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Mostra Ecofalante leva cinema ambiental a escolas e universidades do Pará

  • 26 de ago. de 2025
  • 9 min de leitura

O Programa Ecofalante Universidades amplia sua

atuação no Pará em 2025, levando discussões socioambientais através do cinema a

instituições de ensino em seis cidades: Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides,

Tomé-Açu e Breves. As sessões educacionais, que integram a Mostra Ecofalante

Pará 2025, acontecerão principalmente entre 21 de agosto e 3 de setembro, com

algumas atividades programadas fora desse período.


A extensão educacional da Mostra Ecofalante de Cinema utiliza filmes da plataforma

gratuita Ecofalante Play para promover debates sobre emergência climática,

racismo ambiental e educação ambiental. Com a proximidade da COP 30, que será

realizada em Belém em novembro o programa ganha relevância especial na

preparação da comunidade acadêmica para as discussões climáticas globais.

Diversidade temática - A programação educacional da Mostra Ecofalante Pará

2025 conta com um acervo diversificado de 14 produções audiovisuais, incluindo

animações, documentários e curtas-metragens que abordam diferentes aspectos da

questão ambiental. Entre as animações voltadas para o público infantojuvenil,

destacam-se "Floresta que refresca", que aborda mudanças climáticas e

agroflorestas, e "Vellozia", que retrata as aventuras de crianças no Cerrado

enfrentando desafios ambientais. Já "Aurora - A Rua Que Queria Ser um Rio"

apresenta uma reflexão poética sobre urbanização através da perspectiva de uma

rua que sonha em voltar a ser rio.

Conexões amazônicas - Para o público do ensino médio e universitário, a mostra

oferece documentários que dialogam diretamente com a realidade amazônica e

paraense. "A Floresta Que Você Não Vê – Narrativas do Médio Xingu" retrata

histórias de resistência de pessoas que defendem modos de vida sustentáveis na

Amazônia, enquanto "Vida sobre as águas" celebra a arquitetura única das

comunidades ribeirinhas. Outras produções como "Essa Terra é Meu Quilombo" e

"Águas Turvas" abordam questões de territorialidade quilombola e poluição

marinha, respectivamente, ampliando o debate para temas como racismo ambiental

e justiça social. A série "Carbono: o que você precisa saber" oferece informações

técnicas sobre mercado de carbono direcionadas especificamente para

comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas.

Parceria - Após o sucesso das sessões realizadas durante a VI Conferência

Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, em junho, a Secretaria de Estado de

Educação do Pará (SEDUC-PA) estabeleceu parceria para um projeto piloto que

abrange escolas estaduais em quatro municípios.

Segundo Taiana Ribeiro, especialista em Educação Ambiental e integrante da

Coordenação de Educação Ambiental da Seduc: “A Mostra de Cinema Ecofalante

com o uso de curtas-metragens na educação contribuem como ferramentas

pedagógicas envolventes e acessíveis , que apresentam temas complexos,

promovendo o pensamento crítico e desenvolvendo valores nas crianças e jovens.

Além de poder ser utilizados em diversas disciplinas e proporcionar experiências de

aprendizagem significativas e memoráveis”.

O projeto divide as escolas participantes em dois grupos: aquelas que realizarão

sessões no Cine Líbero Luxardo, incluindo a EEEM Dr. Ulysses Guimarães e a

EEEF Barão do Rio Branco, entre outras sete instituições; e escolas que sediarão

as atividades em suas próprias instalações, como a EEEFM Profa. Antônia Paes da

Silva e a EEEFM José Alves Maia, em Belém, além de escolas em Ananindeua

(EEEFM Dom Alberto Gaudêncio Ramos) , Benevides (EEEMT Profa Ana Teles) e

Marituba (EEEM Agroindustrial Juscelino Kubitscheck de Oliveira) .

Uma parceria especialmente significativa foi estabelecida nesta edição com a escola

estadual Antonio Carlos Gomes da Costa, através da Coordenação de Educação

Ambiental da SEDUC-PA, em convênio com a Fundação de Atendimento

Socioeducativo do Pará (FASEPA). Esta instituição atende jovens em cumprimento

de medidas socioeducativas, garantindo o direito à educação durante o período de

internação. As sessões cinematográficas representam uma oportunidade única de

reflexão sobre questões ambientais e sociais, contribuindo para o processo de

ressocialização e ampliação da consciência crítica desses jovens.


