top of page

Projeto do IFPA conquista Prêmio Escolas Sustentáveis da Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura

há 2 horas
4 min de leitura

O projeto EcoLuz Trap, desenvolvido por estudantes e professores do Instituto Federal do Pará (IFPA) Campus Marabá Industrial, venceu a etapa nacional do IV Prêmio Escolas Sustentáveis.

O resultado foi anunciado em Salvador (BA), na categoria que reúne experiências dos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).



Com a conquista, o IFPA recebeu o troféu Escola Sustentável e mais de R$ 15 mil. A premiação também garantiu aos professores a passagem aérea, hospedagem e participação na etapa internacional, que será realizada na Cidade do México, em 2 de dezembro de 2026. A iniciativa é promovida pela Fundação Santillana e pela Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

O EcoLuz Trap é uma armadilha luminosa para captura de mosquitos, construída com materiais reaproveitados e componentes de baixo custo. O equipamento utiliza latas, fios, fontes, LEDs, placas simples e microventiladores de 12 volts. Cada unidade tem custo aproximado de R$ 20,

segundo os dados apresentados pelo projeto, cerca de 80% abaixo do valor de modelos

comerciais utilizados como referência pela equipe.



A proposta surgiu a partir da observação da presença frequente de mosquitos Aedes aegypti em salas, corredores e áreas de convivência do Campus Marabá Industrial. A situação também era percebida nas casas dos estudantes e em comunidades próximas ao campus, onde foram identificadas condições como saneamento precário, água parada e acúmulo de resíduos.

A partir desse cenário, cinco estudantes do curso técnico integrado ao ensino médio em

Controle Ambiental — Wilian Saraiva Silva, Cleiton Santos Costa, Lucyellen Carvalho Neres, Maria Clara de Souza Lima e Yane Katlen da Silva Lima — passaram a investigar alternativas para a captura de mosquitos. O trabalho teve orientação do professor Riguel Feltrin Contente e colaboração dos professores Sérgio de Souza Custódio Filho e Israel Peixoto Moraes.



Os estudantes participaram de etapas como diagnóstico, desenho técnico, construção dos

protótipos, testes, registro e análise de dados, identificação dos insetos capturados e

realização de oficinas com a comunidade. Durante os testes, foram comparadas diferentes

cores de LED e registrada a quantidade de insetos capturados por hora. Os exemplares

coletados também foram observados em laboratório, com identificação de mosquitos dos

gêneros Aedes e Culex.

Para o professor Riguel Feltrin Contente, a premiação reconhece a participação dos estudantes no desenvolvimento do projeto. “A participação dos estudantes foi indispensável. O projeto foi concebido coletivamente, mas foram eles que realizaram toda a parte prática”, afirmou.

As atividades do EcoLuz Trap também envolveram oficinas de montagem, utilização e

manutenção das armadilhas. A equipe ainda produziu cartilha, diário de bordo, vídeos e

materiais de divulgação, além de apresentar o projeto em eventos científicos, feiras e mostras.



O projeto também propõe o reaproveitamento de materiais que poderiam ser descartados e uma forma de captura que não utiliza inseticidas. Segundo a equipe, a iniciativa busca reduzir a dependência de produtos químicos e evitar a captura indiscriminada de outros insetos, especialmente polinizadores. O trabalho está relacionado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3, 4, 11 e 12.

A conquista do Prêmio Escolas Sustentáveis dá continuidade à trajetória do EcoLuz Trap em premiações nacionais. Em 2025, o projeto conquistou o terceiro lugar nacional na 12ª edição do Solve for Tomorrow Brasil. Agora, a equipe se prepara para levar a experiência

desenvolvida no Campus Marabá Industrial para a etapa internacional, na Cidade do México.


EcoluzTrap

Uma armadilha para captura de mosquitos desenvolvida no Instituto Federal do Pará (IFPA) Campus Marabá Industrial venceu, em 17 de setembro, a etapa nacional do IV Prêmio Escolas Sustentáveis, em Salvador (BA).

A armadilha foi batizada com o nome de Ecoluz Trap. O protótipo utiliza latas reaproveitadas, fios, fontes, LEDs, placas simples e microventiladores de 12 volts. Segundo os dados apresentados pelo projeto, o custo aproximado é de R$ 20 por armadilha, cerca de 80% abaixo do valor dos modelos comerciais usados como referência pela equipe.

O funcionamento do Ecoluz Trap combina iluminação e ventilação para atrair e capturar

insetos. Durante os testes, os estudantes compararam LEDs os resultados de eficiência ao

utilizar luz nas cores azul, roxa/UV, verde e vermelha. Também registraram a quantidade de insetos capturados por hora, além de informações sobre data, local e tempo de

funcionamento.

Os insetos coletados foram observados em laboratório. Entre os exemplares identificados

estavam mosquitos dos gêneros Aedes e Culex, considerados de importância médica. Os

resultados dos testes foram usados pelos estudantes para ajustes nos componentes, na

segurança elétrica e na montagem e manutenção dos protótipos.

A tecnologia não utiliza inseticidas e propõe uma forma de captura física. Segundo a equipe, a proposta busca reduzir a dependência de produtos químicos e evitar a captura indiscriminada de outros insetos, especialmente polinizadores. O projeto também relaciona educação ambiental, saúde pública, reaproveitamento de materiais e inovação social.

O EcoLuz Trap foi desenvolvido a partir de uma situação observada no próprio Campus Marabá Industrial. Estudantes e servidores conviviam com a presença de mosquitos em espaços do campus, enquanto a situação também era percebida nas casas dos estudantes e em comunidades próximas.

 
 
 

Comentários


bottom of page