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Patrícia Ramos estrela capa digital de novembro da Glamour Brasil

Influenciadora e apresentadora, Patrícia Ramos é um fenômeno aos 23 anos de idade. Dona de muita personalidade, ela esbanja humor e força. Ainda jovem, aos 15, 16 anos, teve uma conversa franca consigo mesma na frente do espelho, onde passou a enxergar sua real beleza. Hoje, sua autoconfiança lhe abre portas e permitiu que ela se destacasse nas redes sociais. Como apresentadora, ganhou destaque no Rede BBB no início do ano. Agora, ganhou seu próprio talk show, o “Fala Comigo, Terra”.



Ela é a estrela de edição digital de novembro da Glamour Brasil e compartilha sobre autoestima, racismo, futuro, sonhos e o processo de divórcio que expôs recentemente, reforçando a importância da independência feminina e da sabedoria em impor limites para sua própria vida.


Confira os principais highlights abaixo.

Fotos: Mylena Saza


A entrevista na íntegra você confere no site da Glamour.


Glamour: Hoje, por mais que continue na igreja, você está mais livre e não tem medo de mostrar que uma pessoa cristã pode ter outras vivências. Como foi essa virada?


Patrícia Ramos: Eu me libertei da religiosidade. Sempre ouvi música secular e sempre gostei muito de pagode, samba... Tanto que, antes de começar a trabalhar com internet, fui backing vocal do Ferrugem. Sempre fui uma crente diferente desse povo religioso, mas comecei a ficar mal. No fim de 2021, recebi um convite para entrar no Big Brother Brasil, mas neguei e não sei como isso vazou, porque, no comecinho de 2022, uma página de fofoca postou que eu estava sendo cotada. Quando caí na besteira de ler os comentários, fiquei doente mentalmente. Aquilo entrou no meu coração de uma forma muito negativa. Fiquei muito chateada com as pessoas pondo à prova minha fé, minhas práticas e meu coração. Antes mesmo, quando eu fazia vídeos falando da palavra de Deus, via muita gente me julgando pela minha aparência. Elas falavam: “Ué, como essa menina tá falando da Bíblia com esse braço cheio de tatuagem?”. Por conta dessas pessoas, eu já estava adoecendo, porque só julgavam e apontavam o tempo todo. Ali, fui me distanciando desse público, porque vi que me sufocava muito. Continuo mantendo minha fé, frequentando os cultos, ajudando em ações sociais na minha igreja, até fora também, e falo com os meus pastores semanalmente, mas é um público que não quero mais me relacionar, infelizmente.



Glamour: O machismo e as questões religiosas fizeram com que você fosse muito julgada após sua separação. Em algum momento, enquanto lidava com esse turbilhão, chegou a reconsiderar sua decisão?


Patrícia Ramos: Eu cresci em uma igreja muito tradicional, e lembro que era falado que você podia passar o que fosse, agressão física, xingamentos e traição do marido, que teria que perdoar porque a mulher sábia edifica o lar, tem que ser submissa ao homem. Eu não queria ficar passando por isso e pensei: “Tenho 23 anos, estou no início da minha vida, no auge da minha carreira, e a coisa que mais tenho de importante, minha família, estou conseguindo prezar, então, não vou aceitar o que não me cabe”. Foi onde decidi me separar. Quando postei a nota, sumi da internet. Fiquei uns três dias sem aparecer. E, até hoje, não li os comentários. Não fiquei alimentando isso dentro de mim, porque sei que tiveram julgamentos. Amigos meus vieram me contar, mas eu mesma não li.




Glamour: Como vê o poder de transformação da autoestima?


Patrícia Ramos: A minha autoestima serve para mim enquanto mulher preta, que veio de um lugar onde ninguém dava nada, e sempre tento transparecer isso para todas as mulheres negras que me acompanham. Eu passo por situações de racismo até hoje. As pessoas acham que isso só acontece quando você é pobre, mas não. Quando você começa a frequentar lugares de pessoas ricas, ele até aumenta, porque você está ali como a única preta de um restaurante onde só tem branco, então obviamente vão te olhar. Passo muito por essas, mas não vou deixar de ocupar esses lugares porque sei que, se passar uma pessoa preta, ela vai me ver ali e vai se identificar, eu também faço isso. Quando eu estou em um lugar frequentado por maioria branca e vejo alguém como eu, fico vibrando. É isso. Os pretos têm que estar no topo mesmo.



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