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Mostra Cine Caeté estreia na Vila dos Pescadores, em Ajuruteua


A programação inclui exibição de filmes, oficinas e bate-papos em três cidades: Bragança, Eldorado dos Carajás e Belém. Com entrada franca. Estreia nesta sexta-feira, 29, a 1ª edição da Mostra Cine Caeté, uma realização da Sapucaia Filmes, contemplada com o Prêmio Mergulho, da Fundação Cultural do Pará (FCP). O projeto aporta nas cidades de Bragança, Eldorado dos Carajás e Belém incluindo uma mostra ambiental com cinco filmes, entre curtas, médias e longas-metragens, todos produzidos no Pará. Além disso, terá bate-papo com os realizadores convidados e três oficinas, que irão culminar na criação e exibição de dois filmes, nos dias 20 e 21/10 na Casa das Artes, espaço gerido pela FCP. A programação é inteiramente gratuita.



A estreia do evento ocorre na Vila dos Pescadores, na Praia de Ajuruteua, em Bragança, com a realização de três oficinas: Jornalismo Ambiental, Vídeo de Bolso e Realização de Filmes Antropológicos, a partir desta sexta-feira, 29.

Ao longo do sábado, dia 30, ocorre a mostra cinematográfica com exibição de cinco filmes: “Andiroba”, de Luiz Saraiva, Jessica Leite e Paulo Oeiras, “A mãe de todas as lutas”, da carioca Susanna Lira, “Katu, nós somos o povo Ka’apor”, de Alessandro Campos, “A pandemia e os conflitos no território Jambuaçu, no Pará” e “Mangues, Mundus”, ambos de Cícero Pedrosa Neto e San Marcelo. As exibições ocorrem com a parceria do projeto Mangues da Amazônia.

Ainda no sábado, 30, às 21h, ocorre um bate-papo com os realizadores Luiz Saraiva, Cícero Pedrosa Neto e Alessandro Campos, compartilhando suas experiências cinematográficas, especialmente dos seus filmes em exibição na mostra: “Andiroba”, “A pandemia e os conflitos no território Jambuaçu, no Pará”, “Mangues, Mundus” e “Katu, nós somos o povo Ka’apor”. No domingo (1º/10), pela manhã, ocorre a finalização das oficinas.




Eldorado dos Carajás: Em outubro, a programação se repete na Escola Osiel Lopes Pereira, localizada no Assentamento 17 de Abril, em Eldorado dos Carajás.

Dia 13/10 (sexta), com as oficinas. Dia 14/10 (sábado), com a exibição dos filmes e o bate-papo, às 21h, desta vez, com Cícero Pedrosa Neto, Susanna Lira e San Marcelo. E domingo, 15/10, com o encerramento das oficinas.

Belém: Dia 20/10 (sexta-feira), a Mostra Cine Caeté aporta na Casa das Artes, da FCP, com bate-papo, às 20h, com os realizadores Cícero Pedrosa Neto, San Marcelo e Alessandro Campos. Dia 21/10 (sábado), ocorre a mostra cinematográfica; além dos cinco filmes convidados, serão exibidas mais duas produções, fruto das oficinas realizadas em Bragança e Eldorado dos Carajás.



CURADORIA

O cineasta San Marcelo, coordenador da Mostra Cine Caeté e co-fundador da Sapucaia Filmes, comenta sobre a curadoria do projeto, com filmes realizados no Pará. “Eu estava pensando em fazer um tipo de mostra que fosse nossa pegada.

Nos últimos tempos, a gente viu que a Sapucaia fez muitos filmes voltados para esse lado ambiental, então acho que essa é nossa pegada. E busquei parceiros meus que tinham filmes também nessa linha”.

Entre essas escolhas está o filme “A mãe de todas as lutas”, que apesar de ser da carioca Susanna Lira, foi filmado no Pará. “A ideia [ao escolher esse filme] foi voltar com ele para Eldorado dos Carajás. A gente sempre quis voltar com ele para mostrar para a personagem que a gente acompanhou lá [Maria Zelzuita, mulher que está no front da luta pela terra no Brasil]. Ela nunca chegou a assistir”, conta San Marcelo, que assina fotografia adicional do filme, cuja estreia ocorreu no canal pago


Curta.

Já a exibição de “Andiroba”, destaca-se por ser a oportunidade para um realizador que está começando. “Ele [Luis Saraiva] participou de uma oficina com a parceria nossa [da Sapucaia], além de ter sido meu orientador de mestrado”, pontua San Marcelo. O filme destaca a experiência da agricultora e extrativista dona Maria, mostrando sua habilidade em extrair o óleo de andiroba e seu uso medicinal pela comunidade.

“A pandemia e os conflitos no território Jambuaçu, no Pará”, que tem co-direção de San Marcelo, destaca-se por ter sido gravado a partir de filmagens em 16 comunidades quilombolas da região de Moju. “É um filme que chega falando de pandemia, mas também das mineradoras, linhas de transmissão, entre outras empresas que dificultam a convivência no território. Apesar de ser um filme pequeno, ele é bem impactante”, acrescenta o cineasta.

“Mangues, Mundus”, assinado também por San Marcelo com Cícero Pedrosa Neto, mostra a trajetória de Marly Lúcia pela proteção dos mangues amazônicos. Por fim, a Mostra Cine Caeté traz “Katu, nós somos o povo Ka’apor”, de Alessandro Campos. O filme foi realizado a partir do pedido de lideranças Ka’apor da aldeia Axinguirendá, T.I. Alto Turiaçu, situada no Maranhão, que se organizaram para fazer o próprio filme.

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