Valéria Scornaienchi convida público a criar com sementes e escutar o mundo
Artista convidada da exposição Fluxos Miguel Chikaoka, Valéria Scornaienchi traz à programação formativa da exposição duas ações neste final de semana, ambas no Centro Cultural Banco da Amazônia, com inscrições abertas, online e gratuitas.
Valéria Scornaienchi investiga as relações entre esses pequenos elementos da natureza e os processos de criação artística. “É sempre um devir alguma coisa que a gente desconhece. Eu sou muito interessada pelas coisas que a gente desconhece”, conta.

Natural de Campinas (SP), é artista multilinguagem e desenvolve pesquisas voltadas às relações entre arte, natureza e existência. Em seu ateliê, o Serafina, realiza experimentações, trocas e parcerias, além de participar de exposições, residências artísticas e projetos de criação coletiva.
Neste sábado, 31, das 10h às 13h, ela conduz um encontro de práticas sensíveis e criação coletiva com sementes, e no domingo (1º), apresenta a palestra "A escuta do mundo – arte e vida em processos criativos". As duas atividades fazem parte da programação formativa da exposição Fluxos Miguel Chikaoka, projeto selecionado pelo edital de ocupação da do Centro Cultural Banco da Amazônia.
O “Encontro de práticas sensíveis e criação com sementes” propõe reconhecer as relações que estabelecemos com a natureza e com os outros, ativando lembranças, afetos e reflexões sobre o fazer compartilhado. A atividade terá três horas de duração e 20 vagas, destinadas a pessoas a partir dos 15 anos.
Para Valéria, essa aproximação também exige uma mudança na maneira como percebemos o mundo. “Acho que precisamos nos aproximar de uma forma não colonizadora da natureza, de uma maneira geral. E aí a escuta é uma forma de você permitir que algo chegue, sem saber o que é.”
A artista destaca a dimensão política e afetiva dessas experiências. “Me interessa muito esse pensamento das práticas coletivas, porque elas são políticas, são afetuosas e permitem que a gente também trabalhe em nós as coletividades, que nos dias de hoje ficam muito apagadas em função do individualismo.”
No domingo, a escuta do mundo
Já no domingo, 1º de novembro, das 10h às 12h, Valéria apresenta a palestra A escuta do mundo – arte e vida em processos criativos, aberta a pessoas interessadas em refletir sobre as conexões entre a prática artística e a experiência cotidiana.
A artista pensa a escuta como uma forma de perceber as conexões afetivas e as possibilidades presentes no entorno. Galhos, folhas, pedras, rios, ventos, sementes e pássaros integram esse universo de investigação, no qual a criação artística nasce das relações estabelecidas com o que está vivo.
A palestra também abordará a produção de registros de diferentes naturezas a partir desses encontros e escutas, ampliando a compreensão dos processos criativos para além da produção de objetos ou imagens. Com duas horas de duração, a atividade disponibiliza até 100 vagas.
As duas atividades neste final de semana integram a programação formativa de Fluxos – Miguel Chikaoka, exposição que ocupa as galerias 2 e 3 do Centro Cultural Banco da Amazônia, até 14 de fevereiro, trazendo experiências com a fotografia, a partir de processos sensoriais e criações coletivas que aproximam luz, natureza, memória e presença humana.
Serviço
Encontro de práticas sensíveis e criação com sementes
Data: sábado, 31 de outubro de 2026
Horário: 10h às 13h
Mediação: Valéria Scornaienchi
Público: pessoas a partir de 15 anos
Vagas: 20
Palestra: A escuta do mundo – arte e vida em processos criativos
Data: domingo, 1º de novembro de 2026
Horário: 10h às 12h
Palestrante: Valéria Scornaienchi
Público: pessoas interessadas em refletir sobre arte e vida
Vagas: 100
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia – Avenida Presidente Vargas, 800, Campina, Belém (PA).
Participação gratuita.
Inscrições: formulário disponível no link da bio dos perfis @fluxos_exposicao e @kamarakogaleria.
Informações: (91) 99983-3185.
Realização: Kamara Kó Galeria
Patrocínio: Banco da Amazônia e Governo do Brasil.
Projeto selecionado pelo Edital de Ocupação do Centro Cultural Banco da Amazônia


















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