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Lia Sophia lança clipe "Ave Todas as Marias" nesta terça, 26, no Sons do Pará

A cantora e compositora Lia Sophia lança nesta terça-feira, 26 de setembro, o single/clipe 'Ave Todas as Marias', música da artista em parceria com o poeta Paes Loureiro, no Sons do Pará, projeto da TV Liberal. No dia 28 de setembro, o novo trabalho chega às principais plataformas de música e vídeo como uma grande homenagem às mulheres da Amazônia e foi selecionado no Edital de Patrocínio 2023 do Banco da Amazônia S/A. No sábado, 30, às 20 horas, haverá exibição do clipe “Ave Todas as Marias” precedida de roda de conversa com as Protagonistas do clipe na ExpoFavela 2023 na Usina da Paz do Jurunas.


“Ave Todas As Marias” faz um paralelo entre a mulher sagrada e a mulher terrena, a que é bendita entre as mulheres e a que enfrenta lutas e silenciamentos diários. A letra faz uma crítica e instiga para uma mudança social no sentido de valorização da mulher. Fala de diversas “Marias” que em seus cotidianos lutam por um mundo melhor.


No clipe, um punhado de mulheres extraordinárias, conhecidas do público e outras anônimas, aparecem e são exaltadas como agentes transformadores da sociedade. Mulheres que transmitem saberes, que inspiram e usam seus conhecimentos para abrir portas para outras.



"É uma música de louvação a todas as mulheres amazônidas: mulheres rurais, urbanas, ribeirinhas, juízas, professoras, acadêmicas, indígenas, mulheres pretas, afro religiosas", explica Lia Sophia. "No clipe, promovemos um encontro dessas várias mulheres, que compartilham suas histórias", conta.


“Minha poesia tem revelado temas rurais, sendo um de seus traços socioantropológicos, com transcendência política. Publiquei um livro, ‘Deslendário’, dedicado a essa temática. A oração poética ‘Ave Todas as Marias’, que entreguei à querida parceira Lia Sophia para completá-la com sua melodia, vem dessa dimensão da poesia. A parceria com Lia Sophia é como colocar asas musicais no poema e deixar que o pássaro canção voe para o céu, sem deixar de pousar no coração da terra. E sempre me emociona ao escutá-la”, confessa Paes Loureiro.


As gravações foram realizadas em agosto e contaram com cerca de 20 mulheres no elenco, representando a diversidade e força das amazônidas. As cenas foram gravadas em diversos locais de Belém: em cenário urbano, ribeirinho e rural.


"Escolhemos alguns pontos que são a cara de Belém como a Presidente Vargas, mas também o Combu e a Estrada da Ceasa, que tem uma comunidade ribeirinha totalmente ligada à tábua de maré dos rios, ao ir e vir nos furos, entre canoas e rabetas", explica Lia Sophia.



No clipe, estão presentes mulheres que têm papel fundamental na comunidade: a mãe, a avó, a trabalhadora rural, mas também estão presentes mulheres conhecidas como a professora, escritora e militante do movimento negro do Pará, Zélia Amador de Deus, a professora Lilia Melo, primeira mulher do norte a representar sua categoria no Global Teacher Prize, mais conhecido como Nobel da educação, a escritora e poeta, militante da representatividade indígena Márcia Kambeba, a juíza que luta no combate ao trabalho infantil, Vanilza Malcher, a ativista dos direitos humanos e das mulheres Lourdes Barreto e Isabella Santorinne, mulher trans militante da causa LGBTQIAPN+ e vencedora do Miss Beleza T Brasil.


“Foi uma grande experiência, fiquei muito feliz. A música é necessária e inspiradora, pois homenageia todas as mulheres. Letra e música muito potentes. Bela homenagem às mulheres”, elogia a professora Zélia Amador e Deus.


Já para Márcia Kambeba, participar do clipe foi um presente. “Vivemos tempos difíceis onde nosso feminino é violentado todos os dias. Nosso ser mulher precisa ser respeitado e essa música vem falar de uma forma sublime da importância desse feminino e da luta de todas essas ‘Marias’ que estão em todos os




lugares e chama para uma união de ecos, de mãos e fala desse empoderamento”, avalia Márcia. “Então, no eco de uma mulher indígena que vive todos os tipos de violências, inclusive a ambiental, eu me senti honrada. Agradeço a querida cantora e compositora Lia Sophia pelo convite”.


Mais do que homenagear, o clipe se propõe a valorizar e dar visibilidade às mulheres da Amazônia, região que sempre sofreu um grande apagamento no restante do país, especialmente por estar distante do sudeste do país, onde se concentra a grande mídia e as decisões políticas.


"Estamos falando de uma região muito peculiar, onde a floresta e o concreto coexistem, onde temos uma cultura fortíssima e saberes ancestrais que passam de geração para geração. É inadmissível que em 2023 o Brasil não conheça e não respeite as mulheres amazônidas que enfrentam as violências em uma proporção

às vezes bem maior por conta de questões geográficas e faltas de políticas públicas que não chegam pra essa parte do Brasil esquecida ", critica Lia Sophia.


“Esse clipe é um abraço afetivo entre nós mulheres. É sobre cuidado, fé e amor! É sobre a ciência de que o centro do universo é um ventre, ou seja, é materno… É sobre acreditar que cada uma de nós somos uma coluna que sustenta a força ancestral, por isso, precisamos estar de pé. Nossas conexões mantém o equilíbrio necessário para a evolução. Lia Sophia nos presenteia com esse abraço forte conectando nossos corações em uma só vibração. Em essência, a música se resume em uma frase de Carmina Moreira: “Até que todas estejam salvas!”, lembra a professora Lília Melo, uma das homenageadas do clipe.


"No momento em que os olhos do mundo se voltam para a Amazônia, devemos dizer que somos mais que uma floresta de interesse mundial, somos uma sociedade que tem historicamente em sua base mulheres fortes e guerreiras, as icamiabas, mulheres que decidiam o seu caminho, seu tempo de procriação e quem lhes daria prazer. Esse senso de poder e força feminina permanece na essência da mulher amazônida", completa Lia Sophia.


Produção - Lia Sophia usou um manto produzido pelo estilista Ruy dos Anjos em que está escrito o nome de diversas mulheres, de nomes comuns como as Marias e Raimundas, e ativistas como Dorothy Stang e Jane Júlia de Oliveira, assassinadas no Estado do Pará por conflito agrário.


Com fotografia de Thiago Pelaes, roteiro de Lia Sophia, Taísa Fernandes e Sonia Ferro e um elenco de 20 mulheres, o clipe será lançado no dia 28 de



setembro no canal do Youtube da cantora e a música nas principais plataformas de música.


No sábado, 30, às 20 horas, haverá exibição do clipe “Ave Todas as Marias” precedida de roda de conversa na ExpoFavela 2023 na Usina Da Paz do Jurunas.


O projeto conta com o patrocínio do Banco da Amazônia e Governo Federal, através do edital de seleção pública de patrocínios.


Cronograma de Lançamento

26/09 (terça-feira): lançamento do clipe no Sons do Pará (TV Liberal)

28/09 (quinta-feira): lançamento do single/clipe nas principais plataformas de streaming de música e no YouTube da artista

30/09 (sábado) - 20h: exibição do clipe "Ave Todas as Marias" precedida de roda de conversa na programação da ExpoFavela (Usina da Paz do Jurunas)

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