O XXI Festival de Ópera do Theatro da Paz apresenta concerto com participação de ClaudiaRiccitelli

A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), apresenta neste sábado (20), às 20h, no

Theatro da Paz, o concerto “Uma noite na ópera”, mais uma programação do XXI Festival de

Ópera do Theatro da Paz. O concerto contará com a participação especial de dois cantores

líricos. A soprano Claudia Riccitelli e o tenor Martin Muehle que chegam ao Pará, para uma

turnê que incluiu apenas três capitais brasileiras: Salvador, na Bahia; Porto Alegre, no Rio

Grande do Sul e Belém. A iniciativa é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de

Cultura (Secult), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM).

De acordo com o Maestro da OSTP, Miguel Campos Neto, o repertório inteiro do concerto será

dedicado a trechos de ópera. “Esse concerto é muito importante porque ele se adequa à

vocação do Theatro da Paz e da nossa Orquestra Sinfônica. Mesmo que ambos sejam muito

versáteis, o que originou tanto o Da Paz quanto a Orquestra foi a ópera e é por isso que o

público apreciará trechos conhecidos de obras famosíssimas”, disse o maestro.

Cantores de nível nacional e internacional, Claudia Riccitelli e Martin Muehle são duas das

vozes mais conhecidas que o Brasil já produziu no setor lírico no mundo da ópera e são

pessoas importantíssimas para o nosso país. Martin já esteve no Pará em 2010 no Festival de

Ópera para cantar em ‘La Traviata’, portanto, conhece bem o trabalho da OSTP e o Theatro da

Paz. Já Claudia, esteve em Belém há muitos anos para um recital.



Todo o repertório foi montado contemplando trechos de óperas que compõem a turnê dos

cantores no Brasil, brindando o público com a sonoridade, mesmo quando a orquestra tocar

sozinha. Na parte orquestral, o repertório também contará com algumas novidades, por

exemplo, teremos na abertura uma ópera pouco feita chamada ‘Os Lituanos’, de Amilcare

Ponchielli, um compositor que é bem conhecido por escrever ‘La Gioconda’. Até para quem é

fã de ópera, ouvir essa abertura seja uma novidade, ao vivo então, ela é pouco feita tanto nos

palcos do Brasil e no mundo afora.

Para o maestro os outros dois trechos também não são dos mais tocados. “Um deles é

conhecido do público paraense porque eu já fiz aqui com a orquestra que é o Intermezzo

da ópera ‘Manon Lescaut’ de Giacomo Puccini. O outro é o intermezzo da ópera ‘L’amico Fritz’,

de Pietro Mascagni, pouco conhecida também. O mais conhecido de Mascagni é a

ópera ‘Cavalleria Rusticana’, intermezzo sinfônico lindíssimo que muitos conhecem. Eu queria

dar ao público algo novo, para acrescentar no repertório pessoal de cada um. Vale muito a

pena vir ao theatro”, explicou.

Nos trechos cantados o primeiro é o dueto do primeiro ato da ópera ‘Tosca’, de Giacomo

Puccini, uma ópera do início do século XX pertencente a uma escola muito importante

chamada verismo. A noite toda será de peças dramáticas, muito drama no palco, um

movimento muito interessante para quem gosta de ópera. Teremos uma ária da ópera ‘La

Gioconda’, ária da ópera ‘Andrea Chénier’, do compositor verista Umberto Giordano, o dueto

da ópera ‘Cavalleria Rusticana’, que é a maior representante do verismo é uma das óperas de

abertura do verismo junto com o ‘Pagliacci’, sempre óperas do final do século XIX, início do

século XX, com teor dramático.

“Ainda sobre o repertório, teremos um dueto de uma obra que foi feita aqui no Festival de

Ópera recentemente “Il Tabarro”, ‘È ben altro il mio sogno’ e como o público que frequenta o

Theatro conhece música, eles vão reconhecer esse trecho e lembra do nosso Festival de

ópera”, finalizou Miguel Campos Neto.

Claudia Riccitelli (Soprano)

Uma das mais importantes cantoras da sua geração, já colaborou com grandes nomes da

música nacional e internacional como Claudio Abbado, Isaac Karabtchevsky, John Neschling,

Silvio Barbato e Lígia Amadio. Sua arte já se fez presente em inúmeras óperas no Brasil, tais

como “Os pescadores de Pérola”, “I Pagliacci”, “Turandot”, “Norma”, “Cavalleria Rusticana” e

“O Crepúsculo dos Deuses” em todos os importantes teatros e festivais de ópera do país.


