Marcelo Falcão e Criolo agitam o Festival Ambienta neste sábado (15), em Belém

O Espaço Náutico Marine Club, em Belém, vai ser palco de mais uma programação da Sonique Produções: o Festival Ambienta - Música, Arte e Meio Ambiente, marcado para o dia 15 de outubro. A segunda edição do evento apresenta Criolo, Marcelo Falcão, e diversas atrações locais, como Strobo, Orquestra Aerofônica, Guitarrada das Manas e Dj Albery. Mas para fazer jus à bandeira que levanta desde o nome do Festival, o Ambienta também traz uma série de atividades que envolvem o meio ambiente, como um dia de limpeza na Ilha do Combu e oficinas com uso de latas e material reciclado.

A programação começa no dia 13, com a ação de limpeza com voluntários no Combu; a oficina Elaboração de instrumentos feitos com material reciclado, com o oficineiro Zet; e a oficina Arte na Lata, com o oficineiro Renato Rosas. Também no mesmo dia, o Festival realiza o Fórum Ambienta, com a palestra “O desafio das grandes reportagens na Amazônia”, ministrada pelo jornalista convidado, Chico José.



Na véspera do evento principal, sexta-feira (14), o Teatro Gasômetro é palco de dois shows musicais: Trio Manari, já conhecido pelo público da capital e do Estado, e Grupo Experimental de Música (GEM). Diretamente de Santo André, no ABC Paulista, os integrantes aterrissam em solo paraense para mostrar a mistura de música, lutheria e artes visuais de seu trabalho. Materiais reciclados do cotidiano urbano também são base para a construção de seus instrumentos musicais, que compõem sua instalação sonora e integram a performance do grupo.

O GEM criou sua primeira instalação sonora em 2003. Sete anos depois, partiu para a segunda e, já em 2019, chegou à terceira e nova instalação sonora. Tem como eixo a promoção da arte integrada aos valores de preservação ambiental, através da reutilização de matéria-prima descartada, encontrada no cotidiano urbano. Além de performances ao vivo, o grupo também realiza oficinas de instrumentos musicais com utilização de materiais alternativos; exposições e trilhas sonoras para cinema, dança e teatro.

Já o Trio Manari, desde 2000, mergulha na sonoridade amazônica para retirar do universo do Negro, do Índio, do Caboclo Marajoara e de suas crenças e lendas o material sonoro para a releitura de canções populares. Além de atuar no meio artístico, o grupo ministra oficinas de percussão, em que teoria musical e manipulação de instrumentos são ensinadas para jovens e adultos em vários projetos dentro de Belém. Os ritmos tradicionais da região como o Carimbó, o Lundu e o Samba de Cacete, viram objetos de estudo para os alunos, que são estimulados a criar uma sonoridade própria a partir deles.




Evento principal

Criolo desembarca na capital paraense e traz com ele seu último álbum, "Sobre Viver", na bagagem. O disco é uma espécie de terceiro capítulo da trilogia aberta no já clássico “Nó na Orelha” (2011) e seguida no posterior “Convoque Seu Buda” (2014). “Meu rap vai me levar aos confins do mundo pra dizer que só o amor pode te afastar do canhão de um 12, de um tiro, de uma arma, de uma desilusão”, afirma o artista.

Na canção “Aqui quem fala é um sobrevivente”, Criolo canta com a garganta sufocada. A poesia concentrada nos trinta e tantos minutos de “Sobre Viver” se desenrola em camadas e camadas (leia o faixa-a-faixa escrito pelo próprio Criolo), fazendo deste álbum um dos mais contundentes documentos artísticos do nosso tempo no nosso lugar.

Já o cantor Marcelo Falcão volta a Belém para apresentar ao público o projeto autoral lançado em agosto de 2021, "Em Busca da Luz", que começou a rodar o país em abril do ano passado. Com a proposta de trazer a poesia para a tecnologia imersiva, o cantor questiona barreiras e busca justamente a inclusão social. Com direção criativa de Énoix Collab, direção de arte de Gabriel Tatu Otero e ilustração analógica de Camilla Duarte e Rafo Siqueira, o clipe em formato 360° pode ser experienciado em realidade virtual através do Youtube VR, com óculos VR, e também sem os óculos, com o próprio cursor do seu computador ou celular.

