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Mostra Catarse reúne teatro, dança e K-pop em quatro sessões no Teatro Waldemar Henrique

  • há 13 horas
  • 4 min de leitura


Teatro, dança, K-pop, palhaçaria e diferentes gerações de artistas ocupam o palco do Teatro Experimental Waldemar Henrique nos dias 20 e 21 de agosto, durante a segunda edição da Mostra Catarse. Realizada pelo Coletivo de Teatro Catarse, a programação reúne quatro sessões com apresentações desenvolvidas pelas turmas da Escola Catarse, projeto criado pelo coletivo para democratizar o acesso à formação artística em Belém.

A mostra funciona como culminância dos módulos oferecidos pela Escola Catarse, colocando em cena o que crianças, jovens e adultos desenvolveram ao longo das aulas. Nesta segunda edição, a programação ganha novas linguagens e aposta em uma proposta que, segundo o diretor-geral do Catarse, Gabriel Serrão, também é uma experiência pouco comum na cena cultural da cidade: integrar turmas de dança às de teatro na construção dos espetáculos.



“Na primeira Mostra Catarse, a gente fez apenas as turmas de teatro e uma de K-pop. Agora temos a oportunidade de lançar as turmas de dança também e algo que eu digo que é inovador, que é colocar as turmas de dança dentro das turmas de teatro”, explica Gabriel.

A programação começa na quinta-feira (20), às 18h, com a apresentação da turma de K-pop, seguida pela turma de teatro juvenil e pela turma de dança de salão no espetáculo “Romeu & Julieta: Uma história paraense”. Às 19h30, é a vez da turma de palhaçaria apresentar “O Cabaré dos Palhaços”.

Na sexta-feira (21), também às 18h, a turma de Jazz Funk abre a programação. Em seguida, as turmas de teatro infantil e Ballet Baby apresentam “O Mágico de Oz”. A mostra se encerra com a turma de teatro adulto e a turma de dança contemporânea no espetáculo “A Revolução dos Bichos”.


Arte produzida a partir da periferia

Criado por três jovens da periferia de Belém, o Coletivo de Teatro Catarse nasceu a partir das experiências dos próprios integrantes com a cultura e com o teatro. O grupo foi reconhecido como Ponto de Cultura pela Secretaria de Cultura do Estado do Pará em 2024 e, no ano seguinte, recebeu o reconhecimento nacional do Ministério da Cultura.

Ao longo de sua trajetória, o coletivo desenvolveu espetáculos autorais e participou de festivais, acumulando premiações e indicações. Entre os trabalhos estão “O Gato de Botas”, “Léo e Bia”, “O Conto do Sol e da Lua” e “Licença pra chegar”, espetáculo autoral estreado em 2025 no Teatro Experimental Waldemar Henrique e inspirado nas vivências do grupo, além de referências como a obra de Oswaldo Montenegro e o álbum AmarElo, de Emicida.



Para Gabriel Serrão, a criação do Catarse também nasceu do desejo de transformar experiências negativas vividas em outros espaços de formação teatral em uma nova possibilidade de fazer arte.

“O nosso símbolo é um fogo, porque baseado nas minhas vivências, nas minhas experiências do teatro, eu passei por vários grupos. Tive experiências positivas, mas também tive experiências muito negativas. Então eu falei: não adianta nada eu apenas ficar falando mal de algo e não fazer algo novo. Por isso, o nosso símbolo é um foguinho, que é justamente para queimar aquilo que eu não concordava e construir algo novo”, conta.

Essa mesma perspectiva está presente na Escola Catarse, criada em 2026 depois que o coletivo foi contemplado em um edital de premiação para Pontos de Cultura. O projeto possibilitou ao grupo conquistar um espaço físico próprio e oferecer formação artística com mensalidades abaixo dos valores praticados pelo mercado, destinadas principalmente ao custeio da estrutura e dos profissionais envolvidos.

Os professores e monitores são integrantes oficiais do coletivo e possuem formação superior em suas respectivas áreas de atuação. Ao final dos módulos, a Mostra Catarse coloca os estudantes no palco para compartilhar com o público o resultado desse processo de aprendizado.



“A arte se faz em coletivo”

Mais do que uma apresentação de encerramento, a Mostra Catarse representa, para o diretor, a materialização de um projeto construído coletivamente ao longo dos últimos anos.

“Ver o Catarse, ver essa mostra, ver esse tanto de gente que vai estar no palco nesses dois dias e o tanto de gente que vai passar pelo teatro e assistir a gente, é realmente a construção e realização de um sonho”, afirma Gabriel.

A proposta de democratização também se estende ao público. Os ingressos das apresentações custam R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada), com promoção de compra antecipada para ampliar o acesso de pessoas de baixa renda. A exceção é o espetáculo “A Revolução dos Bichos”, que terá ingressos a R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada).

“Eu sempre digo que a arte se faz em coletivo. Não tem como fazer arte se não tiver quem assista e que faça ela também”, destaca Gabriel.

A escolha dos valores está alinhada à própria trajetória do Catarse, que busca produzir arte a partir da periferia e para a periferia, aproximando novos públicos dos espaços culturais e do fazer artístico.

“A gente sempre fez arte para a periferia (...) Nossos ingressos são de valores ainda considerados baixos no mercado de arte em Belém, no Pará, justamente para as pessoas que a gente quer que vão ao teatro nos assistir”, afirma.



SERVIÇO

Mostra Catarse 2026Quando: 20 e 21 de agosto de 2026Onde: Teatro Experimental Waldemar Henrique — Belém (PA)Formato: Mostra de teatro e dançaClassificação: Livre

20 de agosto — quinta-feira18h — K-pop + Teatro Juvenil + Dança de Salão — Romeu & Julieta: Uma história paraense19h30 — Palhaçaria — O Cabaré dos Palhaços

21 de agosto — sexta-feira18h — Jazz Funk + Teatro Infantil + Ballet Baby — O Mágico de Oz— Teatro Adulto + Dança Contemporânea — A Revolução dos Bichos

Ingressos:R$ 50 (inteira) | R$ 25 (meia-entrada)A Revolução dos Bichos: R$ 60 (inteira) | R$ 30 (meia-entrada)

Ingressos podem ser adquiridos com o elenco ou virtualmente, via Pix, pelo Instagram @_ciacatarse.

Direção: Gabriel SerrãoProdução: Lua Nepomuceno

 
 
 

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