Participou também de importantes concertos e óperas na América Latina e Europa, entre eles

a inauguração da Sala São Paulo.

Claudia Riccitelli consagrou-se no cenário lírico nacional como uma das artistas mais completas

de sua geração. Trabalhou com alguns dos maiores nomes da música erudita do Brasil e do

mundo. A detentora de vários prêmios, dentre eles, o Prêmio Carlos Gomes de 2001 como

Melhor Cantora e o da revista BRAVO!, em 1999, como Revelação. Formou-se em Composição

e Regência pela Faculdade Paulista de Arte, tendo aperfeiçoado seus estudos teóricos com

H.J.Koellreutter.

Merecem destaque especial suas participações nos concertos da primeira turnê sul-americana

da Filarmônica nica de Berlim, através do convite do maestro Claudio Abbado, interpretando

as Bachianas Brasileiras nº 5; sua presença como solista no espetáculo de inauguração da Sala

São Paulo junto à OSESP na Sinfonia nº 2, de Mahler, sob regência do maestro John Neschling,

e sua participação na primeira montagem integral da opera Il Guarany, de Carlos Gomes, no

papel de Cecy, no IV Festival Amazonas de ópera, sob a regência do maestro Luiz F. Malheiro.

Martin Muehle (Tenor)

Um dos tenores brasileiros de maior destaque internacional no seu repertório, Martin Muehle

nasceu em Porto Alegre e estudou na Escola Superior de Música de Lübeck, na Alemanha.

Além disso, estudou com Carlo Bergonzi na Accademia Verdiana em Busseto e com Alfredo

Kraus em Santander (Espanha).

O tenor teuto-brasileiro Martin Muehle foi elogiado por sua proeza vocal e intensidade

dramática no palco em alguns dos papéis de tenor mais desafiadores. A temporada 2020-21

marca a estreia de Muehle na Oper Frankfurt como Chevalier Renato des Grieux em Manon

Lescaut de Puccini, bem como sua estreia como Otello na Ópera Estatal de Hanover. Como

solista de concerto sobe ao palco com a Münchner Rundfunkorchester para uma ópera de

gala, bem como com a Stuttgarter Philharmoniker na Faust Symphony de Liszt.

No repertório sinfônico, Muehle enfoca o período romântico. Ele cantou, entre outras, a

Messe Solennelle de St. Cecillie, de Gounod, no Theatro Municipal de São Paulo, e a 9ª Sinfonia

de Beethoven, na Catedral de Porto Alegre. Além disso, executou a 9ª Sinfonia de Beethoven

no distinto Palácio das Artes, em Belo Horizonte, bem como Das Lied von der Erde, de Gustav

Mahler, sob a regência de Ira Levin, no Teatro Nacional Claudio Santoro em Brasília, onde

retornou diversas vezes em produções de I Pagliacci, de Leoncavallo, e Carmen, de Bizet,  sob a

regência de Claudio Cohen.​

Foi considerado um dos vinte principais cantores em atividade na Alemanha, segundo lista

divulgada em setembro de 2014 pela revista especializada Opernwelt. A votação foi feita em

duas etapas: os críticos da publicação escolheram os nomes que mais se destacaram no

cenário lírico e, então, abriram a votação para o público. Entre os nomes escolhidos estão

estrelas como Jonas Kaufmann, Piotr Beczala e o baixo René Pape.

Programa

Amilcare Ponchielli (1834 – 1886)

Abertura Os Lituanos

Suicídio!

Giacomo Puccini (1858 – 1924)

Mario! Mario! Mario! Son qui

Intermezzo

Donna non vidi mai

È ben altro il mio sogno

E luccevan le stelle

Umberto Giordano (1867 – 1948)


Come un del di di maggio

Ecco l’altare 

Pietro Mascagni (1863 – 1945)

Intermezzo – L’amico Fritz

Tu qui, Santuzza

Ruggero Leoncavallo (1857 – 1919)

Vesti la giubba


Serviço:

Um noite na ópera

Data: 20 de agosto, às 20h

Local: Theatro da Paz

Os ingressos estarão disponíveis para retirada no dia do concerto, a partir das 9h, na bilheteria

digital e na bilheteria do Theatro da Paz partir das 18h. Ingressos gratuitos (2 ingressos por CPF)

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