Grupo paraense leva força afro-amazônica para o do Palco Giratório
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O grupo paraense Coletivo Croa estará na 28ª Edição do Palco Giratório, maior projeto de circulação de artes cênicas do país. O espetáculo Corpos de Tambor valoriza a criação cênica amazônica como expressão direta da relação entre corpo, natureza e ancestralidade. A obra leva ao palco a escuta dos sons da floresta e dos ritmos tradicionais da percussão, demonstrando como o estímulo sonoro transforma o movimento do corpo e constrói experiências sensoriais que conectam memória coletiva, território e arte contemporânea.

O Coletivo Croa coloca seis artistas em cena, que transitam entre as linguagens da dança, da performance e da percussão. O som dos batuques traz para o público a sonoridade afro-amazônica e cada um é considerado um corpo de tambor. Os artistas interagem com o público, que é considerado parte essencial da obra.
O lançamento nacional do Palco Giratório acontece no próximo dia 14, em Porto Alegre (RS). O Coletivo Croa é um dos 16 grupos que participam da 28ª edição do Palco Giratório. Os espetáculos desta edição do projeto vão circular por 113 cidades de todas as regiões do país. Serão 381 apresentações e 164 ações formativas até dezembro.
Para assistir em família
Nesta edição do projeto, 12 espetáculos têm classificação livre e são um convite à diversão em família. Obras como Frankinho – uma história em pedacinhos do Coletivo Gompa (RS) e Dandara na Terra dos Palmares (Arte Sintonia Companhia de Teatro/BA), abordam temas essenciais do cotidiano, como amizade, bullying, ancestralidade e o enfrentamento do racismo. Inspirado na obra Frankenstein, o espetáculo do coletivo gaúcho aproxima arte e ciência para estimular a criatividade do público. Já o trabalho da companhia de teatro baiana narra a trajetória de uma menina que sofre racismo na escola e encontra forças para enfrentar a experiência dolorosa ao se reconectar com sua origem e identidade.
O impacto das telas na relação entre as crianças e as famílias, tema extremamente atual, estará em cena com o espetáculo HA! (Grupo Artilharia Cênica/MG). Já Caixa Ninho, do grupo de Santa Catarina, utiliza as caixas de papelão para retratar sentimentos como cuidado e afeto.
Do Pará, Corpos de Tambor (Coletivo Croa) mostra a força amazônica com elementos da cultura popular do estado associado a elementos das danças de rua, destacando o poder poético dos batuques.
As montagens também trazem para a cena as relações familiares e os desafios contemporâneos, por meio de uma linguagem acessível e sensível. Entre os temas abordados estão a depressão, retratada no espetáculo No Coração da Lua (Grupo Estação de Teatro/RN); o Alzheimer, que é tema de A Maçã (William Seven/SP); e o Autismo, em Memórias em Maranhês: a casa (Grupo Cena Aberta/MA).
Lançamento conta com espetáculos e encontros sobre criação nas artes cênicas
A mostra de lançamento do 28º Palco Giratório acontece entre os dias 14 e 17 de abril, em Porto Alegre, com uma série de encontros dedicados à reflexão sobre a criação nas artes cênicas. Um dos pontos altos será o 7º Seminário Palco Giratório, realizado nos dias 15 e 16, na Zona Cultural, com atividades presenciais e online.
O seminário inclui a aula inaugural Dançar o tempo: encruzilhadas e espirais’, com Leda Maria Martins (MG). Ela é poeta, ensaísta e dramaturga e uma referência nos estudos sobre performance e artes cênicas. A programação traz ainda diálogos com Paloma Carpio, artista cênica peruana, pesquisadora e gestora cultural ligada à criação coletiva e à cultura comunitária, além de Francis Wilker (DF), diretor teatral, pesquisador e professor.
A mostra reúne também espetáculos de grupos e artistas do Rio Grande do Sul e de outros estados, com apresentações de teatro, dança e performance em diferentes espaços da cidade.















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