As atrações locais ficam a cargo de uma turma de artistas que são figuras de destaque no cenário local, e também a nível nacional. É o caso da Guitarrada das Manas, que traz o experimentalismo instrumental aliado a sonoridade regional. Formado pelas multi instrumentistas Beá, nos sintetizadores e programações, e Renata Beckmann, na guitarra, o projeto é considerado ousado e pioneiro em executar o gênero, comumente tocado, até então, apenas por homens.

Símbolo do protagonismo feminino em um cenário amazônico, o Guitarrada das Manas pesquisa os ritmos regionais difundidos pela Amazônia, além de buscar responder à dúvida que as inquieta sobre a participação de mulheres em projetos musicais envolvendo a Guitarrada. Criado em 2017, após convite da cantora Aíla para formar uma banda integrada por mulheres para uma apresentação no Festival M.A.N.A. (Mulher, Artes, Narrativas, Ativismo), foi o ponto de partida para outros convites, e elas não pararam mais.

Com influências externas a Guitarrada, as duas integrantes buscam dialogar com outros gêneros, tais como Brega, Cumbia, Merengue, Lambada, Carimbó, Pop, além de sons contemporâneos. Atualmente, as Manas produzem e compõem seu repertório autoral.

No line-up regional também tem Orquestra Aerofônica, que nasceu em março de 2018 com a “festa eletro metaleira”. O trabalho é resultado da soma das ideias de André Alcântara (percussão, produção e composição) e do DJ Pro Efx (bases e samplers, produção e composição), mas a banda também é formada por 5 músicos de sopro: dois saxs tenores, um sax barítono, um trompete e um trombone.

A sonoridade é uma fusão de música eletrônica e ritmos paraenses e brasileiros, o que leva o público a acessar uma linguagem popular e um estilo pré-definido. Com reggaetons, bregafunks, merengues, carimbós e cúmbias, a banda traz um show que agrada por reunir essa gama de ritmos com temas marcantes, mas também por sempre mostrar muita energia no palco, promovendo sempre grandes performances.



Programação completa

13/10

Dia de limpeza com voluntários na Ilha do Combu

Elaboração de instrumentos feitos com material reciclado. Oficineiro: Zet

Oficina Arte na Lata. Oficineiro: Renato Rosas

Fórum Ambienta: convidado nacional Chico José, com a palestra “O desafio das grandes reportagens na Amazônia “.

14/10

Shows musicais no Teatro Gasômetro:

Grupo Experimental de Música (GEM) (SP).

Trio Manari

Continuação das oficinas

15/10: Espaço Náutico Marine Club

Marcelo Falcão (RJ)

Criolo (SP)

Orquestra Aerofônica

Guitarrada das Manas

DJ Albery



Serviço

II Festival Ambienta - Música, Arte e Meio Ambiente

Local: Espaço Náutico Marine Club

Data: 13, 14 e 15 de outubro

Atrações: Grupo Experimental de Música (GEM) (SP) e Trio Manari, no Teatro Estação Gasômetro; Criolo, Marcelo Falcão, Strobo, Orquestra Aerofônica, Guitarrada das Manas e Dj Albery, no Espaço Náutico Marine Club.

Atividades pré-festival: dia de limpeza na Ilha do Combu, oficinas com material reciclado e palestra no Fórum Ambienta, com o jornalista convidado Francisco José.

Patrocínio: Banpará, através da Lei Rouanet; Tim, através da Lei Semear; cerveja oficial: Heineken.

Apoio: Boulevard Shopping e Rádio Cultura.

Pontos de venda:

Pátio Belém (Clube Melissa); Boulevard Shopping (Clube Melissa); Parque Shopping (Clube Melissa); Bosque Grão Pará (Jef); Metrópole (Ótica Diniz), além do site e aplicativo do bilheteria digital. Ingressos disponíveis para pista, lounge e camarote fechado para 14 pessoas.


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