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“Lucia di Lammermoor”, de Gaetano Donizetti, estreia no XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz


O centro da história é o amor impossível entre jovens de famílias rivais, mas o caminho é bem diferente de “Romeu e Julieta”. ‘Lucia di Lammermoor’, ópera de Gaetano Donizetti (1797-1848) é baseada no romance ‘A Noiva de Lammermoor’, de sir Walter Scott (1771-1832), o foco principal é a loucura que toma conta da protagonista e, de certa forma, de todos ao seu redor. Este clássico, encenado desde 1835, é a última montagem operística que o XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz apresenta ao público paraense nos dias 22, 24 e 26 de setembro, às 20h, no Da Paz, em três récitas. O Festival de Ópera do Theatro da Paz é uma realização do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) em parceria com o próprio Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM). A ópera Lucia di Lammermoor tem o apoio da Embaixada da Áustria em Brasil e do Consulado honorário da Áustria no Pará.



Com libreto de Salvatore Cammarano, ‘Lucia di Lammermoor’ se configura como uma obra do Bel Canto italiano, tipicamente romântica, movimento que imperou nas artes, inclusive na ópera, entre o final do século XVIII até meados do século XIX. Entre as principais características desse movimento, está a ênfase no caráter emocional e romântico de todas as matérias e aspectos da vida humana. Imbuída desse espírito, ‘Lucia di Lammermoor’ foi composta por Donizetti no estilo melodramático característico da ópera romântica italiana do início do século XIX.

A história é ambientada na Escócia, no final do século XVII. A trama enfoca o turbulento romance entre Lucia Ashton e Edgardo di Ravenswood, único sobrevivente da família Ravenswood e inimigo mortal dos Ashtons. Trata-se de uma ópera trágica em três atos, que se inicia nos jardins do castelo de Ravenswood, antes pertencente a esta família, e agora usurpado pelos Ashtons. Lucia di Lammermoor tem uma das mais famosas cenas de loucura do mundo da ópera. Enganada pelo irmão, Enrico, Lucia acabou se casando com Arturo. Mas, a presença de Edgardo, seu verdadeiro amor, faz com que a jovem perceba o erro, mate o marido e enlouqueça de amor.

À frente da regência, o maestro Miguel Campos Neto, que também assume a direção musical do espetáculo, acredita que “Lucia” é capaz de ganhar qualquer espectador (iniciado ou não) pelo coração. “Essa ópera é maravilhosa, com história muito passional e uma música encantadora e incrivelmente linda para solos, duetos, coros. Todo drama psicológico é ornamentado pela música”, e continua. “É uma ópera muito importante para a nossa sociedade, assim como ela foi no século XIX. É a história de uma mulher forçada a se casar com um homem que ela não ama por causa de interesses da família, interesses pecuniários principalmente. E aí fica a pergunta, nós já superamos isso?”, questiona o Maestro.



De acordo com o maestro Miguel Campos Neto, o pesquisador Guto Ó de Almeida, informou que na primeira fase da ópera em Belém do Pará ‘Lucia di Lammermor’ foi apresentada em doze temporadas, a partir de 1881. “Lucia di Lammermor é uma ópera que fez muito sucesso no Pará, foi muito aclamada pelo público paraense. E isso é muito bom, até porque eu tenho certeza de que vai acontecer mais uma vez, e vai conquistar o público. Ela não esteve na primeira temporada de Ópera do Teatro da Paz, que foi em 1880, mas na segunda ela já estava, em 1881”, e continuou. “Dessas doze temporadas, tem uma sequência de anos na qual ela foi apresentada todos os anos. Todo ano tinha Lucia di Lammermor, por seis anos seguidos em Belém. Então isso é aclamação popular”, finalizou o maestro

Em três récitas, o papel-título será cantado pela soprano Lyz Nardoto, que interpretará a personagem inspirada em Walter Scott (1771-1832). Ela fará uma jovem e nobre escocesa vitimada por uma intriga do irmão e que enlouquece de amor. É paraense o tenor Hélenes Lopes, radicado em Goiania (GO), interpretará Edgardo de Ravenswood, o inimigo da família pelo qual Lucia mantém uma paixão proibida e plenamente correspondida.



O baixo alagoano Fellipe Oliveira, fará o papel do capelão Raimondo Bidebent. Já o barítono paraense Idaias Souto, será lorde Enrico Ashton, o irmão de Lucia (pronuncia-se "Lutchía", à italiana), que quer casá-la com lorde Arturo Bucklaw, interpretado pelo paraense Antônio Wilson. Para tanto, forja cartas que comprovariam a suposta infidelidade de Edgardo, de família inimiga por conta de desdobramentos de conflitos religiosos ocorridos no século 17. Fecham o elenco os brasileiros o tenor Alexsandro Brito, interpretando Normanno, e a mezzo-soprano Carolina Faria no papel de Alisa.


Ficha Técnica

Música: Gaetano Donizetti

Libreto: Salvatore Cammarano


Maestro: Miguel Campos Neto

Maestro Assistente: Rafael Braga

Direção de Cena: Bruno Berger

Assistência de Direção: Jéssyca Meireles

Figurino: Fernando Leite

Assistência de Figurino: Ana Paula Araújo

Mapa de Luz: Kuka Batista

Cenografia: Carlo Alberto Dalarmelino Jr.

Visagismo: Omar Júnior

Regente do Coro: Vanildo Monteiro

Pianista Correpetidor: Ana Maria Adade

Legenda: Gilda Maia

Direção de Palco: Claudio Bastos

Contrarregra: Laura Rodrigues


Elenco

Lucia di Lammermoor: Lys Nardoto

Edgardo: Hélenes Lopes

Enrico: Idaías Souro

Arturo: Antônio Wilson

Raimondo: Fellipe Oliveira

Normanno: Alexsandro Brito

Alisa: Carolina Faria


Valores dos ingressos:

Plateia, varanda, frisas e camarotes de primeira ordem: R$70 • Inteira | R$35 • Meia Camarotes de segunda ordem: R$50 • Inteira | R$25 • Meia Galeria: R$40 • Inteira | R$20 • Meia

Paraíso: R$30 • Inteira | R$15 • Meia

Proscênio PCD: R$35 • Meia


Serviço:

O espetáculo estreia no dia 22 de setembro e terá ainda mais duas récitas nos dias 24 e 26 de setembro, às 20h. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do TP e por meio do site: www.ticketfacil.com.br. Dúvidas e informações sobre venda de ingressos: (91) 98590-3523.

E-mail: bilheteriatdapaz@gmail.com . O Festival de Ópera do Theatro da Paz é uma realização do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) em parceria com o próprio Da Paz e Academia Paraense de Música (APM).


Texto: Úrsula Pereira (Ascom Theatro da Paz)

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