Gaby Amarantos, Molho Negro e Victor Xamã também marcarão presença na 10ª edição do Festival Psica

O 10º Festival Psica anuncia, nesta terça-feira (25), mais três nomes que farão parte do line-up do maior evento de música preta e periférica da Região Norte. De volta ao Psica, a precursora do tecnobrega Gaby Amarantos apresenta a versatilidade sonora de “Purakê”. O rock and roll paraense do Molho Negro, que retorna a Belém em um show especial de 10 anos da banda e de lançamento de “Estranho”. E a estreia no palco do Psica do flow inconfundível de Victor Xamã, com o peso do rap amazonense. O Festival Psica ocorre entre os dias 16 e 18 de dezembro, em Belém. Os passaportes estão à venda em festivalpsica.byinti.com.


Com o anúncio, chega a onze os artistas já confirmados para a edição alusiva aos 10 anos de festival. Além de Gaby Amarantos, Molho Negro e Victor Xamã, Baco Exu do Blues, Liniker, MC Naninha, Madame Saatan e as mega aparelhagens sonoras Surreal Crocodilo, Super Pop Live e Mega Príncipe Negro são atrações já confirmadas no evento. O local do festival será divulgado nas próximas semanas.



Gaby Amarantos é um nome fundamental no cenário musical do Pará. Preta, periférica do Jurunas e com origem no tecnobrega, é considerada uma das precursoras no estilo, através do lendário grupo Tecnoshow. Hoje, a cantora promove uma verdadeira ocupação dos espaços que costumam ser negados aos artistas nortistas, incluindo trilhas sonoras na televisão, papéis de destaque em novelas e júri de realities musicais. Gaby apresenta as músicas de “Purakê”, seu mais recente álbum de estúdio, que traz parcerias com nomes como Alcione, Elza Soares, Ney Matogrosso, Dona Onete, Jaloo (que dirigiu e produziu o disco) e muito mais. Retornando aos palcos de Belém depois de 3 anos, Gaby Amarantos prepara uma surpresa com gostinho de nostalgia para os fãs paraenses na Psica.


Referência quando se fala em rock and roll paraense, o power trio Molho Negro, formado por João Lemos, Raony Pinheiro e Antonio Fermentão, retorna ao palco da Psica pela terceira vez. Em 2022, assim como o festival, comemora os 10 anos de criação da banda. O retorno do Molho Negro é Belém traz um grupo consolidado no cenário nacional, somando apresentação em grandes festival como Lollapalooza e Primavera Sound. Na Psica, o Molho Negro apresenta as músicas de “Estranho”, seu novo álbum de estúdio lançado no mês passado, assim como os sucessos dos outros quatro álbuns: o homônimo “Molho Negro” (2012), “Lobo” (2014), “Não é nada disso que você pensou” (2017) e “Normal” (2018).


“A expectativa para esse show é a melhor possível, voltar a tocar em Belém depois da fase mais difícil da pandemia… Parece que faz uma eternidade. A animação é ainda maior já que estamos com um disco novo. Enfim, com muita vontade de tocar e especialmente na Psica, um festival que eu vi acontecer desde a primeira edição e que hoje cresce e abraça a cidade”, destaca João Lemos.



E pra completar o trio, a potência nortista do rap amazonense de Victor Xamã estreia no palco da Psica. Um dos nomes a se apresentarem no espaço Nave do Rock in Rio deste ano, junto a Pantera Black e Nic Dias, Victor Xamã tem uma carreira bem sucedida e aclamada por ouvintes de rap e até pelos público de outros estilos. Uma das grandes vozes do movimento decolonial amazônida, Xamã canta sobre a exaltação da cultura da Região Norte. No festival, ele apresentará pela primeira vez na capital a parceria com a belenense Nic Dias, “Calor”.


Psica 10 Anos

Um dos festivais pretos mais influentes do país, o Psica é realizado tradicionalmente no final do ano, em dezembro. Em 2022, depois de dois festivais gratuitos, do Dia do Meio Ambiente (5 de maio) e Dia da Amazônia (4 de setembro), que reuniram mais de 40 mil pessoas, a expectativa é de uma grande festa na comemoração dos 10 anos do evento.


Inspirados no movimento neo-cabano, o Psica vem dialogando sobre decolonialidade há vários anos. Nesta edição comemorativa, as profundezas de rios, matas e estradas abrem caminhos para celebrar a cultura amazônica a partir das cidades do interior e de suas manifestações culturais de resistência secular. O sincretismo religioso e a tradição cultural de indígenas e negros que hoje temos com a Marujada, o Çaíré, a festividade de São Sebastião no Marajó são temas que pautam a 10ª edição.


“O Psica faz parte de um movimento cultural, político e social que está acontecendo nessa cidade. Então, dentro do festival a gente discute temas pra fazer com que as pessoas, cada vez mais, se identifiquem com esse movimento. Desde 2018 a gente vem fazendo isso e se olhar pra trás, a gente sempre fala de pautas decoloniais. A gente não tá inventando uma narrativa, apenas contando o que já acontece, mostrando o poder e toda a força da cultura local”, explica um dos diretores do festival, Jeft Dias. “A gente fala muito com o público local pra ele se olhar, se enxergar, se ver em lugares de protagonismo e ocupar os espaços, mostrando nossa forma de pensar cultura, pensar mundo, a humanidade, que essa forma de pensar chegue em outras pessoas. É um movimento de dentro pra fora”, conclui Gerson Junior, diretor do evento.



Sobre a Psica Produções

O Psica, muito além de um festival multicultural, é um movimento artístico preto e periférico nascido na Amazônia que vem alcançando influência em todo o Brasil. A Psica Produções também é responsável por um selo, a Psica Gang, que reúne 17 artistas da música e das artes visuais e que este ano assinou contrato de distribuição musical com a Warner Music Brasil.


Festival Psica 10 anos

16 a 18 de dezembro

Local: confirmado em breve


Ingressos

Passaporte Psica

Lote 2: R$140,00 (meia estudantil / solidária)

festivalpsica.byinti.com

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