"Investir no cinema como ferramenta educacional é também investir no mercado

audiovisual local a médio e longo prazo. Os jovens que participam da Mostra

Educativa podem se inspirar e isso pode criar uma possível demanda futura tanto

por formação especializada, quanto por conteúdo audiovisual socioambiental,

contribuindo para fortalecer as fundações para o desenvolvimento sustentável do

setor localmente", comenta Patricia Lio, coordenadora da Mostra Ecofalante Pará.

Os filmes foram selecionados considerando as diferentes etapas de ensino -

Fundamental I e II, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA) - e

organizados por temáticas específicas. A SEDUC-PA e a Ecofalante planejam

formalizar um acordo de cooperação para expandir o projeto nos próximos anos,

incluindo o uso permanente da plataforma Ecofalante Play como ferramenta

pedagógica.

Marituba - Serão 3 sessões nas Usinas da Paz de Marituba, com programação para

alunos do Fundamental I e Ensino Médio, atendendo em média 400 crianças. O

mesmo número de sessões será realizada no Cine Umari, ligado a Secretaria de

Cultura de Marituba. As sessões educativas de Marituba tem a parceria da

Secretaria de Educação de Marituba.

Usinas da Paz - Além das sessões na Usina da Paz de Marituba serão realizadas

sessões na Usina da Paz de Cabanagem com filmes voltados à temática indígena.

Universidades - Na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), campus

de Tomé-Açu, será exibido o filme "Território: Nosso Corpo, Nosso Espírito",

escolhido pela professora Luciene Soares, devido à proximidade com a realidade

local. "As comunidades indígenas daqui da região estão em luta jurídica por seus

direitos ao território em que vivem milenarmente", explica a docente, destacando o

protagonismo de duas cacicas locais nas lutas territoriais.

A Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) incorporará sessões

cinematográficas na Pré-COP30, evento programado para 28 e 29 de agosto em

Santarém, com o tema "Universidades pela Sociobiodiversidade: Movimentos da

Amazônia para o Mundo". O encontro reunirá comunidade acadêmica, povos

amazônicos e sociedade civil para debater saberes tradicionais e proteção

ambiental.

As sessões no Instituto Federal do Pará (IFPA) serão realizadas em duas cidades.

Em Breves, serão realizadas quatro sessões debatendo a temática dos povos e

comunidades tradicionais com sessões marcadas para os dias 21/08, 27/08, 28/08 e

03/09. Todas as sessões serão abertas ao público. Segundo, Prof. Tiago de Oliveira

os filmes “abordam temas alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável

da Agenda 2030 (ODS) e conectados com os desafios socioambientais do

Marajó-PA - tais como, água, gênero, tecnologia, conservação, economia ecológica


e comunidades sustentáveis”. Após cada exibição, o público será convidado a

participar de rodas de conversa sobre a temática abordada pelos filmes.

No campus de Belém, as sessões aconteceram junto às disciplinas de docentes

responsáveis pelo projeto Ver-O-Cine. Segundo a Profa. Bárbara Casseb, uma das

docentes responsáveis, “considero os filmes da Mostra Ecofalante essenciais para

uma formação crítica a respeito das questões socioambientais e sensibilização dos

jovens estudantes, com o objetivo de desenvolver práticas de enfrentamento às

mudanças climáticas”.

Na Universidade da Amazônia (Unama) será realizada uma sessão no Campus da

Gentil Braga dentro da grade disciplinar do curso de Pedagogia. E, na Alcindo

Cacela com sessões para os cursos de Design Gráfico e Comunicação.

O Museu Paraense Emílio Goeldi, com quem a Ecofalante possui um Acordo de

Cooperação Técnica, antecipou suas atividades, realizando no dia 15 de agosto

uma sessão com filmes sobre temática indígena.

Aberta ao público - A Mostra Ecofalante traz ainda uma série de sessões gratuitas,

abertas ao público, até 03 de setembro, no Cine Líbero Luxardo e no Sesc

Ver-O-Peso, em Belém. Ao todo são mais de 40 filmes e debates gratuitos. Confira

a programação completa em ecofalante.org.br e no perfil do Instagram do evento:

@mostraecofalante .

