Websérie ‘Pesca para Sempre’ documenta a importância econômica e ambiental dos manguezais do Pará

O Pará possui a maior extensão de manguezais do mundo, com farta biodiversidade que serve de casa e sustento para cerca de 125 mil pessoas que vivem da pesca artesanal. São mulheres e homens que atuam como guardiões do mangue, ecossistema que garante a redução do CO2 responsável pelo aquecimento global, por sua alta capacidade de armazenar carbono. A importância econômica, social e ambiental dos manguezais e a relação das comunidades costeiras com este território é tema da segunda temporada da websérie “Pesca para Sempre”, que será lançada nesta quinta-feira, 7, para celebrar o Ano Internacional da Pesca e Aquicultura Artesanais. Os vídeos podem ser acessados nas redes sociais da organização não governamental Rare Brasil.



Com cinco episódios, a nova temporada mostra as ações realizadas pelo programa “Pesca para Sempre” no Pará, desenvolvido pela Rare em parceria com pescadores, lideranças comunitárias, associações, instituições governamentais e universidades para o fortalecimento da cadeia produtiva da pesca artesanal no estado - que abriga 12 Reservas Extrativistas Marinhas, um tipo de unidade de conservação destinada a proteger as espécies de fauna e da flora locais e também o modo de vida de comunidades tradicionais.


“A pesca artesanal é uma cultura tradicional bastante ameaçada ao longo do litoral brasileiro. E a websérie destaca o importante papel dos pescadores e pescadoras das comunidades costeiras para a segurança alimentar e conservação dos ecossistemas marinhos que hoje são fundamentais para mitigar os impactos das mudanças climáticas globais”, diz Enrico Marone, gerente de comunicação da Rare.


A temporada é lançada no ano escolhido pela ONU/FAO para dar visibilidade à importância do setor dentro da Agenda dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável, que busca reconhecer e capacitar trabalhadores da pesca para que possam continuar a contribuir para a manutenção da vida na água, o bem-estar humano, sistemas alimentares saudáveis e erradicação da pobreza por meio do uso responsável dos recursos.

A websérie é promovida pelas organizações Rare com apoio das Associações dos Usuários das Reservas Extrativistas Marinhas e Costeiras (AUREMs) e Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas (Confrem), entre outros.


A série



O lançamento dá continuidade ao projeto audiovisual da Rare sobre as reservas extrativistas da área costeira paraense. A primeira temporada reuniu 16 episódios. Esta segunda etapa da websérie “Pesca para Sempre” amplia a iniciativa, com mais cinco episódios. O episódio de abertura é o “Mães do mangue - rede de mulheres protagonistas da conservação”, sobre a mobilização para organizar e fortalecer a atuação das trabalhadoras por meio de iniciativas como o Clube de Poupança.


No Pará, já são 22 grupos organizados nas reservas extrativistas que beneficiam mais de 300 mulheres. Além da poupança individual, o projeto forma uma poupança comunitária. Cada mulher contribui com uma taxa coletiva fixa, cujo uso da verba é investido na comunidade. “Cuidar das mulheres é cuidar dos manguezais. Então o programa proporciona educação financeira, para que as trabalhadoras cheguem aos espaços de decisão a respeito das áreas protegidas”, diz Bruna Martins, gerente do programa Pesca para Sempre, da Rare Brasil.

O segundo vídeo, intitulado “Mercado justo da pesca artesanal”, mostra os desafios para implementar a cadeia de valor da pesca para que as famílias extrativistas aumentem sua renda e vivam em situações de trabalho mais justas e dignas. Um dos projetos desenvolvidos com este objetivo é o Paneiro do Mangal, que reúne diversos itens produzidos nas reservas e são vendidos diretamente ao consumidor, sem atravessadores e escoando a produção de forma diversificada.


O episódio “Coastal 500 – uma rede de lideranças públicas em prol da pesca artesanal” fala sobre a participação de municípios e prefeitos no fortalecimento de uma rede colaborativa de suporte à pesca sustentável na costa amazônica. A rede Coastal 500 elaborou um guia de ação com atividades programáticas, políticas e financeiras para compromissos de gestão pesqueira, e atualmente atua em parceria com os municípios de São João da Ponta, São Caetano de Odivelas, Colares, Magalhães Barata, Maracanã, Santarém Novo, Marapanim, Augusto Corrêa, Bragança e Viseu.


O quarto episódio desdobra a temática e mostra que o programa “Pesca para Sempre” cresce com apoio de universidades, associações e líderes comunitários. “O programa é importantíssimo porque evoluiu para um modelo que capacita indivíduos e instituições que atuam para o fortalecimento das áreas protegidas, replicando esse conhecimento e a sensibilização sobre os manguezais”, destaca Bruna Martins.


A websérie encerra com o debate atual e urgente sobre as mudanças climáticas e o papel fundamental do mangue amazônico nesse contexto. Nas reservas extrativistas, a Rare desenvolve o projeto “Clima para Sempre”, que busca conscientizar a sociedade sobre este ecossistema capaz de armazenar 5 vezes mais carbono que as florestas tropicais. “Este assunto é muito relevante no Pará, uma vez que temos a maior extensão de manguezal do mundo, e o mangue regula o clima do planeta. As comunidades costeiras, por serem guardiãs desse território, desempenham um papel essencial”, explica Enrico Marone.


Serviço

Lançamento da websérie “Pesca para Sempre”, nesta quinta-feira, 7, nas redes sociais da Rare (encurtador.com.br/qruE1).

