do ciclista com a perspectiva de cidade para pessoas. Nesse sentido, o Festival tem a função social de “sinalizar” a cidade com mensagens educativas, promovendo debates necessários para a inclusão do tema no circuito cultural e para despertar o olhar mais sensível para as dificuldades de quem pedala”, explica Júlia Freitas, coordenadora geral do projeto.

O Festival fez sua estreia com a exposição fotográfica Na Bréa com a Magrela, que conta com 8 painéis fotográficos expostos no Bosquinho ao lado dos Correios do Entroncamento, na Av. Almirante Barroso, uma área de grande circulação, inclusive, de quem utiliza bicicletas. As fotos foram feitas por Amarílis Marisa, Diogo Viana, Flávia Souza, Marton Maués, Netto Dugon e Ruth Costa e mostram as possibilidades deste modal em Belém: de meio de transporte a empreendedorismo. Cada fotógrafo enviou entre 5 e 10 fotos e o coletivo fez a seleção das oito fotos que participariam da exposição, que fica montada até o final de setembro, mês da mobilidade.

Neste sábado, 14, a partir das 14 horas, a organização do festival irá fazer uma intervenção urbana em alguns pontos de Belém. A ideia é, ao fixar as placas em lugares com grande fluxo de ciclista mesmo sem ciclovias ou ciclofaixas, promover a bicicleta e interagir com as pessoas que ocupam as ruas com as bicicletas, além de ser uma forma de maneira irreverente humanizar o trânsito. O ponto de encontro dos integrantes do coletivo e amantes do modal será na Almirante Barroso, esquina com a Perebebuí, em frente ao Bosque. A ação inicia com a instalação na ciclovia da Almirante Barroso e segue para São Brás. As placas trazem a motivação e a orientação como temas.

Websérie - É inclusive no mês da mobilidade, setembro, que a programação do Festival irá se desenvolver com a contação de história online “Breados Alados”, do ator Kleber Cajun, e o lançamento da websérie Bréa, de Felipe Pamplona, que contará com cinco episódios e mostra a importância da bicicleta do ponto de vista econômico e sustentável.

Desenhado para ser um evento presencial, o Festival precisou ser reformulado para um formato híbrido (virtual-presencial) por conta da pandemia. A programação é dividida em quatro eixos: apresentações artísticas; intervenção de arte sonora e audiovisual; Live Tour do Pedal Histórico e interações com os empreendedores da economia da bicicleta. Ações interligadas que buscam mostrar como Belém transpira por meio da bicicleta.

Todo o material será disponibilizado no site coletivoparaciclo.org e nas redes sociais do @coletivoparaciclo. O site terá uma nova aba exclusiva para o Festival Na Bréa, onde serão disponibilizados os vídeos das ações e os episódios da websérie, além do registro das entregas da exposição fotográfica, instalação de placas com conteúdos educativos e colagem de lambes por Belém.

“Nossas atividades irão ressaltar a importância do uso da bicicleta em Belém como o modal ativo de transporte sustentável, ressaltando sua importância para descomprimir o colapso de carros circulando pela cidade e reafirmando a urgência do uso de fontes limpas de energias”, revela Júlia. “Mais do uma opção de esporte, empreendedorismo, lazer; ela é matéria-prima para diferentes expressões artísticas e é mais que uma modalidade acessível de deslocamento e transporte, é ponte de conexões, afetos e amizades e culturas”, finaliza.

Coletivo ParáCiclo - O Coletivo ParáCiclo está há 10 anos atuando como incentivador e divulgador da cultura da bicicleta em Belém. Mais do que isso, instigando o desenvolvimento de ações temáticas e na luta por políticas públicas que favoreçam a mobilidade urbana e promovam qualidade de vida para todos.

Em setembro de 2019, mês da mobilidade, o Coletivo ParáCiclo disponibilizou os resultados da primeira contagem sistemática de viagens realizadas por bicicletas em Belém. Os resultados confirmam uma Belém que pedala, mais de 55 mil viagens que foram computadas em seis pontos de contagem distribuídos entre diferentes bairros da cidade.

Durante a pandemia, o uso da bicicleta foi destacado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o meio mais seguro de praticar esporte e se locomover, sendo o modal de deslocamento que garante maior distanciamento entre as pessoas, favorecendo as diretrizes do Ministério da Saúde no combate Covid-19.

Serviço:

| O quê: Na Brea com a Magrela - Festival Amazônico de Cultura da Bicicleta

| Onde: coletivoparaciclo.org e nas redes sociais do @coletivoparaciclo

| Data: De 14 de agosto a 30 de setembro de 2021

| Mais em: @coletivoparaciclo

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