LISTA DE ESCOLAS DA SEDUC-PA BENEFICIADAS:

Escolas de Belém convidadas para sessões no Cine Líbero Luxardo - sessões às 9h

e/ou 14h, até 27/08.

EEEM DR. ULYSSES GUIMARÃES

EEEF BARÃO DO RIO BRANCO

ETEPA VILHENA ALVES

EEEM DEODORO DE MENDONÇA

EEEF PINTO MARQUES

EEEFM TIRADENTES

EEEFM SANTA MARIA DE BELÉM

Escolas convidadas para realizar sessões dentro de sua própria escola - sessões

entre 28/ago até 03/set nos turnos da manhã, tarde e/ou noite.

ANTONIA PAES (Belém)


EEEFM JOSÉ ALVES MAIA (Belém)

COSTA E SILVA (Belém)

PLÁCIDA CARDOSO (Belém)

EEEM AUGUSTO MEIRA (Belém)

EEEFM BRIGADEIRO FONTENELLE (Belém)

EEEFM DOM ALBERTO GAUDÊNCIO RAMOS (Ananindeua)

EEEMT PROFa ANA TELES (Benevides)

EEEM AGROINDUSTRIAL JUSCELINO KUBITSCHECK DE OLIVEIRA (Marituba)

EEEM ANTÔNIO CARLOS GOMES DA COSTA (Ananindeua)


Sinopse dos filmes das sessões educacionais para escolas:

* “Floresta que refresca” (Brasil, 2019, 5 min) - Ianah Maia

É uma animação de 5 minutos que fala sobre a questão das mudanças climáticas,

apresentando uma proposta para repensarmos nossa relação com o meio ambiente.

O curta também mostra a importância das agroflorestas na vida das pessoas do

campo e da cidade.

* “Vellozia” (Brasil, 2023, 13 min) - Pedro de Castro Guimarães

Desenho animado que aborda as aventuras de Vellozia, Ana e Miro para solucionar

os desafios causados por mudanças climáticas em sua comunidade. A história se

passa no Cerrado, o berço das águas, onde as crianças precisam aprender com a

natureza sobre como restaurar o bioma, recuperar nascentes e enfrentar os

problemas ambientais.

* “Aurora - A Rua Que Queria Ser um Rio” (Brasil/Islândia, 2021, 10 min) - Radhi

Meron

Se as ruas pudessem falar, o que diriam? Aurora é uma triste e solitária rua de uma

grande cidade. Em um dia de chuva forte, ela relembra sua trajetória, sonha com o

futuro e se pergunta: é possível uma rua morrer?

* “Caminho dos Gigantes” (Brasil, 2016, 12 min) - Alois Di Leo

Uma busca poética pela razão e o propósito da vida. Em uma floresta de árvores

gigantes, Oquirá, uma menina indígena de seis anos, vai desafiar seu destino e

entender o ciclo da vida. O filme explora as forças da natureza e a nossa conexão

com a terra e seus elementos.

* “Auto-fitness” (Alemanha, 2015, 21 min) - Alberto Couceiro & Alejandra Tomei

Ser ou não... ter tempo de ser? O filme é uma poesia labiríntica sobre o

automatismo humano. Uma reflexão sobre nossa relação diária com o dinheiro e


com o tempo, uma animação tragicômica que brinca com o conceito da constante e

penetrante aceleração. Um filme sobre a opressiva loucura cotidiana e o

automatismo em que somos forçados a viver, trabalhar, respirar, pensar e: existir.

Uma paródia da já antiga “vida moderna”.

* “Kigalinha” (Brasil, 2022, 20 min) - Gabriel Justo, Felipe Santana, Gabrielle

Adabo

Uma galinha ciborgue vem do futuro com a missão de buscar ajuda para evitar as

consequências do aquecimento global no planeta. No Rio de Janeiro, em 2019,

Kigalinha encontra Chico, um jovem cheio de energia e com muito potencial.

Kigalinha é uma animação em seis episódios produzida pelo International Energy

Initiative - IEI Brasil com o apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS).

* “Ep. 1: Carbono: o que você precisa saber” (Brasil, 2023, 4 min) - Rede Xingu+,

Instituto Socioambiental

O que é carbono? O que é mercado de carbono? Como reduzir emissões de

carbono? O que os povos da floresta têm a ver com tudo isso? Está no ar a série de

animações "Carbono: o que você precisa saber", com informações de apoio para

comunidades indígenas, ribeirinhas, extrativistas e quilombolas começarem a se

organizar para entrar nessa conversa de forma segura.