Em cinco episódios, série mostra ações para conservar a costa amazônica e o protagonismo de famílias extrativistas nos mangues - ecossistema fundamental no debate sobre a crise climática global


O Pará possui a maior extensão de manguezais do mundo, com farta biodiversidade que serve de casa e sustento para cerca de 125 mil pessoas que vivem da pesca artesanal. São mulheres e homens que atuam como guardiões do mangue, ecossistema que garante a redução do CO2 responsável pelo aquecimento global, por sua alta capacidade de armazenar carbono. A importância econômica, social e ambiental dos manguezais e a relação das comunidades costeiras com este território é tema da segunda temporada da websérie “Pesca para Sempre”, que será lançada nesta quinta-feira, 7, para celebrar o Ano Internacional da Pesca e Aquicultura Artesanais. Os vídeos podem ser acessados nas redes sociais da organização não governamental Rare Brasil.


Com cinco episódios, a nova temporada mostra as ações realizadas pelo programa “Pesca para Sempre” no Pará, desenvolvido pela Rare em parceria com pescadores, lideranças comunitárias, associações, instituições governamentais e universidades para o fortalecimento da cadeia produtiva da pesca artesanal no estado - que abriga 12 Reservas Extrativistas Marinhas, um tipo de unidade de conservação destinada a proteger as espécies de fauna e da flora locais e também o modo de vida de comunidades tradicionais.


“A pesca artesanal é uma cultura tradicional bastante ameaçada ao longo do litoral brasileiro. E a websérie destaca o importante papel dos pescadores e pescadoras das comunidades costeiras para a segurança alimentar e conservação dos ecossistemas marinhos que hoje são fundamentais para mitigar os impactos das mudanças climáticas globais”, diz Enrico Marone, gerente de comunicação da Rare.


A temporada é lançada no ano escolhido pela ONU/FAO para dar visibilidade à importância do setor dentro da Agenda dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável, que busca reconhecer e capacitar trabalhadores da pesca para que possam continuar a contribuir para a manutenção da vida na água, o bem-estar humano, sistemas alimentares saudáveis e erradicação da pobreza por meio do uso responsável dos recursos.

A websérie é promovida pelas organizações Rare com apoio das Associações dos Usuários das Reservas Extrativistas Marinhas e Costeiras (AUREMs) e Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas Costeiras e Marinhas (Confrem), entre outros.


A série


O lançamento dá continuidade ao projeto audiovisual da Rare sobre as reservas extrativistas da área costeira paraense. A primeira temporada reuniu 16 episódios. Esta segunda etapa da websérie “Pesca para Sempre” amplia a iniciativa, com mais cinco episódios. O episódio de abertura é o “Mães do mangue - rede de mulheres protagonistas da conservação”, sobre a mobilização para organizar e fortalecer a atuação das trabalhadoras por meio de iniciativas como o Clube de Poupança.


No Pará, já são 22 grupos organizados nas reservas extrativistas que beneficiam mais de 300 mulheres. Além da poupança individual, o projeto forma uma poupança comunitária. Cada mulher contribui com uma taxa coletiva fixa, cujo uso da verba é investido na comunidade. “Cuidar das mulheres é cuidar dos manguezais. Então o programa proporciona educação financeira, para que as trabalhadoras cheguem aos espaços de decisão a respeito das áreas protegidas”, diz Bruna Martins, gerente do programa Pesca para Sempre, da Rare Brasil.

O segundo vídeo, intitulado “Mercado justo da pesca artesanal”, mostra os desafios para implementar a cadeia de valor da pesca para que as famílias extrativistas aumentem sua renda e vivam em situações de trabalho mais justas e dignas. Um dos projetos desenvolvidos com este objetivo é o Paneiro do Mangal, que reúne diversos itens produzidos nas reservas e são vendidos diretamente ao consumidor, sem atravessadores e escoando a produção de forma diversificada.


O episódio “Coastal 500 – uma rede de lideranças públicas em prol da pesca artesanal” fala sobre a participação de municípios e prefeitos no fortalecimento de uma rede colaborativa de suporte à pesca sustentável na costa amazônica. A rede Coastal 500 elaborou um guia de ação com atividades programáticas, políticas e financeiras para compromissos de gestão pesqueira, e atualmente atua em parceria com os municípios de São João da Ponta, São Caetano de Odivelas, Colares, Magalhães Barata, Maracanã, Santarém Novo, Marapanim, Augusto Corrêa, Bragança e Viseu.


O quarto episódio desdobra a temática e mostra que o programa “Pesca para Sempre” cresce com apoio de universidades, associações e líderes comunitários. “O programa é importantíssimo porque evoluiu para um modelo que capacita indivíduos e instituições que atuam para o fortalecimento das áreas protegidas, replicando esse conhecimento e a sensibilização sobre os manguezais”, destaca Bruna Martins.


A websérie encerra com o debate atual e urgente sobre as mudanças climáticas e o papel fundamental do mangue amazônico nesse contexto. Nas reservas extrativistas, a Rare desenvolve o projeto “Clima para Sempre”, que busca conscientizar a sociedade sobre este ecossistema capaz de armazenar 5 vezes mais carbono que as florestas tropicais. “Este assunto é muito relevante no Pará, uma vez que temos a maior extensão de manguezal do mundo, e o mangue regula o clima do planeta. As comunidades costeiras, por serem guardiãs desse território, desempenham um papel essencial”, explica Enrico Marone.


Serviço

A websérie “Pesca para Sempre” pode ser vista nas redes sociais da Rare (encurtador.com.br/qruE1)

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