* “Ep. 2: Carbono: o que você precisa saber” (Brasil, 2023, 6 min) - Rede

Xingu+, Instituto Socioambiental

Ondas de calor, secas, tempestades, aumento do nível do mar e impactos sociais

gigantescos: cientistas afirmam que não podemos deixar a temperatura média do

planeta aumentar em mais de 1,5oC até 2030 ou enfrentaremos consequências

ainda mais graves do que os eventos climáticos que já estamos vivenciando. Que

negociações internacionais têm sido propostas para redução de emissões de gases

do efeito estufa? Como surgiu a ideia de um mercado de carbono? O que são as

salvaguardas socioambientais? Assista o episódio 2 da série “Carbono: o que você

precisa saber” para uma introdução ao assunto!

* “Águas Turvas” (Brasil, 2023, 7 min) - Gabriel Panazio e Kleber Leão

Localizada na famosa Baía de Guanabara, a Z10 é uma das mais antigas e

tradicionais colônias de pesca do país. Neste documentário, acompanhamos a

história de Zezinho, um pescador desta comunidade histórica, cuja vida é

drasticamente alterada pela crescente poluição marinha. Com a diminuição dos

peixes, Zezinho e seus colegas enfrentam uma crise de sustento e identidade.

Numa reviravolta inspiradora, eles reinventam suas práticas, transformando-se de

pescadores em guardiões do oceano. Ao 'pescarem' lixo, não apenas encontram um

novo meio de subsistência, mas também emergem como figuras centrais na luta

pela preservação ambiental. Este curta-metragem é uma jornada visual e

emocional, destacando a resiliência humana diante de adversidades ambientais, e a

capacidade da comunidade de encontrar soluções criativas para problemas globais.

* “A Floresta Que Você Não Vê – Narrativas do Médio Xingu” (Brasil, 2023,

27min) - Andy Costa

O documentário “A floresta que você não vê – Narrativas do Médio Xingu” enlaça as

histórias de luta e resistência de pessoas que enfrentam desafios para gerar renda e

manter a floresta amazônica em pé. Essas pessoas se sentem parte da floresta.


Vivem na região do Médio Xingu, importante área da Amazônia brasileira que

enfrenta grande pressão de desmatamento em função do garimpo, da extração de

madeira, da pecuária e da monocultura. Defendem modos de vida que, adaptados

às novas realidades, abrigam saberes e conhecimentos preciosos para o cuidado

com a floresta, aliado ao desenvolvimento da bioeconomia.

* “Visões da Maré” (Brasil, 2023, 8 min) - Alle Estrela, Julia Alves, Michael Sousa,

Thay Silva, Vivian Cazé

Quando uma mesa com bancos é colocada em diferentes pontos da favela, com

uma placa escrito "Tome um café e fale da Maré", alguns moradores param para

compartilhar seus relatos. Falam sobre as questões ambientais e históricas

decorrentes da Maré ser um território aterrado e sobre pautas atuais que permeiam

suas vivências.

* “Essa Terra é Meu Quilombo” (Brasil, 2022, 13 min) - Rayane Penha

Gerações de mulheres negras moradoras de três quilombos urbanos no Amapá

compartilham suas vivências e suas relações de sabedoria ancestral com suas

terras, a partir da colheita com a agricultura, da cura que vem das plantas, da

preservação de suas culturas.

* “Vida sobre as águas” (Brasil, 2023, 31 min) - Danielle Khoury Gregorio, Marcio

Isensee Sá

Vida sobre as é um documentário que celebra a arquitetura única das comunidades

ribeirinhas da Amazônia. Das casas sobre palafitas às moradias flutuantes, o filme

destaca as adaptações engenhosas para lidar com as paisagens inundadas

desafiadoras e sempre em transformação das planícies fluviais amazônicas

brasileiras. Através de narrativas íntimas de moradores e construtores locais, o

documentário revela as técnicas de construção coletiva que materializam uma

arquitetura territorialmente integrada, construída em harmonia com o ambiente da

Bacia Amazônica e profundamente enraizada no rico patrimônio da região.

 
 
 

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